<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455</id><updated>2012-02-17T02:18:57.087Z</updated><category term='FPF'/><category term='pensarXXI'/><category term='selecção nacional'/><category term='Processo Disciplinar'/><category term='futebol'/><category term='Carlos Queiroz'/><category term='currupto'/><title type='text'>currupto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>221</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5149047754690522831</id><published>2011-06-25T17:12:00.002+01:00</published><updated>2011-06-25T17:12:48.641+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='currupto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensarXXI'/><title type='text'>Mensagem de Encerramento</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Aderi à blogosfera em Novembro de 2004, logo após a reeleição de George Walker Bush para o segundo mandato na Casa Branca. Esse foi aliás o assunto da primeira postagem que publiquei no currupto (&lt;a href="http://www.currupto.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.currupto.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quase sete anos volvidos, e um processo-crime por alegada difamação &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pelo meio, creio ser o tempo de fechar a “tasca”. Não que o meu prazer pela escrita se tenha de mim apeado, ou sequer porque se tenha esgotado o tema (se dúvidas existirem neste particular, bastará, para as dissipar por completo, o mero folhear dos jornais diários dos últimos dias), antes sim, porque o espaço de denúncia e, em certa medida, de apelo à revolta e ao inconformismo, que o currupto representava, deixou, no quadro actual, de fazer qualquer sentido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Para tal concorrem tanto motivações endógenas (ou se preferirem de ordem pessoal) quanto exógenas (de cariz mais contextual). Comecemos pelas últimas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Portugal está (outra vez) mergulhado numa crise profunda. Uma breve consulta aos livros de História facilmente deixa perceber que não é a primeira. Nem sequer no meu tempo de vida. E tenho “apenas” 34 anos. Por outro lado, tão pouco será esta a última. Portanto, tal como na vida de cada um, também a História das nações de faz de uma extensa sucessão de altos e baixos. E, em ambos os casos, já os tivemos. No que toca às crises passadas, sempre demos a volta por cima: umas vezes mais facilmente, outras nem por isso; umas vezes melhor, outras pior. Mas SEMPRE soubemos reinventar-nos e vencer a adversidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Estou certo que, desta vez não será diferente, pese embora a exigência das circunstâncias seja, aparentemente, bem maior e o conjunto de instrumentos e recursos ao dispor seja, inversamente, mais limitado. Paralelamente, boa parte das causas que nos trouxeram até este ponto, reflectem um declínio que não configura sequer uma tendência recente. Com efeito, desde há vários anos, que os pejorativamente qualificados de “profetas da desgraça ”vêm avisando para este desenlace. Inebriados numa febre consumista, como só se encontra paralelo no esbanjamento e irresponsabilidade colectiva dos séculos XVI a XVIII, gastámos os míseros tostões que as gerações anteriores, por meio do seu suor e sacrifício, amealharam e, pior, endividámo-nos para mantermos um padrão de vida manifestamente incompatível com o nível de produtividade do país. O resultado está, obviamente, à vista de todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Os sacrifícios que nos vão ser exigidos (desde, pelo menos, os tempos em que o Prof. Sousa Franco ocupou a pasta das Finanças, que a lenga-lenga se repete, mais parecendo a estória de Pedro e o Lobo), serão, desta feita, muito mais duros do que o habitual. Desta vez o Lobo (que muitos, erradamente, confundem com a missão do Fundo Monetário Internacional, União Europeia e Banco Central Europeu) vem mesmo e teremos de, colectivamente, saber dar-lhe uma resposta à altura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Aqueles que comigo privam conhecem bem este discurso: a bandalheira e irresponsabilidade colectiva que grassa em muitos sectores do país (particularmente no público – e não se confunda o enunciado anterior com os funcionários públicos, porque não é esse o objectivo – refiro-me em concreto às clientelas, ao nepotismo, ao caciquismo, ao tráfico de influências, à corrupção, etc. que desde há décadas vêm corroendo os alicerces do Estado, esses sim, os verdadeiros responsáveis), só terminaria no dia em que quem financia este Estado-faz-de-conta, se aborrecesse e tomasse conta “disto”. Esse dia, para grande vergonha nossa, chegou a 12 de Abril.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O futuro passa agora por, arregaçar as mangas, pormos ordem na casa, pagarmos, como gente séria e de bem que somos, a quem devemos, e criarmos as condições (financeiras e, sobretudo, culturais/comportamentais) para que o dia 12 de Abril de 2011 não mais se repita na História de Portugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;As linhas atrás expostas facilmente deixam perceber os motivos de ordem pessoal que motivam o fim do projecto &lt;a href="http://www.currupto.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.currupto.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Além da alteração, profunda, repita-se, das condições contextuais (sociais e políticas) do país, também eu próprio, nos últimos quatro a cinco anos, modifiquei de modo radical, o meu próprio posicionamento em muitas matérias, com especial incidência na questão ideológica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sempre fui (quem me conhece, sabe-o bem) um defensor intransigente da meritocracia, do prémio do mérito. Não deixei de o ser. Pelo contrário. No contexto do mundo globalizado, e numa lógica social profundamente darwiniana, só os organismos mais adaptados poderão prover pela subsistência e prosperidade. Socorrendo-me aqui de uma quase teoria macro-sistémica, diria que, não mais é possível conceber macro-organismos (leia-se Estados) organizados a partir de um eixo centralista, uniformizador e nivelador, que não observa os diferentes níveis de envolvimento das sub-unidades na sua actividade e que, por conseguinte e por incapacidade de se reinventar, permite abundantemente, situações que distorcem e comprometem a própria sobrevivência do organismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dito de outro modo: no mundo actual, não é mais concebível que, numa lógica de pura competição entre Estados, dentro de alguns, subsistam esquemas organizativos nos quais uma pequena minoria seja responsável pelo auto-sustento e pelo provimento das necessidades de terceiros, não raras vezes, ociosos. Não é mais possível, ou sequer aceitável que pequenas minorias altamente qualificadas e produtivas, sejam chamadas, por renúncia de parte substancial do retorno obtido por meio da sua produtividade, a prover ao sustento de outras minorias (?), que, tendo condições para prover ao próprio sustento, por inércia, vícios vários, ou manifesto desinteresse, se alhearam, ou se preferirmos, se excluíram da sociedade produtiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Evidentemente que, embora o meu pensamento se encontre no pólo oposto do de Karl Marx, há, pelo menos uma tese em que tendo a concordar com o seu raciocínio: a inevitabilidade da substituição do paradigma capitalista por um outro menos exclusivo. Mas tal sociedade, creio, apenas será possível cumprindo-se uma tripla exigência de abundância de bens e serviços, de equilíbrio na distribuição demográfica pelo globo e, principalmente, pelo fim da competição entre nações tal como a conhecemos hoje, o que apenas poderá ser possível no quadro de uma federação e governo mundiais. Ora, como este raciocínio parece, por enquanto, tão utópico quanto a doutrina marxista, resta, no seio do mundo de competição actual, diligenciarmos no sentido de estarmos, tão próximo quanto possível, do pelotão da frente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A capacidade de resposta aos desafios colocados por um mundo no qual a única constante é um cenário de mudança permanente, a constante adaptabilidade a novos cenários, a criatividade necessária para, perante cada novo estímulo, sermos capazes de produzir uma resposta adequada a progredirmos continuamente, são algumas das exigências às quais a típica mentalidade portuguesa das últimas décadas (a minha inclusive, porque é produto desse mesmo sistema), não responde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O &lt;a href="http://www.currupto.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.currupto.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, não mais representa do que um espelho desse mesmo paradigma que urge superar. Daí se justifica que, não abra mão deste meu passado, erradicando-o da minha memória, ou que o esconda, apagando-o e varrendo-o para as bafientas prateleiras do olvido. Pelo contrário: o &lt;a href="http://www.pensarxxi.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.pensarXXI.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, procurará, no quadro actual, ser um espaço de diálogo, de interrogação e de reflexão, não apenas com os novos tempos (e que tempos!) com um meu eu passado, com memórias e convicções que, por força dos tempos e das circunstâncias o não são mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Poderia socorrer-me de uma fórmula muito comum (e que obtém a expressão máxima na problemática da memória tão magistralmente explorada pela obra orwelliana) e não menos cómoda. A de apagar, ou tornar inacessível o &lt;a href="http://www.currupto.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.currupto.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Seguramente que, no em tempos que virão não correria o risco de ser incomodado/confrontado com um modo de pensar que se afasta, em muito, do actual/futuro(?). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas, por outro lado, a vida é um permanente diálogo com o(s) nosso(s) eu(s) interior(es), anteriores e actuais. Furtar-me a esse diálogo comigo mesmo seria a confirmação do adágio que só os burros (ou teimosos) não mudam, quando tal se justifica, de opinião. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Donde: declaro, pelo presente, formalmente encerrado o projecto &lt;a href="http://www.currupto.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.currupto.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que é, a partir de hoje e, sabe-se lá até quando, substituído pelo espaço &lt;a href="http://www.pensarxxi.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.pensarXXI.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, para o qual convoco o vosso contributo e participação, advertindo que este será um projecto substancialmente diferente daquele que foi o seu antecessor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5149047754690522831?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5149047754690522831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5149047754690522831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5149047754690522831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5149047754690522831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2011/06/mensagem-de-encerramento.html' title='Mensagem de Encerramento'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1205309248051104833</id><published>2010-11-30T00:40:00.001Z</published><updated>2010-11-30T00:52:10.155Z</updated><title type='text'>Manifesto pelo Emprego</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Um exercício para reflexão colectivo no sentido de mudarmos condutas. Pequenas coisas que, se as colocarmos em prática, poderão desencadear impactos positivos neste campo. Quando os Senhores das Centrais Sindicais andam de bandeirinhas em riste na pretensa defesa dos salários e dos postos de trabalho, convinha que procurassem, ao invés, educar os cidadãos e sensibilizá-los para uma mudança colectiva de atitudes e comportamentos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Deixo algumas ideias simples e úteis neste contexto.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;1 – O que é Nacional é Bom:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Os produtos nacionais são tão bons como os demais. Não comprar produtos “Made in China” ou “Made in PRC” (People’s Republic of China – a nova designação adoptada nas etiquetas dos produtos chineses para iludir os mais incautos). Os nossos produtos agrícolas, industriais e os serviços são tão bons quanto aqueles que importamos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;2 – Lojas Online:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Não efectuar compras nas Lojas Electrónicas/Internet (Lojas Online). Preferir sempre compras nas lojas físicas.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;3 – Nas Portagens:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Escolher as cabinas com portageiro. Recusarmos todas as formas de pagamento automático, nomeadamente Via Verde e Dispositivos Electrónicos de Matrícula.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;4 – No posto de combustível:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Optarmos, sempre que possível, postos com atendimento personalizado. Fugir dos postos de auto-serviço (Self-Service).&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;5 – No Super/Hipermercado:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Evitar as caixas de pagamento automático.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;6 – Nas Máquinas de Venda Automática:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Evitar as máquinas de venda automática (Vending) sempre que existam outras formas de fornecimento dos produtos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;Muitas outras seguramente existirão. Basta sermos criativos e perspicazes e poderemos salvar muitos postos de trabalho. Utilidade de uma medida deste tipo? Várias:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;1 - pessoas com trabalho, têm maior rendimento disponível e maior confiança no encarar da vida. Em consequência o consumo privado aumenta;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;2 - e quiçá, também o aforro;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;3 - pessoas com trabalho, geram receita fiscal;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;4 - geram receita na Segurança Social, para reformas e subsídios;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;5 - não consomem recursos na Segurança Social;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;6 - constituem mercado e geram um efeito de alavancagem na economia pelo consumo que geram e criam novas necessidades de empregos;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt;"&gt;As ideias enunciadas foram-no em termos muito simplistas, é certo. Mas são ideias simples e estratégias de pequenos passos que podem desencadear muitos efeitos positivos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1205309248051104833?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1205309248051104833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1205309248051104833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1205309248051104833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1205309248051104833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2010/11/manifesto-pelo-emprego.html' title='Manifesto pelo Emprego'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7683971215192688998</id><published>2010-09-26T00:07:00.002+01:00</published><updated>2010-09-26T00:16:53.054+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processo Disciplinar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FPF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Queiroz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='selecção nacional'/><title type='text'>A Carlos Queiroz</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Portugal, bem o sabemos é um país ingrato e de ingratos. Que o diga Carlos Queiroz!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não serei seguramente dos fãs mais entusiásticos do ex-seleccionador. Também achei que ficou aquém dos objectivos a participação da selecção no Mundial de Futebol. Não pela saída prematura, mas pelo facto de em quatro jogos apenas se ter verificado uma vitória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Acresce que, Scolari, indubitavelmente, deixa saudades. Não pela competência, ou sequer pela cordialidade com que tratava o país que o acolheu. Não pelo futebol que a equipa praticava e, nem sequer pelos (óptimos, reconheça-se) resultados alcançados sob o seu comando. Scolari conseguiu dois feitos importantes: construiu um grupo, em cuja composição não permitiu ingerências externas (desde presidentes de clubes, a colegas de profissão, à comunicação social, a empresários de futebol, ou mesmo à estrutura da federação) e, segundo, conseguiu mobilizar o país à volta de uma selecção que vinha sem glória, recordemo-nos, do Mundial Coreia-Japão. Scolari chegou como campeão do mundo e imediatamente tratou de marcar e fortificar o seu território. A primeira vítima foi o ex-titular da baliza da selecção. E, as polémicas foram inúmeras: com colegas, com jornalistas, com presidentes, com jogadores, com adversários, etc..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas Scolari tinha duas grandes vantagens: entrara como campeão do mundo, e …era estrangeiro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Portugal tem este dom: unanimemente recebe bem todos os forasteiros, mas repetidamente maltrata os seus filhos. Queiroz é apenas mais uma, e a última das vítimas deste estranho agir português. Mas, principalmente de um povo sem memória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se fomos campeões do mundo de sub-20 em 1989 e 1991, será a ele que o devemos. Se tivemos o privilégio de termos conhecido tantos e tantos jogadores fantásticos e se o nosso futebol está há duas décadas no topo mundial, projectando a imagem e o nome do país, também a ele o devemos. Se fizemos da formação de futebolistas uma “indústria” próspera, o dedo de Carlos Queiroz está lá também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Reitero: não sou dos maiores fãs de Queiroz. Tive o prazer de lhe telefonar algumas vezes, quando em 2003, na qualidade de Director de Comunicação da Associação de Futebol de Santarém, realizei os contactos com o próprio no sentido de garantir a sua presença no Congresso do Futebol 2003. Nada me move, porém, contra o ex-seleccionador. E, sobretudo, mesmo que tenha proferido algumas palavras azedas relativamente a alguns protagonistas, ou aspirantes a tal, do futebol português, a verdade é que, também o primeiro ministro foi apanhado (nas célebres escutas do processo Face Oculta) a referir-se em termos analogamente deselegantes relativamente à líder do principal partido da oposição e a outras pessoas, sem que exista notícia de lhe ter sido movido qualquer processo disciplinar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O que existiu aqui, está à vista de todos: alguém, aproveitando-se de uma campanha tristonha no mundial, de um deslize do seleccionador, e do apoio de extensas franjas anti-queirosianas existentes na imprensa desportiva, quis tratar de o “varrer” do comando da selecção, procurando, todavia, através de maquinações e expedientes miseráveis, salvaguardar que o mesmo não receberia aquilo a que teria direito.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Verdadeiramente inqualificável! Goste-se ou não do personagem, Portugal e o futebol português devem muito a Carlos Queiroz. E convinha que respeitassem um Homem e um Profissional que sempre deu pelo futebol português o que tinha e o que não tinha.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Carlos Queiroz cometeu um pecado capital: voltou à FPF sem que a porcaria de que falava em 1993 tivesse sido varrida. Como seria de prever, foi ele quem levou uma vassourada. Melhor teria feito se se tivesse mantido em Manchester. Só perdeu com a troca. Provavelmente até em termos económicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Entretanto, confirmando a ideia de casa sem rei nem roque de que mais ou menos todos temos noção ser a FPF, o seu presidente, pasme-se, lembrou-se de ir a Madrid, pedir emprestado ao Real, o seu treinador, para orientar a equipa em dois jogos. Rocambolesco, de facto! A populaça, a mesma que se revela incapaz de perceber que o país está falido e que continua a crer piamente nas balelas cor-de-rosa que um engenheiro formado ao Domingo continua a cantar, evidentemente, exultou: com a ideia peregrina do primeiro e com o patriotismo do segundo, isto claro, com a bênção dos parolos da comunicação social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em suma: continuamos, como povo, os mesmos provincianos pacóvios, sem noção da realidade, vivendo numa ininterrupta vertigem de sonhos e ilusões desde há 500 anos, apenas há espera que surja um qualquer charlatão de vão de escada para ocupar o espaço. O sebastianismo messiânico persiste em largas franjas da nossa sociedade. Mesmo nas (pseudo) elites. Uma tristeza….&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Segue-se Paulo Bento, o homem da tranquilidade. Não acredito, contudo, que venha a ter muita. Não sei se será o homem certo para o lugar. Poderá até sê-lo, mas não tardará a ser trucidado. O seu curriculo enferma de um pecado capital: tem Bilhete de Identidade português. E logo que se oponha, e acredito que o fará, aos reizinhos do costume que dirigem o futebol português nos bastidores, não tardará que não lhe puxem o tapete. Paulo Bento é só mais um, ...para queimar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7683971215192688998?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7683971215192688998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7683971215192688998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7683971215192688998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7683971215192688998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2010/09/carlos-queiroz.html' title='A Carlos Queiroz'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7364193143959610490</id><published>2010-07-03T15:33:00.000+01:00</published><updated>2010-07-03T15:33:21.005+01:00</updated><title type='text'>Serviço Público</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O 'Livro Negro das Fraudes' - versão portuguesa do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;'Little black book of schemes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;' australiano, foi recentemente lançado pela Direcção Geral do Consumidor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nesta pequena obra, que todos temos o dever cívico de conhecer e passar aos conhecidos, são enumerados diversos comportamentos defensivos que os consumidores deverão adoptar no sentido de se precaverem contra a actividade cada vez mais sofisticada dos burlões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Encontramos igualmente descritos os "esquemas" mais comuns e o modo como deveremos reagir perante as abordagens de indivíduos pouco escrupulosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ninguém está a salvo e, o adágio popular "&lt;i&gt;anda meio mundo a enganar outro meio&lt;/i&gt;" nunca como agora fez tanto sentido. Protejam-se e contribuam para a informação dos vossos contactos divulgando a obra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Para que não fiquem dúvidas quanto à legitimidade, ficam os links:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;do original australiano:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;a href="http://www.ocba.sa.gov.au/assets/files/book_of_scams.pdf"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;http://www.ocba.sa.gov.au/assets/files/book_of_scams.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;do portal eurocid:&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;a href="http://ftp.infoeuropa.eurocid.pt/web/documentos/pt/2008/20081020_livro_negro_esquemas_fraudes.pdf"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;http://ftp.infoeuropa.eurocid.pt/web/documentos/pt/2008/20081020_livro_negro_esquemas_fraudes.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;do portal do consumidor:&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;a href="http://www.consumidor.pt/?cfl=1979"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;http://www.consumidor.pt?cfl=1979&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7364193143959610490?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7364193143959610490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7364193143959610490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7364193143959610490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7364193143959610490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2010/07/servico-publico.html' title='Serviço Público'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-997333326394429697</id><published>2010-02-06T03:28:00.004Z</published><updated>2010-02-06T03:30:46.927Z</updated><title type='text'>Uma animação...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Noticiava um dos nossos diários, esta semana, que o défice dos Estados Unidos da América será este ano de aproximadamente 10% do PIB e era mesmo avançado um número: 1,6 milhões de milhões de dólares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ora, sabendo que o nosso PIB ronda, em dólares, os 220 mil milhões, isso significa que o défice dos Estados Unidos é (pelo menos) sete vezes superior ao nosso PIB….&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É nestas alturas que nos devemos sentir pequeninos…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Porém, e porque a revelação supra pode não bastar assegurar o efeito desejado, no sentido de garantir uma depressão generalizada da nação, múltiplas entidades, públicas e privadas, têm-se desdobrado em hercúleos esforços para cumprir tão altruístico desígnio: animar a “malta”!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Exemplos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As televisões de sinal aberto. Os canais generalistas lançaram, recentemente e em simultâneo, séries alusivas à temática do vampirismo. Regista-se o timing oportuno: de facto, os “chupadores” estão na moda e os góticos, o medievo e o novecentista em pleno renascimento. E, no intuito de garantir que a chinesização do país não se circunscrevia ao comércio, as Tv’s, aprestaram-se em copiar-se, seguindo o método chinês: copiar, em quantidade, independentemente da qualidade… Pena que não se siga o exemplo japonês: copiar sim, mas, acrescentando valor…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A política nacional. Um governo que ameaça provocar uma crise política tendo por justificação 50 milhões de euros, só encontra paralelo num casal que, com um rendimento de 3000 euros, se divorcia por causa de um café, ou uma imperial… É um bom princípio, sem dúvida: os sacrifícios terão de ser para todos. Mas quando se deitam à rua 500 milhões em RSI sem nada pedir em troca, não parece razoável fazer um tão grande alarido por 50 milhões…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A justiça portuguesa. Fazendo fé na autenticidade dos elementos trazidos a lume, esta sexta feira, pelo semanário Sol, o único pensamento que me ocorre é que o saldo na balança comercial obtido com a exportação de hardware nacional para a Venezuela foi liquidado através da importação de software para a intervenção, manipulação e condicionamento da Comunicação Social. O mínimo exigível é que os protagonistas que contribuíram para um novo episódio de inacreditável descredibilização do mais fundamental pilar do estado de direito democrático, pelo abafar deste caso, não precisassem de ser “empurrados” dos cargos que ocupam…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se mesmo assim não for possível “animar a malta” resta uma solução radical: o recurso às vacinas para a “pandemia” da Gripe A. Material, ao que parece, não falta e a “pedra” é garantida…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-997333326394429697?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/997333326394429697/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=997333326394429697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/997333326394429697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/997333326394429697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2010/02/e-uma-animacao.html' title='Uma animação...'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1512562906747924194</id><published>2010-01-23T04:34:00.000Z</published><updated>2010-01-23T04:34:22.127Z</updated><title type='text'>O Princípio da Desigualdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É extensa, diversa e contraditória a doutrina existente em matéria do Princípio da Igualdade. Contentemo-nos, por conseguinte, numa definição mais consensual, ainda que amplamente grosseira, segundo a qual, aplicando-se o princípio da igualdade, se deverá tratar de forma igual o que é igual e desigualmente o que é desigual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na qualidade de aprendiz de jurista, vem esta reflexão a propósito do casamento entre indivíduos do mesmo sexo e da correcção legal (por via de uma farsa parlamentar) de um pretenso desvio a este princípio estruturante do nosso ordenamento jurídico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Importa pois, esclarecer que em matéria de costumes, não me revejo, como aliás já tive oportunidade de aqui reflectir, nesse modo de vida, e que sou frontalmente contrário a tais desvios comportamentais (independentemente de não serem actualmente, mais pelo lado do politicamente correcto do que pelo da ciência, considerados como patologias).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não devo, como não deverá ninguém, imiscuir-me na esfera privada de dois indivíduos cuja capacidade de gozo dos direitos decorrentes do estatuto da personalidade jurídica não se encontrem legal ou judicialmente constrangidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Há todavia aqui algumas questões a considerar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;1 – Segundo a formulação lata e pouco rigorosa do princípio da igualdade que acima se transcreveu, não existia, em rigor, uma desigualdade. Não existia um casal, antes sim, nesses casos, uma união de facto;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;2 – Ao qualificar-se uma relação deste tipo, sob o escudo do princípio da igualdade, como casamento, está a introduzir-se um elemento de desvio perigoso na Lei, para mais, quase que destruindo o conceito de casamento (mais um ataque, como o que foi feito por meio da lei do divórcio), pela consagração no instituto do casamento de uma modalidade contra-natura, e que introduz um importante desvio, concretizando mesmo, considero, uma diminuição conceitual do próprio conceito. É um pouco como um acontecimento negativo que, pela sua ocorrência, gera, na reputação da pessoa (singular ou colectiva) visada, uma má imagem, desconfiança, ou mesmo perda de prestígio perante o seu público-alvo. Concretizando, em termos mais perceptíveis, considero que a admissão no instituto do casamento de relações desviantes como estas são causadoras de perda de prestígio do casamento, isto é, o casamento poder ser também de pessoas do mesmo sexo é desprestigiante para quem casa, recorrendo ao casamento dito “normal”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;3 – Ao admitir-se o casamento entre indivíduos do mesmo sexo e, negar-se-lhes a adopção enquanto casal, quando a mesma já não lhes seria negada se se mantivessem não casados, bem como admitindo-se a possibilidade de casais heterossexuais recorrerem à adopção, representa, em minha opinião, a de um meio-jusrista-de-meia-tijela, um evidente e flagrante desvio ao Princípio da Igualdade. A Lei, nos termos gerais aprovados pelo Parlamento, introduz, em rigor, uma discriminação negativa em relação aos casais homossexuais que anteriormente não existia;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;4 – Donde caberá ao Presidente da República o envio do documento ao Tribunal Constitucional a fim de fiscalização preventiva da constitucionalidade o qual não se poderá pronunciar de outro modo que não seja pela não conformidade constitucional da norma;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;5 – Daqui decorrem dois cenários: num primeiro, o Parlamento supera o veto presidencial, confirmando a norma, necessitando para tal de uma maioria qualificada (que não creio seja possível no actual quadro do equilíbrio parlamentar); por outro lado, os deputados podem expurgar da norma a inconstitucionalidade, reformulando o documento. Como? Por meio do reconhecimento aos casais homossexuais do direito de adopção. Também não creio que tal seja possível, atendendo nas palavras do Primeiro-Ministro que veio já descartar essa hipótese, mesmo considerando um provável, senão mesmo certo, cenário de chumbo pelo Tribunal Constitucional da norma em causa;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;6 – Donde, admitem-se dois desfechos para o caso: num primeiro, volta tudo à estaca zero e o problema do casamento homossexual, fica adiado sine die. Em alternativa, a repescagem da proposta de União Civil Registada avançada pelo PSD, poderá resolver o problema: permite a “união” destes indivíduos; permite a manutenção da impossibilidade de adopção por este tipo de “casais”; não apresenta problemas constitucionais, visto que, a figura jurídica, mesmo que equivalente a uma união de casamento civil, não sendo igual, não ferirá o Princípio da Igualdade, uma vez que se tratará de forma igual o que é igual e desigualmente aquilo que o não é;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;7 – Sendo a Assembleia da República constituída na sua maioria por juristas, por certo conhecedores das debilidades acima expostas, e parecendo que, mais cedo ou mais tarde, se verão na mesma encruzilhada exposta em 6, custa compreender como não foi tal pré-visto. A menos que, claro, este projecto tenha visado uma mera manobra política, qual cortina de fumo, para entreter durante alguns meses a populaça, desviando-a e subtraindo ao seu controlo/exame outras questões de superior importância para o futuro do país…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Genial, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1512562906747924194?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1512562906747924194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1512562906747924194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1512562906747924194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1512562906747924194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2010/01/o-principio-da-desigualdade.html' title='O Princípio da Desigualdade'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-6253982542753429279</id><published>2010-01-23T04:33:00.000Z</published><updated>2010-01-23T04:33:26.272Z</updated><title type='text'>A mesma água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte, ou a pré-visão de que a História repetindo-se raramente se repete</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Manuel Alegre anunciou recentemente a sua candidatura à Presidência da República. Ora, apoiante que fui (em várias reflexões que aqui realizei) da sua candidatura passada, não poderia deixar de, agora como então, tecer algumas considerações a esse respeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E começo por expor as razões pelas quais o candidato Manuel Alegre não recolherá desta vez o meu voto, bem como as que levarão a uma, creio, estrondosa derrota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Manuel Alegre, como tem sido amplamente comentado, começou a preparar uma nova candidatura a Belém no dia seguinte à derrota do escrutínio que elegeu Cavaco Silva para a Presidência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se dúvidas existissem, elas dissipar-se-ão aos olhos de qualquer cidadão atento que se dê ao trabalho de analisar, não apenas as posições de uma pretensa e, saliente-se, auto-proclamada coerência do ex-deputado socialista na Assembleia da República, como igualmente, a recusa em integrar as listas para as Legislativas (num sinal claro de preparação de uma nova candidatura – recordemos os constrangimentos às acções de campanha colocadas pela sua condição de deputado, aliás, foram referidas oportunamente pelo próprio, tal como os reparos de que foi alvo pelos seus camaradas por, na preparação da sua campanha, ter de algum modo descurado as suas obrigações parlamentares). Mas o sinal mais claro tendente ao anúncio, ora concretizado, foi o registado no epílogo da campanha eleitoral, quando, em Coimbra, a sua cidade adoptiva, Manuel Alegre trocou a sua independência pelo apoio socialista a uma candidatura presidencial, apoiando o mesmo Sócrates que durante quatro anos e meio combatera na Assembleia da República.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Com este acto de desinteressada e profunda “coerência”, Manuel Alegre terá, em minha opinião caucionado, senão mesmo condenado a sua candidatura à Presidência da República. Pela parte que me toca, estará, seguramente, condenado. Mesmo em política, nem tudo pode ser admissível e, o Manuel Alegre que durante quatro anos e meio combateu por dentro o essencial da política da governação socialista, não podia, sob pena de perda de credibilidade, tomar tal atitude, para mais nos termos em que o fez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O milhão e tal de votos que logrou alcançar há quatro anos aconteceram num triplo contexto: de protesto e desagrado de amplas franjas da sociedade em relação ao primeiro ano do Governo de Sócrates; da própria inexistência de um candidato motivador à esquerda (reforçado pela simpatia que recolheu por força dos entraves que lhe foram sendo colocados pelos correligionários) e pelo facto também do seu próprio peso e crédito político que, perdeu, com o apoio à reeleição de Sócrates. Estou, por conseguinte, convicto que Manuel Alegre não reúne as características intrínsecas necessárias e indispensáveis ao desempenho do mais alto cargo da nação com a isenção e a independência que se exigem ao seu titular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Estou, aliás, em crer que as reticências e reservas levantadas por alguns sectores do partido socialista à disponibilidade declarada por Manuel Alegre, mais não serão do que puras manobras políticas, como também não será inocente a escolha do timing para o anúncio desta disponibilidade. Ao “condicionar”, desta forma o espaço socialista, Manuel Alegre liberta Sócrates do ónus de ter de apoiar uma sua indesejada candidatura. Assim Sócrates será sempre “confrontado” com um facto consumado, ao qual teve de reagir, e que, em face do resultado anterior de Alegre e de uma possível fragmentação do eleitorado da esquerda, que garantiria, de novo, uma eleição folgada de Cavaco Silva à primeira volta, ponderando os vários cenários, teve de tomar a difícil decisão de escolher o mal menor, sendo que esse passaria pelo apoio a Manuel Alegre. Um pouco à semelhança do célebre gesto de desenhar a cruz com uma mão e tapar a fotografia do candidato com a outra…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Como alguém, (aqui também parte interessada), disse em tempos: “Em política, não há almoços grátis!” E, coincidências também não…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-6253982542753429279?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/6253982542753429279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=6253982542753429279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6253982542753429279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6253982542753429279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2010/01/mesma-agua-nao-passa-duas-vezes-debaixo.html' title='A mesma água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte, ou a pré-visão de que a História repetindo-se raramente se repete'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2941441974010873698</id><published>2009-12-14T15:40:00.000Z</published><updated>2009-12-14T15:40:55.732Z</updated><title type='text'>Considerações acerca da oportunidade do TGV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Há escassos seis meses escrevi aqui (currupto: O Mito do TGV), a propósito do TGV que o projecto, não obstante a crise, deveria, ainda assim, avançar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mantenho no essencial tudo o que escrevi. Porém, perante um cenário traçado pelo Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em que “o défice global das contas públicas não estará abaixo dos 8 por cento” (sic), talvez fosse sensato, não parar ou suspender tão importante projecto para o futuro do país, mas, pelo menos, abrandar o ritmo de execução do projecto, enquanto é possível por as obras não se terem ainda iniciado, até que a conjuntura económica melhorasse, isto é, em que deixasse de ser necessário ao Estado injectar milhares de milhões de euros na economia para apoio às empresas e às famílias (em prestações sociais, por exemplo) e, principalmente, até que as contas do próprio Estado assim o permitissem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mesmo que tal signifique dilatar em um ano ou dois a conclusão do projecto, o efeito na economia será muito provavelmente, mais benéfico do que a atitude que actualmente presenciamos de, encontrando-se o país à beira do precipício, (senão mesmo já sobre ele), dar um passo em direcção ao abismo. Não esqueçamos que as agências de notação se preparam para rever em baixa o rating da República Portuguesa, o que implicará maiores dificuldades por parte do Estado e das empresas financeiras (bancos, principalmente) de obterem financiamento no mercado de capitais e, por outro lado, elevará os spreads a pagar pelos empréstimos contratados. Ademais, Portugal já se encontra, em conjunto com vários outros Estados-Membros da União Europeia, sob a apertada vigilância da Comissão Europeia, sendo mais do que provável a abertura de um procedimento por défice excessivo, com todas as nefastas consequências, políticas, de imagem do país e, especialmente as financeiras, daí decorrentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O projecto de alta velocidade ferroviária estará, com toda a certeza, entre os mais importantes do século XXI, cujas mais-valias perdurarão por décadas e os benefícios serão recolhidos por várias gerações futuras. É imprescindível que não se desista desta obra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Porém, se isso significar igualmente empenhar sucessivas gerações e condicionar toda a política económica do país durante várias décadas, (como parece ser a situação, no caso de se avançar com esta importante infra-estrutura num quadro de profunda debilidade económica das finanças públicas), os inegáveis efeitos positivos serão seguramente anulados, senão mesmo revertidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Estado que tão amiúde tem apelado à poupança e gestão racional dos recursos por parte dos cidadãos deve também seguir esse mesmo conselho e dar o exemplo. As espirais de crédito não atingem e arruínam apenas os particulares. Os Estados também se podem afogar numa espiral de dívidas como a actualidade tem sucessivamente demonstrado. Nunca como agora foram pertinentes e sensatos os avisos de quem tem aconselhado prudência na gestão deste dossier. E, se no passado, tais entraves eram censuráveis, na actual conjuntura ignorar tão sérios indícios será no mínimo sinal de arrogante e irresponsável teimosia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2941441974010873698?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2941441974010873698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2941441974010873698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2941441974010873698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2941441974010873698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/12/consideracoes-acerca-da-oportunidade-do.html' title='Considerações acerca da oportunidade do TGV'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3945882367126863508</id><published>2009-12-14T14:32:00.000Z</published><updated>2009-12-14T14:32:20.139Z</updated><title type='text'>O Sentido Democrático da Esquerda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vem o título da reflexão que a seguir vos proponho a propósito do dossier do “Casamento Gay”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A generalidade das forças ditas de esquerda (a quem a ditadura do povo proletariado é tão cara), é contrária a uma consulta à população sobre esta questão – ver as ligações indicadas no final do texto. Causa, antes do mais, espanto tal posicionamento: não foram estas mesmas forças que pugnaram durante anos para que o povo português fosse consultado numa matéria tão sensível como o era a do aborto? Não são estes mesmos partidos que ainda hoje condenam a adesão à CEE a assinatura e posterior ratificação dos Tratados subsequentes (Maastricht, Amesterdão, Nice, Constituição Europeia e Lisboa) sem a prévia consulta e acordo da população?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma das definições mais correntes do Direito, e em sentido muito amplo, diz-nos, grosso modo, que o direito é um instrumento de normalização/regulação das relações intersubjectivas que se estabelecem no quadro da sociedade e, mais do que isso, é um reflexo do sistema moral e cultural vigente num dado período histórico e num dado espaço geográfico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Paralelamente, no contexto das sociedades contemporâneas ocidentais, profundamente infiltradas e “condicionadas” na sua organização mundanal por uma vasta e omnipresente miríade de tecnologias de informação e comunicação, as quais, no contexto da política – aquele que aqui nos importa, ameaçam o paradigma da democracia representativa, (já de si suficientemente perigado por uma superior vigilância dos cidadãos perante os decisores políticos, donde decorrem crescentes exigências justificativas dos actos adoptados), a emergência de um modelo assente na democracia directa, poderá, não apenas desencadear um maior envolvimento dos cidadãos nas administração da res publica, como igualmente conduzir a um restaurar da exaurida concepção de soberania popular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Para quê socorrermo-nos aqui destas duas, muito grosseiras – deve assinalar-se, concepções? Em que ponto se ligam entre si e, principalmente, ao assunto desta dissertação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O raciocínio, ainda que do foro puramente subjectivo, é bastante simples. Com efeito, a recusa dos partidos de esquerda em submeterem ao escrutínio popular a matéria em apreço permite suspeitar a existência de um défice democrático essencial nas propostas destas forças parlamentares. Antes de concretizar esta ideia um segundo parênteses: hoje, como no passado, mantenho a perspectiva de que a adesão às comunidades europeias deveria ter sido objecto de referendo, tal como o deveriam ter sido igualmente as matérias constantes dos tratados seguintes. Há, ainda assim, a considerar a especificidade deste dossier. Na verdade, estamos perante um assunto com implicações predominantemente técnico-jurídicas acerca do qual a generalidade dos portugueses, por insuficiência de formação e informação não se encontra, em rigor, habilitada a decidir. Isto não invalida que, por um lado mantenha que estas matérias deveriam ter sido discutidas (realizando-se um amplo debate na sociedade) e, por outro, que os cidadãos deveriam ter sido convidados a pronunciar-se sobre as mesmas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Já no respeitante ao tema em apreço, o cenário é substancialmente diferente: se os gays/lésbicas devem ou não casar não constitui em si um assunto de elevada complexidade técnico-jurídica, antes sim uma questão mobilizadora de incontornáveis susceptibilidades. Não há, nesta discussão qualquer elemento técnico. Trata-se de uma decisão de contornos e fundamentos morais sobre a qual qualquer cidadão, independentemente do seu nível de instrução, posição social ou actividade profissional, está habilitado a emitir um juízo válido. Podemos acolher o seu parecer ou discordar frontalmente do mesmo. Porém, todos temos uma opinião legítima sobre o assunto. E, neste âmbito, o nosso órgão legislador por excelência não deverá, em circunstância alguma, subtrair ao espaço público uma discussão seguramente enriquecedora para o amadurecimento da nossa democracia, e deve abster-se de legislar sobre uma matéria que, aparentemente, não tem o acolhimento dos portugueses, ainda que seja politicamente conveniente, no sentido de contentar algumas poderosas minorias que insistem na imposição à maioria da sua agenda política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A esquerda, e de modo muito particular o Bloco de Esquerda, mas também o Partido Socialista e o Partido Comunista/Verdes não querem que o povo seja consultado neste particular. Será este o seu (deles) conceito de democracia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Posição pessoal acerca da União Civil entre duas pessoas do mesmo sexo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por ocasião do referendo ao aborto mantive neste mesmo espaço um diálogo muito interessante e proveitoso com vários leitores (um em especial) acerca de tão fracturante temática. Defendi na altura, posição que mantenho, a opção pelo voto no Sim à despenalização, ainda que, por princípio seja contrário a tal solução.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No tema do Casamento Gay, há três preocupações que não posso deixar de partilhar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;1 – o recurso à figura de casamento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;2 – a possibilidade da adopção;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;3 – o respeito pela moral e bons costumes;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Relativamente ao ponto primeiro, não posso deixar de manifestar a minha frontal, total e irredutível oposição à possibilidade de a designação casamento vir a ser desvirtuada e, quiçá, corrompida, no sentido de acolher um tipo de relacionamento que é, por mais que o afirmem os poderosos lobbies gay, contra-natura. O Casamento é, reduzindo o conceito ao seu núcleo mais essencial dos usos, costumes, da moral, da cultura e até, (independentemente da minha condição de semi-ateísmo e semi-agnosticismo) do cristianismo – base fundamental do nosso sistema de valores, uma união entre um homem e uma mulher tendo em vista a constituição de família, leia-se, procriação. Ora, o Casamento Gay não poderá cumprir, pelo menos, um dos quesitos (já que o outro acabará por ser, num futuro mais ou menos próximo, resolvido pela engenharia genética). Neste contexto, e porque por princípio entendo não ser legítimo impor a minha vontade a outrem sendo possível ambas coexistirem sem colidirem entre si, também não aceito a situação inversa. Donde, União de Facto, Sociedade de Cariz Matrimonial, e demais designações possíveis, seguindo um enquadramento legal idêntico ao do Casamento tradicional: Sim! Casamento, NUNCA!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No tocante à adopção de crianças por casais homossexuais: Nunca! Não está em causa obviamente que o casal homossexual, masculino ou feminino, seja incapaz de dar a uma criança o amor, carinho e apoio indispensáveis ao seu pleno desenvolvimento. De igual modo, não subscrevo a tese daqueles que bramam argumentos temendo pela generalização de abusos sexuais contra menores. É, todavia, no superior interesse das crianças que, penso, não deveria, em caso algum, ser permitida a adopção de crianças por casais de homossexuais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em primeiro lugar que tipo de educação, através do exemplo que quotidianamente testemunhariam, teriam estas crianças? Não será legítimo pensar-se que poderiam desenvolver “patologias” (entendido aqui em sentido muito lato) associadas ao contacto diário com uma “família” assente numa relação que é, para todos e quaisquer efeitos, contra-natura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É, ademais, do conhecimento comum o quanto as crianças e jovens podem ser cruéis uns com os outros. Recorrentemente a comunicação social traz-nos relatos de práticas de bullying exercido por crianças sobre outras crianças. Todos sabemos o quanto é frequente as crianças atribuírem alcunhas a outras e, na maior parte dos casos, fazendo uso de termos profundamente marcantes. Já imagino um diálogo entre miúdos: “Olha, lá vai o filho dos paneleiros…”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Expus aqui dois tipos de ocorrências para cujas ocorrências há que proteger as crianças e que materializam uma realidade que, analisando atentamente, só os líricos e/ou os desconhecedores do contexto cultural e moral português negarão que irão ocorrer, o que introduz a terceira preocupação que acima expus: o problema da reserva moral e do decoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não se entenda do que em seguida escreverei que me encontro imbuído de um espírito preconceituoso e persecutório em relação a todos quantos assumiram uma opção/orientação sexual da seguida pela maioria. Todavia, não creio que quaisquer manifestações de afecto de cariz homossexual tidas em público possam ser, no actual quadro moral da sociedade portuguesa aceites sem reprovação ou censura explícita ou implícita, pelo que se apela ao bom senso, à reserva moral e ao respeito pelos usos e costumes de uma cultura que, apesar de profundamente transformada pela revolução da década de setenta do século passado, permanece, em algumas matérias, globalmente conservadora. Não me estou a imaginar a ficar indiferente quando, por exemplo, ao passar por um banco de jardim ou qualquer outro espaço público observar um casal homossexual a trocar carícias e/ou “namorar”. Provavelmente, o problema não será deles, mas meu. Porém, estou em crer que, até que se verifique a necessária transformação e adaptação dos valores da sociedade portuguesa a um nova realidade deste tipo, terá que haver da parte destes cidadãos algum respeito pela moral e pelos bons costumes bem como o necessário decoro pela ordem pública, nomeadamente abstendo-se da adopção de comportamentos que possam de algum modo desencadear a repulsa e a censura social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Salvaguardadas as três premissas atrás enunciadas: escolha de outro termo para designar uma união deste tipo que não a de Casamento; impossibilidade de adopção de crianças e respeito pela moral, bons costumes e ordem pública, não descortino quaisquer razões para que na intimidade o Estado, no geral, ou um cidadão em particular, possam estabelecer um qualquer limite ao exercício da liberdade de indivíduos que se encontrem no pleno gozo dos seus direitos de personalidade, independentemente, da sua adesão ou concordância com tais práticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Do mesmo modo que não me oponho a uma situação do género, salvaguardadas as já aludidas nuances, estou em crer, a generalidade da população portuguesa também não se oporá ao ensaio de uma solução deste género. Assim haja flexibilidade, bom senso e abertura de quem insiste em tratar igual aquilo que é manifesta e flagrantemente desigual. Incontornável, parece-me, é a indispensável consulta aos portugueses sobre esta matéria em concreto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ligações:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.tvi24.iol.pt/politica/casamento-gay-homossexuais-bloco-de-esquerda-be-tvi24/1100602-4072.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;http://www.tvi24.iol.pt/politica/casamento-gay-homossexuais-bloco-de-esquerda-be-tvi24/1100602-4072.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1414617&amp;amp;tag=Pol%EDtica"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1414617&amp;amp;tag=Pol%EDtica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://beparlamento.esquerda.net/index2.php?option=com_content&amp;amp;do_pdf=1&amp;amp;id=2039"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;http://beparlamento.esquerda.net/index2.php?option=com_content&amp;amp;do_pdf=1&amp;amp;id=2039&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Socrates-descarta-referendo-sobre-casamento-homossexual.rtp&amp;amp;headline=20&amp;amp;visual=9&amp;amp;tm=9&amp;amp;article=292899"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Socrates-descarta-referendo-sobre-casamento-homossexual.rtp&amp;amp;headline=20&amp;amp;visual=9&amp;amp;tm=9&amp;amp;article=292899&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3945882367126863508?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3945882367126863508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3945882367126863508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3945882367126863508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3945882367126863508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/12/o-sentido-democratico-da-esquerda.html' title='O Sentido Democrático da Esquerda'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-4053941677752320849</id><published>2009-11-16T16:16:00.005Z</published><updated>2009-11-16T16:23:26.747Z</updated><title type='text'>Lições sobre o Socialismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Um professor de economia de uma faculdade local revelou numa declaração que nunca tinha reprovado um único aluno mas, numa ocasião reprovou uma turma inteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A turma defendera que o socialismo funciona e que ninguém teria de ser pobre nem ninguém seria rico. O socialismo era, por isso, um grande equalizador na distribuição de rendimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O professor disse então: "OK, vamos experimentar o socialismo nesta turma. Todas as notas serão a média das classificações dos testes e todos receberão notas iguais, de tal modo que ninguém reprovará, nem ninguém obterá a classificação máxima. Após o primeiro teste, as notas foram arredondas para a média e todos tiveram um Bom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os alunos que estudaram muito estavam descontentes e os alunos que estudaram pouco estavam felizes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na segunda prova, os alunos que haviam anteriormente estudado pouco tinham agora estudado ainda menos e os que haviam antes estudado muito decidiram que teriam direito a uma folga também e, por isso, estudaram igualmente pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A média da segunda prova foi de Insuficiente! Ninguém ficou feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No terceiro teste a média foi de Mau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As classificações não melhoraram com as brigas, as acusações de culpa e os insultos entre estudantes. Os resultados foram ressentimentos vários entre todos e, daí em diante ninguém estudar para o benefício do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No final, para sua grande surpresa, todos reprovaram, e o professor disse-lhes que o socialismo acabaria também por falhar porque, quando a recompensa é grande o esforço para ter êxito é grande, mas quando o governo retira a recompensa, ninguém vai tentar ou querer ter sucesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não poderia ser mais simples do que isto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Num pequeno parágrafo que diz tudo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Não podemos legislar sobre a liberdade dos pobres através da restrição da liberdade dos ricos. Para que uma pessoa receba sem trabalhar outra terá que trabalhar sem receber. O Estado não pode dar nada a ninguém que o Estado não tire primeiro a alguém. Quando metade das pessoas tem a ideia de que não têm de trabalhar porque a outra metade vai cuidar delas, e quando a outra metade percepciona que é inútil trabalhar [mais] porque alguém vai ficar com aquilo para que trabalhou, isso, meu caro amigo, é o fim de qualquer nação. Não se pode multiplicar a riqueza, dividindo-a".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dr. Adrian Rogers, 1931.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;[online]: http://www.rense.com/general88/simple.htm. Original em língua inglesa. Tradução nossa livre e adaptada para melhor compreensão do original.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Obrigado ao Sam Abercromby que me enviou o link.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-4053941677752320849?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/4053941677752320849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=4053941677752320849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4053941677752320849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4053941677752320849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/11/licoes-sobre-o-socialismo_2163.html' title='Lições sobre o Socialismo'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2851261904888883165</id><published>2009-11-16T13:29:00.003Z</published><updated>2009-11-16T16:25:36.230Z</updated><title type='text'>Lessons on Socialism</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;An economics professor at a local college made a statement that he had never failed a single student before but had once failed an entire class.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;That class had insisted that socialism worked and that no one would be poor and no one would be rich, a great equalizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;The professor then said, "OK, we will have an experiment in this class on socialism. All grades would be averaged and everyone would receive the same grade so no one would fail and no one would receive an A.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;After the first test, the grades were averaged and everyone got a B.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;The students who studied hard were upset and the students who studied little were happy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As the second test rolled around, the students who studied little had studied even less and the ones who studied hard decided they wanted a free ride too so they studied little.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;The second test average was a D! No one was happy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;When the 3rd test rolled around, the average was an F.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;The scores never increased as bickering, blame and name-calling all resulted in hard feelings and no one would study for the benefit of anyone else.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;All failed, to their great surprise, and the professor told them that socialism would also ultimately fail because when the reward is great, the effort to succeed is great but when government takes the reward away, no one will try or want to succeed.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Could not be any simpler than that.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;What a profound short little paragraph that says it all&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"You cannot legislate the poor into freedom by legislating the wealthy out of freedom. What one person receives without working for, another person must work for without receiving. The government cannot give to anybody anything that the government does not first take from somebody else. When half of the people get the idea that they do not have to work because the other half is going to take care of them, and when the other half gets the idea that it does no good to work because somebody else is going to get what they work for,that my dear friend, is about the end of any nation. You cannot multiply wealth by dividing it." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dr. Adrian Rogers, 1931&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;[online]: &lt;a href="http://www.rense.com/general88/simple.htm"&gt;http://www.rense.com/general88/simple.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(thanks to Sam Abercromby who send this link to me)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2851261904888883165?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2851261904888883165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2851261904888883165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2851261904888883165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2851261904888883165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/11/licoes-sobre-o-socialismo.html' title='Lessons on Socialism'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5013247859648168739</id><published>2009-10-07T19:50:00.000+01:00</published><updated>2009-10-07T19:51:21.321+01:00</updated><title type='text'>O Povo é Sereno …e Soberano!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Procurando reflectir um pouco acerca dos resultados do acto eleitoral de 27 de Setembro último importa reter algumas ideias importantes e que poderão assumir-se como determinantes no futuro próximo do país e no contexto político nacional a curto prazo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dada a impossibilidade de dissolução da Assembleia da República pelo Presidente nos próximos dois anos, atendendo não apenas à eleição presidencial que se aproxima, como igualmente, a constrangimentos vários de índole constitucional (cf. nomeadamente CRP/125/2 e CRP/172/1), impõe-se aos partidos com representação parlamentar a observância de um rigoroso sentido de Estado, bem como o integral respeito pela vontade expressa nas urnas pelo povo português. E, importa reter que os cidadãos, decidiram não confiar a um único partido uma maioria parlamentar que lhe permita governar sem a participação de outras forças partidárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta é aliás, pese embora os esforços em sentido contrário das sucessivas lideranças dos dois maiores partidos, uma tendência recente da política portuguesa. Não caminhamos no sentido da bipartidarização. Pelo contrário: o fenómeno de fragmentação político-partidária é cada vez mais evidente, o que não deixa de constituir também um sinal de amadurecimento da nossa democracia, em linha com os usos mais avançados do centro e norte da Europa onde a regra são os governos de coligação e o envolvimento de duas ou, por vezes, mesmo três forças nas tarefas de governação. Há igualmente que não negligenciar o sentimento de crescente desconfiança dos cidadãos em relação à generalidade dos agentes políticos, ao qual não será seguramente alheia a propensão para o autoritarismo, arrogância, prepotência e sobranceria das maiorias absolutas monopartidárias, como de resto tivemos oportunidade de testemunhar num passado recente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Reflectindo sobre o novo quadro dos equilíbrios parlamentares decorrentes da votação do dia 27 resulta que a classe política portuguesa terá necessariamente que amadurecer em prol dos interesses do país e de um bem inalienável na actual conjuntura económica: a estabilidade governativa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se ao governo vindouro, na prossecução das reformas de que o país carece e no combate à crise, se exige o diálogo e a capacidade de alcançar consensos por via da negociação e não da imposição que imperou na legislatura transacta, da oposição, em sentido amplo, esperam-se propostas concretas, responsabilidade, elevação no combate político sem demagogias doutrinais nem devaneios ideológicos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O pior que poderia acontecer a Portugal, seria os diferentes partidos demitirem-se das suas responsabilidades e desrespeitarem a vontade do eleitorado que decidiu que a convergência e os entendimentos entre as diferentes sensibilidades políticas eleitas para os representar no parlamento serão mais positivas e construtivas do que, ao invés, delegar a tarefa da governação num só partido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Importa pois que os nossos representantes compreendam a mensagem clara recebida do povo e unam esforços na construção de um Portugal melhor, mais seguro, mais rico, mais produtivo e mais justo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5013247859648168739?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5013247859648168739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5013247859648168739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5013247859648168739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5013247859648168739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/10/o-povo-e-sereno-e-soberano.html' title='O Povo é Sereno …e Soberano!'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-6992350930159505130</id><published>2009-10-07T19:47:00.000+01:00</published><updated>2009-10-07T19:48:40.301+01:00</updated><title type='text'>Brevíssimas considerações acerca dos resultados das Legislativas 2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Das recentes Eleições Legislativas 2009, resultam várias importantes consequências que, embora impossíveis de aqui aprofundar com algum detalhe, importa pelo menos enumerar.&lt;br /&gt;Desde logo a mais notória: a “estrondosa” vitória do PS implicou, além da perda da maioria absoluta, a redução em 20% do número de deputados e uma descida de 500 mil votos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo: a política de verdade do PSD, o discurso de contenção e rigor orçamentais e o erro na omissão do pedido de voto útil à direita, ajudam a explicar o desaire dos sociais democratas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A subida assinalável do BE, que duplicou a sua representação parlamentar, constitui o terceiro elemento a considerar. A subida, em cerca de 200 mil votos registada pelo Bloco terá, com toda a probabilidade, sido conseguida à custa do PS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A CDU, embora crescendo em votação e no número de mandatos na Assembleia da República, passou de terceira para quinta força política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quinto: o Partido Popular saiu igualmente reforçado do último acto eleitoral, subindo cerca de 180 mil votos e quase duplicando o número de parlamentares. Mas o feito do CDS-PP é ainda mais relevante se considerarmos que passou a terceira força política e poderá ser determinante na viabilização de alguns actos do futuro governo minoritário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma última nota para assinalar o crescimento em votos dos pequenos partidos, ainda assim insuficiente para garantir a eleição de qualquer deputado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-6992350930159505130?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/6992350930159505130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=6992350930159505130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6992350930159505130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6992350930159505130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/10/brevissimas-consideracoes-acerca-dos.html' title='Brevíssimas considerações acerca dos resultados das Legislativas 2009'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1035529587281403888</id><published>2009-08-18T04:36:00.002+01:00</published><updated>2009-08-18T04:42:30.217+01:00</updated><title type='text'>Abrir os olhos… / Open your eyes...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;PT&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “A Revolução Electrónica”, uma das minhas obras fetiche, William Burroughs, o autor, (um tipo simpático com uma vida repleta de inusitadas incidências – o episódio em que acidentalmente matou a mulher conta-se entre os meus favoritos, embora existam outros), descreve um mecanismo – o cut-up – que se poderá assumir como uma arma terrível de controlo das massas, consoante usado pelos meios de comunicação ao serviço do establishment (em bom português «o sistema», aquela coisa de que todos falam, mas que ninguém verdadeiramente conhece) ou pela imprensa underground.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serve este pequeno intróito para situar o leitor nas linhas seguintes. Hoje, 17 de Agosto, duas notícias no DN despertaram a minha especial atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira dizia-se basicamente que nos Estados Unidos e, uma vez findo o estado de graça da administração Obama, começa a discutir-se e a duvidar-se da legitimidade do presidente para ocupar o posto mais elevado da nação em virtude de um cada vez mais consistente conjunto de dúvidas quanto a alegadas irregularidades (avançando-se mesmo a hipótese de forja) na certidão de nascimento de Barak Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda, uma breve, diz-se, que investigadores parecem ter concluído que o 21.º Presidente dos Estados Unidos da América, Chester Arthur não seria afinal americano, antes sim, canadiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pormenores de somenos importância dirá o leitor. Nada mais errado. A verdade é que lá, como cá, (artigo 122.º da CRP) o cargo de presidente encontra-se vedado aos não naturais. Um cargo de eleição a que os cidadãos naturalizados, e portanto, na nossa formulação, não “portugueses de origem” (sic), ainda que nacionais por aquisição posterior da nacionalidade, não podem aceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As “oportunas” dúvidas que convenientemente começam a ser suscitadas quanto a um pretenso anterior ilegítimo exercício do cargo por um titular que não reunia condições para tal, só pode conduzir a um caminho: mesmo que se venha a provar que Obama não é, como parecem apontar muitos alegados indícios, norte-americano de origem, tal não desencadeará quaisquer consequências, visto que, o objectivo é introduzir na agenda a discussão em torno de uma eventual emenda constitucional que abra portas a que o cargo presidencial possa ser exercido por não naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnold Schwarzenegger, é um dos possíveis e mais consistentes candidatos republicanos à presidência logo que este grão seja definitivamente removido da engrenagem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;ENG&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;In "The Electronic Revolution," one of my favorite books, William Burroughs, the author, (a nice guy with a life full of unusual incidents - the episode where he accidentally killed his wife is one of my favorites, although there are other), describes a technique - the cut-up - which could be used as a terrible weapon of mass control, as used by the media in the service of the establishment (in a good Portuguese 'the system', that thing that everyone talks about, but no one really knows) or by the underground press. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Serve this little introduction to situate the reader in the following lines. Today, August 17, two stories in the DN (Diário de Notícias newspaper) attracted my attention. The first basically stresses that the United States, and once ended the state of grace of the Obama administration, is beginning to discuss and to question the legitimacy of the president to occupy the highest post of the nation because of an increasingly more consistent set of questions about the alleged irregularities (moving up the possibility of forging) the birth certificate of Barak Obama. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;In the second, a brief one, it says that researchers seem to have concluded that the 21st President of the United States, Chester Arthur was not actually American, but in true, Canadian. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minor details would say the reader. Nothing more wrong. The truth is that in the United States, as here in Portugal, (article 122.º of the Portuguese Constitution) the presidency is forbidden to non-natural. A position that is based on the election, (and to which naturalized citizens, and therefore, in our formulation, not "of Portuguese origin" (sic), even though nationality in subsequently acquired), cannot access. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The questions that are beginning to be properly raised in a previous alleged unlawful exercise of such position by a holder who has not met conditions for this, can only lead to a path where, even if it will be proven that Obama is not, as it seems to be pointed out by many alleged evidence, an American in origin, this does not trigger any consequences, since the aim is to introduce at the public agenda the discussion on a possible constitutional amendment that opens doors to a presidency that may be exercised by a non-natural citizen. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arnold Schwarzenegger, is one of the most consistent Republican candidate for the presidency once it is permanently removed from the gear such an unpleasant grain...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1035529587281403888?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1035529587281403888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1035529587281403888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1035529587281403888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1035529587281403888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/08/abrir-os-olhos-open-your-eyes.html' title='Abrir os olhos… / Open your eyes...'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5054327711473586906</id><published>2009-07-06T04:38:00.002+01:00</published><updated>2009-07-06T04:43:40.679+01:00</updated><title type='text'>O Mito do TGV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;(a publicar nos próximos números do Jornal "o riachense")&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos últimos meses, o espaço da discussão política tem-se centrado, em larga medida, no debate em torno da necessidade e/ou oportunidade do projecto da alta velocidade ferroviária em Portugal, leia-se, TGV. Este exercício de nihilista sofística levado ao extremo pelos principais rostos dos partidos políticos com representação parlamentar e, repetido posteriormente, até à náusea, pelos arautos da comunicação social que, escudados na pretensa objectividade jornalística, têm feito campanha ora num ora noutro sentido, conforme a orientação e linha editorial do órgão, bem como dos interesses ocultos que servem, em nada tem contribuído para o debate sério e esclarecedor que se impõe face a tão importante temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe neste pequeno texto uma reflexão acerca do papel dos media na manipulação da opinião pública, nem tampouco nos permitiremos a ousadia de maçar o leitor com súmulas de estudos técnicos, ou análises de viabilidade económica do projecto de alta velocidade e outros que tais. Existem imensos e estão disponíveis para consulta na Internet. No final deixaremos algumas sugestões de leitura de documentos online para todos quantos tiverem interesse em ir um pouco mais longe e poder, ao contrário da maioria, discutir o assunto com base em alguma informação e reflexão próprias e não pela mera repetição dos argumentos de terceiros, não raras vezes, também eles insuficientemente conhecedores da matéria que discutem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim e, de molde a não estender demasiadamente este texto, comecemos por esclarecer algumas questões, cujo desconhecimento tem provocado a reprodução, por parte de muitos opinion makers intelectualmente desonestos ou, simplesmente, deficientemente informados sobre esta temática, de juízos incorrectos e/ou de todo falaciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há desde logo que desfazer um equívoco comum. No transporte ferroviário de passageiros não convencional, existem dois conceitos concorrentes: a Alta Velocidade (AV) e a Velocidade Elevada (VE). No primeiro caso falamos de soluções em que o conjunto composto pela infra-estrutura ferroviária (linha) e o material circulante (comboios) dispõem de características técnicas capazes de garantirem velocidades máximas superiores a 250 km/h (embora seja mais comum a variante 300 a 350 km/h). Na opção de VE, as velocidades máximas não ultrapassarão os 200 a 250 km/h, dependendo das condições da linha. Acresce que, neste último caso, poderá, não ser necessária a construção de raiz de uma via ferroviária, podendo aproveitar-se troços já existentes. Na outra solução, tal assume-se como requisito fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A título meramente ilustrativo, e numa hipotética ligação Lisboa-Porto assumindo uma distância de 300 km entre as duas cidades e uma velocidade média na viagem situada nos intervalos mínimos apresentados, o percurso seria percorrido em 60 (AV) ou 90 (VE) minutos. Claro que os valores apresentados não reflectem a realidade, são meramente indicativos, visto que os tempos reais serão sempre superiores. A ideia aqui é demonstrar que, em média, a opção VE representará um acréscimo de 50% no tempo de deslocação face à AV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra indicação importante é a que decorre das condições da via (no caso, ferroviária). Tal como na rodovia, também o traçado, o relevo e o próprio congestionamento da infra-estrutura influenciam decisivamente o desempenho dos veículos. Assim, por exemplo, uma linha ferroviária com curvas constantes e apertadas, com declives acentuados (estas duas, variáveis de fulcral importância neste particular), e com muito tráfego, não poderá, em circunstância alguma proporcionar um nível de oferta satisfatório. Para que esta ideia seja mais facilmente compreendida, imaginemos uma viagem de automóvel Lisboa-Porto pela EN1 e pela A1. Desta analogia resulta que a opção pela EN1 representará, em circunstâncias de utilização normal, um acréscimo de várias horas no percurso. O nível de congestionamento, o traçado, o cruzamento de inúmeras povoações, o trânsito mais lento, as restrições de velocidade, etc., implicarão uma viagem muito mais longa, e stressante também. Um veículo utilitário, por mais modestas que sejam as suas prestações, completará o percurso em menor tempo utilizando a A1, do que o mais poderoso dos desportivos optando pela EN1. Mesmo considerando que este último condutor não respeite os limites de velocidade impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo a que não subsistam dúvidas explicite-se o sentido do parágrafo anterior. A actual Linha do Norte corresponde à EN1. A construção de uma linha de alta velocidade (independentemente se é Lisboa-Porto, Lisboa-Madrid, ambos, ou outros quaisquer trajectos) representará um benefício idêntico ao trazido pela auto-estrada. A alta velocidade ferroviária está para os comboios, como a auto-estrada para os automóveis. A linha de alta velocidade é, para todos os efeitos, uma auto-estrada ferroviária. E, isto deve ser dito, explicado e compreendido por quem pagou a auto-estrada e por quem terá de pagar a linha ferroviária: o contribuinte! E, o exercício atrás proposto para os automóveis mantém-se igualmente válido para os comboios. Coloquemos o mais rápido da actual geração de comboios a circular na Linha do Norte e o resultado será idêntico ao alcançado pelo potente desportivo na EN1…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio atrás exposto coloca, por conseguinte, questões adicionais que importa igualmente clarificar. Enunciaremos apenas algumas, visto ser impossível, sem incorrermos em vícios de ininteligibilidade e na enumeração de infinitos e enfadonhos detalhes técnicos abordar todas quantas carecem de resposta. Primeiro: a desactualização da Linha do Norte. Segundo: o problema da bitola. Terceiro: a remodelação ainda por concluir da Linha do Norte. Quarto: a saturação da Linha do Norte. Quinto: os problemas decorrentes da exploração, na mesma linha, de conceitos totalmente diferentes de serviço. Sexto: devemos comprar apenas comboios ou investir numa nova infra-estrutura? Sétimo: há dinheiro para o projecto? Oitavo: qual o retorno expectável de um investimento desta envergadura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos. A Linha do Norte foi concluída em 1877 com a inauguração da Ponte Maria Pia, no Porto. Conta, portanto, 132 anos, no troço mais recente. O seu traçado, projectado no século XIX, poderia ser adequado às necessidades da época. Porém, não será necessário socorrer-nos de estudos muito detalhados para constatarmos a sua evidente desactualização face às exigências impostas pelo contexto actual. Traçado, problemas de estabilidade das plataformas em algumas zonas, atravessamento de áreas susceptíveis de inundação e outras densamente povoadas, etc.. Ademais, saliente-se que as obras de beneficiação em curso, foram projectadas ao tempo do Estado Novo, donde decorre que, já nessa altura se preconizava a necessidade de actualização das condições. Ora, de há quarenta anos a esta parte muita coisa mudou na sociedade portuguesa, pelo que se dispensam quaisquer adicionais considerandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, há a esclarecer que, no século XIX, a memória das Invasões Francesas encontrava-se ainda muito presente e, o medo que o caminho-de-ferro pudesse potenciar e facilitar uma repetição de tão trágicos acontecimentos, determinou que, num esforço concertado à escala ibérica, portugueses e espanhóis se tivessem voluntariamente isolado do resto da Europa. Assim, para lá dos Pirenéus, vigorou (na maioria dos países, e nos principais eixos ferroviários) desde sempre a bitola standard (1435mm entre os dois carris, que corresponde justamente a um bitola – medida do sistema inglês e que foi utilizada nos primeiros caminhos de ferro construídos bem como na locomotiva de Stephenson); em Portugal e Espanha usa-se a bitola ibérica, a que corresponde uma distância entre carris de 1668mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há anos que, em Espanha, se trabalha na correcção deste (ainda que compreensível ao tempo) erro histórico, com consequências dramáticas em ambos os países. Além de terem desenvolvido um sistema que permite que a transição entre bitolas se faça com o comboio em andamento (através de eixos telescópicos nas composições que encolhem ou abrem quando passam nos intercambiadores – que mais não são do que um pedaço de linha, com cerca de um quilómetro, no qual a distância entre os carris vai progressivamente transitando – alargando ou estreitando – entre uma e outra bitola), nuestros hermanos à medida que vão remodelando as linhas vão instalando travessas bi-bitola (isto é, travessas que permitem a colocação de um terceiro carril possibilitando, por conseguinte, a coexistência, na mesma linha, de duas bitolas: standard e ibérica – quando o processo de migração para a medida padrão de todo o material circulante estiver concluído, bastará levantar um dos carris e a linha disporá apenas de bitola standard).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, e não obstante esta solução ser conhecida há mais de uma dezena de anos, persistimos no erro. Os troços já concluídos da interminável intervenção na Linha do Norte, mantêm unicamente a bitola ibérica e as travessas instaladas não possibilitam a colocação de um terceiro carril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As composições de AV foram desenvolvidas para circularem em linhas de bitola standard e não na distância ibérica. Em Espanha as linhas nas quais circula o AVE (Alta Velocidad de España, uma divisão da RENFE que corresponde à CP espanhola), são exclusivamente em bitola standard (tais como as francesas de TGV, Train de Grand Vitesse, as alemãs de ICE, Inter City Express, as japonesas de Shinkansen, ou inclusive aquelas onde circula o Eurostar – o comboio que liga Londres-Paris-Bruxelas pelo Eurotúnel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Linha do Norte encontra-se em remodelação há quase duas décadas: os estudos datam de 1988, o início dos trabalhos de 1991. 1993 foi a data inicialmente prevista para a conclusão de um investimento orçado em cerca de 75,8 milhões de euros, que permitiria a ligação entre Lisboa e Porto em 2h15m. Decorridos 18 anos, a modernização encontra-se concluída em aproximadamente dois terços da extensão total da infra-estrutura. O investimento derrapou e poderá atingir mais de 1600 milhões de euros. A redução alcançada no tempo de viagem entre Lisboa e Porto cifra-se em cinco minutos, mesmo considerando a utilização dos comboios do tipo pendolino (conceito de origem italiana, que assenta no facto de a caixa das composições possuir a capacidade de oscilar nas curvas, permitindo deste modo que as mesmas possam ser efectuadas a velocidades superiores àquilo que seriam com material sem estas características – entre nós, o Alfa Pendular é um comboio deste tipo e foi introduzido justamente porque se pensava que, com a remodelação da Linha do Norte este tipo de comboios permitiria o alcance do objectivo de 2:15 horas na viagem Lisboa-Porto, investimento que os factos hoje demonstram de forma clara e ineqvívoca ter sido um erro, não obstante a qualidade deste tipo de material circulante). E, convém lembrar que, mais tarde ou mais cedo, o que foi remodelado terá de ser re-remodelado, quanto mais não seja para cumprir a migração de bitola. Acrescente-se ainda que o troço entre Braço de Prata e Alverca foi intervencionado duas vezes. Na primeira ocasião foram apenas substituídas as travessas de madeira pelas de betão e o balastro. Mais tarde, e em virtude de problemas de segurança detectados nos ensaios das composições do tipo pendolino, toda a estrutura, incluindo a “caixa” sobre a qual assentam as travessas teve de ser recuperada, uma vez que o não tinha sido antes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta questão que atrás lançámos, dizia respeito à saturação da Linha do Norte que, segundo notícias recentes, impede a CP de aumentar a oferta de comboios e, por inerência de crescer e apresentar um serviço de maior frequência e qualidade. Vários críticos da AV têm postulado que a ligação entre as linhas do Oeste e do Norte, bem como a conclusão, prevista, embora nunca concretizada, do Ramal de Tomar até Coimbra, poderia resolver a situação. É óbvio que se trata de uma questão pertinente e que deveria merecer estudos sérios. Tendo-se, porém, constituído a Linha do Norte, como principal eixo ferroviário do país, não parecem (ressalvando eventuais estudos em sentido contrários que não se encontram disponíveis) credíveis tais hipóteses. É que, estudos apontam para a necessidade de, no sentido de permitir um aumento da oferta, a Linha do Norte tenha de ser quadruplicada em quase toda a sua extensão: em suma, fazer-se uma linha nova. As soluções propostas, ainda que devam merecer um estudo aprofundado, não se parecem constituir como solução, visto não existirem nesses troços passageiros potenciais em número suficiente para viabilizar tal investimento. Quando muito constituiriam alternativas para o transporte de mercadorias que é realizado, maioritariamente, em período nocturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar, numa mesma linha, comboios que podem circular a velocidades tão díspares como 40 a 60km/h (no caso do transporte de mercadorias) e 220km/h (no caso do Alfa Pendular), para mais tratando-se de “monstros” que necessitam de distâncias imensas para travar e acelerar e tomando ainda como referência o actual esgotamento da Linha do Norte, parece-nos, no mínimo, uma ideia contraproducente. Sabendo-se que os mais lentos não poderão, até por razões de segurança (carga/distância de travagem), circular a velocidades mais elevadas, terão obviamente que os mais rápidos ser sacrificados nas suas prestações. Os resultados são conhecidos: o tempo de 2:15 horas previsto em 1991 para uma viagem entre Lisboa e Porto a partir de 1993 mantém-se, actualmente, em 2:55 horas e pode resvalar, dependendo do número de paragens efectuadas, até quase 3:30 horas. A uma média de 200km/h os Alfa Pendular (que são composições para VE, informação que raramente é publicamente divulgada) poderão cumprir a distância em 90min. O problema não está portanto nos comboios, antes na linha, o que nos leva, retomando o guião anterior, à sexta questão: devemos comprar apenas comboios mais rápidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se depreende do raciocínio que vem sendo desenvolvido, obviamente, que o problema se encontra na Linha do Norte, nas suas condições estruturais, traçados, estações, curvas e pendentes, estabilidade de plataformas, atravessamento de áreas densamente povoadas, zonas de cheias, etc.. A solução do problema passa portanto pela construção de uma infra-estrutura de raiz, com condições de segurança, traçado, e demais conducentes a um serviço rápido, eficiente e seguro. Os comboios para VE já nós possuímos. Não conseguimos é, face às condições da actual Linha do Norte, retirar deles o máximo desempenho. Deve aliás, esclarecer-se que, em nenhum troço da Linha do Norte os Alfa Pendular se podem sequer aproximar dos 200 km/h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão: deverá construir-se uma linha preparada para AV ou VE será suficiente? Na ligação internacional (Lisboa-Madrid), e de molde a obter-se uma alternativa competitiva e vantajosa face ao transporte aéreo, não restarão quaisquer dúvidas quanto à necessidade de uma opção pela AV, mesmo considerando os custos de construção e de conservação da linha substancialmente mais elevados face à VE (na ordem dos 50%) segundo alguns críticos da AV.&lt;br /&gt;Nos percursos domésticos (Lisboa-Porto; Lisboa-Faro-Huelva; Aveiro-Vilar Formoso; Porto-Vigo) a questão não será tão consensual. No caso de Lisboa-Porto, se hoje 90 a 120 minutos nos podem parecer aceitáveis, dentro de uma década ou duas, poderá não ser assim. E, convém lembrar que, um: o investimento perdurará por bem mais do que duas décadas e, dois: já temos a experiência da A1: os custos das obras de alargamento, decorridos menos de 20 anos após a conclusão, e não nos referimos unicamente aos encargo das obras propriamente ditas, mas também aos sociais, (acidentes, filas de trânsito, riscos acrescidos para utentes e trabalhadores, aumentos de tempo nas deslocações, etc.), certamente ultrapassaram aqueles que teriam sido gerados se a auto-estrada tivesse inicialmente sido construída com três faixas de rodagem em cada sentido, em toda a sua extensão. Em qualquer dos casos, embora pareça mais prudente a avisado um maior esforço no presente em favor de ulteriores poupanças, a questão deveria ser alvo de profundos estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acresce ainda ao acima exposto que o investimento a realizar na aquisição do material circulante é absolutamente irrelevante no quadro do projecto: cada comboio de AV custará, a preços de 2003, aproximadamente 20 milhões de euros. Admitindo que se adquiram 20 unidades, tal implicará 400 a 500 milhões de euros num universo de 7,7 mil milhões o que corresponderá a pouco mais de 5% do investimento total. Uma ninharia, portanto. Os 10 Alfa Pendular custaram em 1998 cerca de 125 milhões de euros. Contabilizando a inflação, conclui-se que o preço por unidade não há-de ser muito diferente entre uma e outra opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o grosso dos encargos decorrerá da construção das novas linhas: entre Lisboa e Porto e entre Lisboa e Elvas, não das composições, e muito menos de uma possível opção entre AV e VE, cujo agravamento na factura final se circunscreve à construção das infra-estruturas e não será, mesmo seguindo as teses dos críticos mais radicais de um projecto de AV, superior a 50%. Num momento em que se discute uma terceira auto-estrada entre Lisboa e Porto, porque não equacionar-se a construção de uma auto-estrada ferroviária que poderia, além de aliviar o trânsito nas duas já existentes, aliviar ambos os aeroportos e, não menos importante, a actual Linha do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sétima questão: existem possibilidades económicas de, no actual contexto, se avançar com o projecto. Refira-se, desde já, que o projecto contará com 20% de financiamento comunitário (se tivesse ficado concluído até 2000 a comparticipação europeia ascenderia a 80 ou 85% e entre 2000 e 2007 teria descido para 65 a 75% - a linha do AVE Madrid-Sevilha recebeu de Bruxelas ajudas superiores a 80%). O Estado arrecadará directamente mais 20% (decorrentes do pagamento de IVA) e indirectamente 25% (em sede de IRC) sobre os lucros das empresas envolvidas, 34,5% sobre os salários brutos dos trabalhadores (através das contribuições obrigatórias para a Segurança Social), IRS dos trabalhadores (dependendo do escalão). Porém poupará os subsídios de desemprego pelos empregos que se criarão, directa e indirectamente com as obras e posterior exploração. Ademais a criação de empregos não contemplará apenas os directos: há que contabilizar as empresas a montante, bem como os possíveis empregos decorrentes do aumento de consumo gerados por esses trabalhadores, etc., etc., etc., Entre as verbas arrecadas por via directa (pelo menos 40%) e as obtidas indirectamente (impossíveis de contabilizar senão por especialistas), estamos em crer que nunca serão inferiores a 66%, podendo mesmo atingir valores superiores. Determinantes, neste contexto, serão as habituais derrapagens… Parece-nos, portanto uma falácia, mesmo no quadro actual de crise, dizer-se que não há dinheiro. Certamente será mais necessária uma terceira auto-estrada Lisboa-Porto, dois submarinos, e por aí em diante… Será ainda importante lembrar os 1600 milhões desperdiçados na remodelação da Linha do Norte sem que daí se haja obtido algum encurtamento nos tempos de viagem, os 125 milhões nos comboios pendulares, os 98 milhões dispendidos em estudos de 2000 a 2008, repetindo a maioria dos estudos realizados entre 1987 e 1992. Entre o dinheiro deitado à rua e o perdido em ajudas comunitárias que não iremos receber por via dos adiamentos sucessivos, a alta velocidade ter-nos-ia ficado de borla. São os erros (passados e presentes) dos nossos políticos que fazem hoje do projecto de AV, um projecto caro. São estes erros que a Comunicação Social, habitualmente conivente e promíscua com o poder (bastará cruzar os relacionamentos políticos com a titularidade dos órgãos de informação para ser perceberem os interesses ocultos) pretende, a todo o custo esconder, bramindo em consequência o argumento intelectualmente desonesto e economicamente falacioso do investimento exorbitante necessário ao TGV…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saliente-se, porque se trata de informação igualmente relevante, que os primeiros estudos sobre AV em Portugal datam de 1987, sendo aliás contemporâneos dos espanhóis. Volvidos 22 anos, em Portugal continuamos a estudar (98 milhões de euros foram dispendidos em estudos entre 2000 e 2008), em Espanha, nuestros hermanos, inauguraram no ano passado a terceira ligação de AV, Madrid-Barcelona. Nós estudamos, eles apresentam obra…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oitavo: quanto a retornos expectáveis, os mesmos poderão ser colocados a vários níveis: directos, através da emissão e venda de bilhetes, e indirectos os quais abrangem inúmeras áreas. No primeiro caso, há que referir que a primeira linha do AVE (Madrid-Sevilha), que entrou em exploração comercial por ocasião da exposição mundial de Sevilha em 1992, atingiu lucros de 50 milhões de euros logo em 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente que lucros de exploração no valor de 50, ou mesmo 100 milhões de euros anuais, demorarão quase um século a amortizar a totalidade do investimento. É por isso que se trata de uma obra pública: a sua construção não está, ou não deverá estar, sujeita aos mesmos critérios economicistas que (legitimamente) norteiam os projectos da iniciativa privada. É por esse motivo que se justifica a comparticipação dos fundos comunitários. Até porque os benefícios para a comunidade não se resumem apenas ao facto de o investimento ser ou não capaz de gerar receitas para se pagar por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos outros factores de extrema relevância, uns quantificáveis monetariamente, outros nem por isso, ainda que, todos de enorme importância. Registe-se apenas, e sem quaisquer preocupações de rigor, que nas rotas onde a AV representa uma alternativa ao transporte aéreo, a quota de mercado alcançada pelo transporte ferroviário é sempre superior a dois terços do total (em muitos casos até a 85%) e tais taxas são atingidas em poucos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa ajuda quando se discutem a construção de um novo aeroporto em Lisboa e de uma terceira auto-estrada entre Lisboa e Porto. Mas poderemos referir muitos outros dados. Tratando-se de um meio de transporte substancialmente menos poluente do que o avião ou o automóvel, o comboio apresenta evidentes vantagens ecológicas, para mais num quadro em que Portugal terá de reduzir não apenas a dependência energética face ao exterior, como também de suportar custos decorrentes da ultrapassagem dos limites das quotas de emissão de gases provocadores do efeito de estufa, nomeadamente, o CO2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescente-se ainda a maior comodidade e segurança (face ao automóvel, pelo menos) de uma viagem por ferrovia, a maior rapidez face a ambos os concorrentes (válido para Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid, se optarmos por AV), o menor stress dos passageiros, a possibilidade de trabalhar, descansar ou relaxar durante as viagens, a diminuição das filas de trânsito, a diminuição de tráfego na Linha do Norte que abriria corredores para mais e mais transporte ferroviário de mercadorias, libertando as auto-estradas de boa parte da circulação de veículos pesados, com evidentes benefícios não apenas ao nível do descongestionamento, como igualmente da própria manutenção dos pavimentos, sabendo-se que o desgaste provocado por um pesado de mercadorias equivale ao provocado por muitos automóveis, entre inúmeros outros benefícios impossíveis de contabilizar, como o incremento na mobilidade dos passageiros, da actividade económica, da integração cultural com Espanha, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentemos no seguinte exemplo: um passageiro necessita de viajar entre Lisboa e Porto. Se optar pelo comboio, os seus custos resumir-se-ão ao bilhete (27€+27€ com possibilidade de desconto de 10% no caso de aquisição de título de ida e volta e de 25% no caso de reserva com 7 dias de antecedência em Alfa Pendular, classe turística) e eventualmente táxi ou outro transporte urbano. Se optar pelo automóvel, além das portagens, do combustível, do estacionamento, há ainda que considerar o desgaste do veículo e, nunca devidamente contabilizado, o do próprio condutor. Além de que o decurso de viagem resulta em tempo improdutivo, ao passo que o de comboio pode ser rentabilizado. Admitindo que a duração da viagem seja semelhante, o custo não o será certamente: 19,95€*2 de portagem, 40€ de combustível, fazendo as contas por baixo, a que acrescem desgaste da viatura e estacionamento. Mesmo para dois passageiros, o comboio continua a ter vantagem económica. Ou seja, já hoje o comboio é mais rentável. E apenas não o é mais devido aos graves erros que têm sido cometidos ao longo de anos e anos pelos sucessivos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os nossos governantes tivessem sido capazes de ver um pouco mais além e tivessem tido a coragem de concretizar o projecto de AV durante a década de 90, teríamos hoje um transporte entre as duas principais cidades do país e nas ligações internacionais moderno, rápido, cómodo, competitivo e, mais importante, rentável, também porque, na sua esmagadora maioria custeado pelos fundos da União Europeia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém a influência dos habituais Velhos do Restelo, os mesmos que condenaram há 500 anos a expansão marítima e há século e meio a construção da Linha do Norte, permanece demasiadamente enraizada na sociedade portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas referências:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.rave.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.rave.pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://manueltao.spaces.live.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://manueltao.spaces.live.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.maquinistas.org/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.maquinistas.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.renfe.es/ave/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.renfe.es/ave/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_do_Caminho-de-ferro_em_Portugal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_do_Caminho-de-ferro_em_Portugal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=21569"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=21569&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.oribatejo.pt/index.php?lop=conteudo&amp;amp;op=812b4ba287f5ee0bc9d43bbf5bbe87fb&amp;amp;id=747ac0e3a7f4b8a385b039573b4ac3c5"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.oribatejo.pt/index.php?lop=conteudo&amp;amp;op=812b4ba287f5ee0bc9d43bbf5bbe87fb&amp;amp;id=747ac0e3a7f4b8a385b039573b4ac3c5&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.aecops.pt/pls/daecops2/pnews.build_page?text=18849734"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.aecops.pt/pls/daecops2/pnews.build_page?text=18849734&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://socgeografia-lisboa.planetaclix.pt/transportes/lnorte.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://socgeografia-lisboa.planetaclix.pt/transportes/lnorte.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.maquinistas.org/pdfs_ruirodrigues/lnortembitola.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.maquinistas.org/pdfs_ruirodrigues/lnortembitola.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://diario.iol.pt/sociedade/tgv-transportes-ana-paula-vitorino-alta-velocidade/1030308-4071.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://diario.iol.pt/sociedade/tgv-transportes-ana-paula-vitorino-alta-velocidade/1030308-4071.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=00247705-3333-3333-3333-000000247705&amp;amp;channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=00247705-3333-3333-3333-000000247705&amp;amp;channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/AVE"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/AVE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Alta_Velocidad_Espa%C3%B1ola"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Alta_Velocidad_Espa%C3%B1ola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rave.pt/LinkClick.aspx?fileticket=ACJddMGarpU%3D&amp;amp;tabid=174&amp;amp;mid=796&amp;amp;forcedownload=true"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.rave.pt/LinkClick.aspx?fileticket=ACJddMGarpU%3D&amp;amp;tabid=174&amp;amp;mid=796&amp;amp;forcedownload=true&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.transportesemrevista.com/LinkClick.aspx?fileticket=VuSCEfBAD8U%3D&amp;amp;tabid=372"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.transportesemrevista.com/LinkClick.aspx?fileticket=VuSCEfBAD8U%3D&amp;amp;tabid=372&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.maquinistas.org/pdfs_hos/aforcadosnumeros.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.maquinistas.org/pdfs_hos/aforcadosnumeros.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5054327711473586906?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5054327711473586906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5054327711473586906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5054327711473586906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5054327711473586906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/07/o-mito-do-tgv.html' title='O Mito do TGV'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-8254366901004006933</id><published>2009-06-11T17:24:00.003+01:00</published><updated>2009-06-11T17:28:48.777+01:00</updated><title type='text'>Breves considerações aos resultados nacionais das Eleições Europeias 2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;publicado no Jornal "O Riachense"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Da análise às eleições do passado Domingo, e pese embora no contexto europeu se ter mantido, no essencial, a maioria parlamentar do PPE (que reúne os partidos de direita), na realidade nacional parecem emergir algumas tendências merecedoras de breve reflexão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desde logo, uma primeira decorre do desinteresse generalizado dos cidadãos quanto ao projecto europeu. Na verdade, a abstenção verificada em Portugal, embora sem atingir os máximos de 1994, cifrou-se, ainda assim, entre os valores mais elevados registados neste tipo de processo eleitoral. Perante tais dados duas conclusões sobressaem: ou os cidadãos não se revêem nos seus representantes ou, de todo, não querem, não estão sensibilizados, ou a construção europeia não os motiva. Independentemente das causas para tamanho desinteresse, a sua ocorrência deveria exigir a convocação e mobilização dos agentes políticos para o combate ao fenómeno. Ainda que largamente imperfeita e com evidentes vícios, União Europeia faz falta. Não apenas a nós, mas à generalidade dos europeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma segunda conclusão parece evidente: o partido do governo foi duramente castigado pelos resultados da vontade dos portugueses, traduzindo o descontentamento e consequente punição popular pela acção governativa, perdendo percentualmente e em número de mandatos, uma descida que representa a erosão de quase metade da confiança expressa há cinco anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um terceiro juízo é possível extrair dos resultados do acto eleitoral de 07 de Junho. Os partidos do bloco central (PS e PSD), contabilizaram por junto, bem menos de dois terços do total de votos, o que poderá indiciar algum desgaste das respectivas propostas políticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Beneficiando da desconfiança dos eleitores face aos projectos dos partidos habitualmente conotados com a governação, assinala-se o crescimento dos partidos marginais (CDU e BE, à esquerda e PP à direita) que reforçaram os seus eleitorados, com particular destaque no caso do BE que, alcançou, em comparação com 2004, uma ascensão importante, mantendo, CDU e PP votações idênticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma última nota para as empresas de sondagens que, durante a campanha foram avançando estudos que vieram a divergir dos resultados das projecções e dos apurados no dia das eleições. Não cabe neste pequeno comentário a análise ou reflexão a tais desvios. Sendo, todavia, alguns destes casos recorrentes e conhecendo-se, tanto a possibilidade de manipulação destas investigações, quanto os efeitos de condicionamento dos eleitorados decorrentes destas práticas de enviesamento deliberado, conviria, a bem da democracia, que a acção destas empresas pudesse ser alvo de rigoroso escrutínio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-8254366901004006933?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/8254366901004006933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=8254366901004006933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8254366901004006933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8254366901004006933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/06/publicado-no-jornal-o-riachense-da.html' title='Breves considerações aos resultados nacionais das Eleições Europeias 2009'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1530712345266269195</id><published>2009-06-11T17:20:00.001+01:00</published><updated>2009-06-11T17:24:36.240+01:00</updated><title type='text'>Oportunidade Desperdiçada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;publicado no Jornal "O Riachense"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No último Domingo elegemos, aqueles que exerceram o seu dever de cidadania, os nossos representantes no Parlamento Europeu. Não iremos aqui repetir, visto o assunto ter sido longamente analisado em números anteriores, a importância do voto neste acto eleitoral eternamente secundarizado pelas mesquinhices politico-partidárias da agenda de cada um dos candidatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como vem sendo hábito, a campanha eleitoral que terminou na pretérita sexta-feira fica marcada pela recorrente dinâmica da discussão de todos os assuntos, com excepção daqueles que efectivamente importam e que, no caso, seriam os temas europeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim, e muito por mérito(?) das oportunas(?) iniciativas do candidato apresentado pelo partido do governo, o discurso inflectiu para a “roubalheira” (sic) do BPN e para a “chantagem” (sic) que o principal partido da oposição estaria a exercer no já circense processo de eleição do novo Provedor de Justiça. Mais mediática a primeira tirada do que a segunda, a verdade é que com grande algazarra se condenaram os excessos de linguagem do aspirante a eurodeputado e, nisto, andámos boa parte do tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De temas propriamente europeus, pouco ou nada se discutiu: muito se insistiu no apelo a que os resultados de Domingo pudessem representar um “cartão amarelo” ao governo, num ensaio às Legislativas e recebemos também a visita do Primeiro-Ministro de Espanha numa acção de campanha ao lado do seu homólogo, uma deslocação que está a dar brado …do lado de lá!&lt;br /&gt;Dos assuntos acerca dos quais, em rigor, pretendíamos colher a opinião dos candidatos, os nossos meios de comunicação limitaram-se à reprodução, até à náusea, das dissonâncias entre Vital Moreira e o PS nas questões do imposto europeu (condenado pela generalidade da oposição e inclusivamente pelos parlamentares nacionais do PS) e na recondução de Durão Barroso como Presidente da Comissão, além das querelas já acima reproduzidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do Tratado de Lisboa, pouco ou nada foi dito. Da crise económica mundial e possíveis soluções concertadas à escala europeia para ultrapassar a mesma, idem. Do futuro modelo da União: federalista ou intergovernamentalista, absolutamente nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não existiram verdadeiros programas televisivos no sentido de informar e esclarecer os eleitores para que, em consciência, e não socorrendo-se dos rostos e das referências partidárias de sempre, o exercício mais próximo disso mesmo foi um debate, em jeito de “serviço (muito) público” na RTP 1 em substituição de um Prós e Contras, onde tivemos oportunidade de constatar que são os movimentos de reduzida expressão eleitoral, curiosamente aqueles que mobilizam melhores ideias, quiçá por não se encontrarem comprometidos com as tricas, as clientelas, e as infindáveis querelas partidárias, especialmente existindo candidatos que terão, num passado, mais ou menos distante, trocado de clube…As eleições europeias 2009 trouxeram ainda uma novidade, talvez mesmo a mais importante do processo: a emergência do primeiro movimento verdadeiramente supra-estadual, o Libertas (www.libertas.eu), que apresentou listas em 12 países (Portugal incluído, através do MPT) e se assume, desde logo, contra a ratificação do Tratado de Lisboa.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1530712345266269195?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1530712345266269195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1530712345266269195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1530712345266269195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1530712345266269195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/06/oportunidade-desperdicada.html' title='Oportunidade Desperdiçada'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-9127756776134884605</id><published>2009-05-29T17:54:00.003+01:00</published><updated>2009-05-29T18:04:41.406+01:00</updated><title type='text'>Texto publicado ao longo de 4 números do Jornal "O Riachense"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vamos a votos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A convite da nova direcção do nosso jornal inicio aqui uma colaboração que, espero, enquanto tal me for possível, poder prolongar-se no tempo no sentido de podermos debater, não apenas questões do interesse da terra e dos riachenses, bem como assuntos genéricos da actualidade mas que, por esta ou aquela razão nos dizem também respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É justamente por aí que começarei, não sem antes de endereçar os meus votos sinceros de êxito aos ilustres conterrâneos cuja coragem, empenho e altruísmo permitiu manter em actividade um órgão de informação (e, porque não dizê-lo, uma voz, que espero incómoda e não servilmente alinhada, como até aqui, exercendo, quando necessário, pressão sobre os protagonistas do establishment local na defesa dos interesses de Riachos), cujo enterro alguns prepararam e a muitos outros conviria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Avanço um pouco em direcção ao assunto cuja reflexão vos proponho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, os portugueses serão chamados às urnas por três vezes a fim de exercerem o seu inalienável direito de cidadania: o voto. Não querendo aqui iniciar um debate quanto à qualidade da nossa pretensa democracia (em minha opinião em rápido declínio e profundamente desgastada – clamando por urgente reforma, embora existam igualmente veneráveis ir(responsáveis) defensores de uma “pausa” na dita), e não obstante a política e a causa pública não motivarem a esmagadora maioria dos portugueses, por razões que são bem conhecidas de todos e que passam não apenas pela confrangedora mediocridade das nossas elites decisoras, mas também por questões culturais ancestrais, pelo próprio fechamento do sistema estadista a influências externas em demasiadas ocasiões (mais preocupado na perpetuação do tachinho), por decisões que são tomadas apenas para benefício de alguns e não de todos (os exemplos abundam e são amiudemente conhecidos), a verdade é que, votar é, acima de tudo, um dever de cidadania – mesmo em branco ou nulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É pelo voto que exercemos (alegadamente) de forma livre, o direito de escolhermos quem nos representa, por muito que tal representação nos envergonhe e nela não nos revejamos (é presentemente o meu caso), especialmente quando as nossas expectativas são criminosamente defraudadas por políticos irresponsáveis, incompetentes, mentirosos, trapaceiros e incapazes de cumprir promessas. É, todavia, por meio do voto que expressamos a nossa adesão a um ou outro projecto político (ainda que o mesmo, não seja, como é norma vigente entre nós, para cumprir) que nos co-responsabilizamos e vinculamos pelas decisões, boas ou más, que em nosso nome, são tomadas pelos representantes que elegemos para a Assembleia da República.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Regressando à questão central deste escrito, dizia-se acima, que os cidadãos nacionais serão chamados durante o corrente ano às urnas a fim de participarem em três actos eleitorais distintos, embora exista a possibilidade de se fazerem coincidir dois desses momentos. Assim, em 2009, elegeremos os nossos representantes no Parlamento Europeu, na Assembleia da República e nas Assembleias de Freguesia e Municipal. É, relativamente à primeira eleição que procurarei reflectir nas linhas seguintes deixando, para momento mais oportuno, a minha perspectiva quanto às demais, na certeza porém que, a manter-se com O Riachense a colaboração agora (re)iniciada, tal não deixará de se verificar.&lt;br /&gt;(continua no próximo número)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Europa é lá longe e não nos diz nada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos para nós habitualmente que as eleições europeias em nada interessam (mesmo entre os especialistas na matéria, as Europeias são assumidamente ainda eleições de segunda ordem, não apenas em Portugal, como na generalidade dos Estados-membro, atitude que urge modificar). Bruxelas fica lá longe, bem no centro da Europa rica e desenvolvida. A União Europeia é uma tola utopia de meia dúzia de políticos que viram ali a oportunidade de criar mais uns quantos tachos que distribuíram entre eles e alguns amigos, principescamente remunerados, e cujo principal atractivo reside no protagonismo, nas mordomias associadas e nas viagens constantes. Regra geral, apenas ouvimos falar “deles” (Europa) quando aprovam alguma medida que tem impactos negativos no nosso país, quando existem divergências políticas graves entre os Estados-Membro (casos, por exemplo, do Tratado Constitucional chumbado em 2005 na França e na Holanda, o Tratado de Lisboa, recusado pelos Irlandeses em 2008), quando se dá algum acontecimento relevante organizado em Portugal de que os media lusos no seu habitual registo de bacoco provicianismo dão eco, no encarecimento brutal dos preços devido à introdução da moeda única e, nas ajudas comunitárias que chegam ao nosso país, (a parte que, por norma, verdadeiramente nos interessa: como usar o nosso tão característico chico-espertismo para “sacar umas massas” àqueles europeus convencidos e arrogantes que pensam que os portugueses são todos estúpidos, em resumo: “mamar na teta de Bruxelas”!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Salvo algumas excepções (raras, deve salientar-se) o conhecimento que os portugueses têm das instituições comunitárias circunscreve-se aos exemplos atrás aludidos, até porque, os nossos meios de comunicação social, competindo ferozmente entre si pelo absoluto nihilismo (qual ópio do povo), ciosos da salvaguarda da sacrossanta sanidade mental dos seus concidadãos, ignoram e negligenciam, quiçá evitando maçar-nos com assuntos chatos e aborrecidos que nada importam, (para além do penalty que o árbitro escandalosamente roubou ao nosso clube na jornada passada, enquanto que validou um golo irregular ao adversário directo na luta pelo título), os temas europeus. Espanha (“de onde nem bom vento nem bom casamento”), foi substituída, enquanto inimigo no imaginário e ideário colectivos do português médio, pelos burocratas inúteis de Bruxelas. Eu próprio já pensei desse modo e não foi há tanto tempo quanto isso que me tenha esquecido de tal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é, todavia, um modo de pensar errado, porque assente no desconhecimento e na falta de informação, o qual subsiste muito por culpa das próprias instituições comunitárias, hoje a braços com uma terrível dificuldade: mobilizar os europeus para um projecto, ainda há pouco mais de meio século considerado utópico e que, nesse mesmo intervalo temporal permitiu trazer à generalidade dos europeus a paz, a segurança, a prosperidade. Estes são aliás, os primeiros e principais desígnios de uma União que começou a seis e que presentemente congrega vinte e sete países, numa estrutura organizativa, muito complexa, que ninguém (inclusive os seus protagonistas) é capaz de definir com exactidão, entrincheirada entre a presente associação supranacional de estados e uma potencial futura e indefinida federação, sem paralelo na História, e assente em delicados e intrincados compromissos/consensos, não raras vezes colocados em xeque por interesses nacionais e unilateralismos que urge erradicar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O aparente divórcio dos povos europeus relativamente a tão importante objectivo, sonhado ainda sobre as cinzas fumegantes de um continente dilacerado pelo mais terrível e sangrento conflito bélico da História que seguramente não deixará durante muito tempo de envergonhar e ensombrar a Humanidade, tem múltiplas e não menos despiciendas raízes: à falta de informação devido a erros graves dos próprios dirigentes europeus, acrescem ainda, uma super-cultura assente em séculos de conflitos e desconfianças mútuas, a diversidade linguística (simultaneamente um dos mais importantes activos da riqueza cultural europeia e verdadeira guardiã contra os avanços do unanimismo e da uniformização mas, paradoxalmente um dos principais constrangimentos à efectiva adesão dos povos ao projecto europeu), uma manta de retalhos baseada em nacionalismos e identidades regionais/locais exacerbadas que minam e objectivamente impedem o surgimento de uma identidade europeia latente e ainda que perpetuamente adiada. Todos estes são factores que concorrem para um sentimento generalizado no continente de não identificação dos cidadãos com a União Europeia.&lt;br /&gt;(continua no próximo número)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A Europa quer falar connosco!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós portugueses, a Europa é lá longe, um local remoto e descentrado face à nossa centralidade (algo que poderíamos metaforicamente definir como tugocentrismo), um lugar estranho onde pessoas diferentes, que falam uma língua diferente, num clima diferente, com hábitos e uma cultura estranhos e diferentes, se arrogam no direito de nos imporem a sua Lei a troco de umas esmolas com as quais compram os nossos políticos em permanentemente pose de mão estendida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A título de meramente ilustrativo recordo o episódio evocado pelo eurodeputado Carlos Coelho numa acção de formação para jornalistas e estudantes/investigadores dos temas da Comunicação e da União Europeia, recentemente promovida pela Representação Permanente da Comissão Europeia em Portugal na qual tive o privilégio de marcar presença. Contava o eurodeputado eleito pelo PSD que, quando viajou para Bruxelas, família e amigos se concentraram no aeroporto em jeito de fúnebre despedida “Vais lá para a Europa”, ao que o próprio terá retorquido: “Caramba, não vou para o fim do mundo e na sexta já cá estou outra vez!”, surpreendido pelos comentários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, ainda olhamos com grande desconfiança e não com menor desdém, essa coisa abstracta, difusa, longínqua, qual terrível e desconhecido Adamastor que é a Europa. Para a maioria de nós (leia-se, cidadãos europeus) as questões europeias em nada nos motivam: não dispomos de qualquer influência junto das instituições comunitárias, a União Europeia não dialoga com os cidadãos, não existe informação sobre o funcionamento dos organismos da União, não se manifesta neles qualquer interesse em ouvir-nos, em suma a União Europeia “está-se nas tintas” em relação a nós: nada de mais errado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante as primeiras três/quatro décadas, resguardado dos eventuais efeitos nefastos produzidos pelas sempre voláteis e imprevisíveis ingerências de uma opinião pública não raras vezes deficientemente esclarecida, o desígnio europeu avançou ligeiro e célere, enquanto foram também restritos e iluminados os intervenientes e decisores. Todavia, a crescente democratização, o apelo à participação popular e o consequente, porém indispensável, envolvimento de cada vez mais amplos sectores da sociedade, fez abrandar o programa. O paradigma constitutivo da União Europeia modificou-se substancialmente: hoje já não é possível pensar e construir uma Europa sem a aprovação e o envolvimento dos eleitores, mesmo que, frequentemente a integração seja travada pelos mesmos que dela retirarão os maiores dividendos, os cidadãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As experiências falhadas em França e na Holanda a propósito da ratificação referendária do Tratado Constitucional, instrumento fundamental no reforço dos poderes da União Europeia (e indirectamente dos cidadãos atendendo ao previsto incremento dos poderes do Parlamento Europeu) e mais tarde na Irlanda, tiveram o condão de desencadear o toque a reunir dos políticos em Bruxelas e, o conjunto de dificuldades na comunicação da ideia de Europa, cuja consciência já existia anteriormente, transformou-se subitamente na preocupação central do responsáveis – aproximar as instituições europeias do cidadão, indo ao seu encontro, substituiu o paradigma anterior, segundo o qual bastaria genericamente à União disponibilizar a informação para que as pessoas movidas pelo desejo da aquisição de conhecimento acerca das actividades comunitárias tomassem uma atitude pró-activa nessa matéria. Não é, porém, assim e as experiências francesa, holandesa e irlandesa parecem comprová-lo sem lugar a grandes dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim e de molde a ultrapassar o há muito identificado e até, durante a fase inicial da construção europeia, por parte dos decisores políticos assumido, défice democrático, no sentido de promover uma efectiva identificação e participação dos cidadãos no projecto europeu, desde 2005 de um modo geral todos os agentes adstritos à organização comunitária adoptaram posturas que visavam inverter uma outra tendência igualmente verificada: o chamado défice de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro, foram desenvolvidas duas iniciativas estruturantes, conhecidas genericamente como o Livro Branco sobre uma Política de Comunicação e o Plano D, para a Democracia, o Diálogo e o Debate, auxiliadas por uma extensa miríade de diligências complementares, cujos resultados visam essencialmente mitigar o fosso existente entre os cidadãos e as formações da União, envolvendo-os mais. Paralelamente, tem existido desde a década de 70 um contínuo esforço envolvendo o reforço contínuo dos poderes do Parlamento Europeu, a única instituição em cuja formação os cidadãos da Europa participam directamente através da eleição nacional dos seus representantes, visando conferir não apenas maior legitimidade ao edifício comunitário, como de igual modo combater o já aludido défice democrático.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ademais e, não obstante o gritante desconhecimento da maioria da população nesta matéria, a verdade é que a sua vida é já hoje maioritariamente co-determinada pela legislação comunitária e, essa influência, não cessará de aumentar num futuro próximo.&lt;br /&gt;(continua no próximo número)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Votar nas eleições europeias é do nosso interesse&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionar-me-ão os mais eurocépticos: mas não é verdade que nos têm imposto leis absurdas? Não é verdade que nos impuseram o limite de 3% de défice e que isso nos tem criado problemas? Não é verdade que os juros altos entre 2005 e 2008 se devem à política económica do Banco Central Europeu (BCE)? Não é verdade que a introdução do Euro fez disparar os preços em Portugal e que a moeda única agravou ainda mais a nossa já débil situação económico-financeira? Não é verdade que muitos outros malefícios (destruição da agricultura, das pescas, de tantas e tantas indústrias) vieram das imposições comunitárias? A tudo terei que responder que sim, salvaguardando no entanto que, na maioria esmagadora dos casos, os problemas/efeitos negativos que temos sofrido decorrem da nossa impreparação, da nossa cultura (ou falta dela) muito própria, de erros, incompetência e por vezes corrupção dos nossos dirigentes (não é necessário apontar casos, basta ler/ver/ouvir a comunicação social) e da nossa fraca memória que nos impele a votar sempre nos mesmos, por mais asneiras que façam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todavia, devolvo as questões: Não melhorou a nossa vida com a adesão à CEE, hoje União? Não vivemos, todos, muito melhor? Não estamos mais cultos, mais informados, mais desenvolvidos, mais viajados? Lembram-se da nossa rede de estradas? Das nossas casas? Dos automóveis? Lembram-se dos juros de 30% da década de 80? Quantos jovens portugueses puderam estudar no estrangeiro ao abrigo dos programas Sócrates (em homenagem ao filósofo, não ao político) e Erasmus?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já incorporamos no quotidiano e damos como adquiridas tantas conquistas que tendemos a esquecer-nos de como eram antes as coisas: fronteiras, alfândegas, passaportes, compra de divisas, câmbios feitos a uma taxa que roçava a usura, ausência de regras nos mercados e nas actividades económicas, etc.. Se a presente crise economico-financeira mundial nos tem criado dificuldades, imagine-se como seria se não integrássemos a União Europeia e se não beneficiássemos da estabilidade, segurança e credibilidade do Euro (mesmo considerando os problemas que a moeda única acarretou para nós). Decerto estaríamos como a Islândia, Irlanda, Grécia ou Reino Unido. A maioria dos que inicialmente arrogantemente desdenharam o Euro e o projecto europeu correm agora atrás do prejuízo. A libra esterlina desvalorizou imenso e atingiu uma quase paridade com o Euro, a coroa islandesa quase desapareceu… E outros afundarão ainda… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estar na Europa teve, tem e continuará a ter os seus custos. É, contudo, um investimento com elevado retorno para o país e para os portugueses. Muitos de vós (não eu, que já vivi a transição para a sociedade de consumo), terão certamente idade para recordarem a miséria franciscana que era o Portugal da década de sessenta: habitações sem água canalizada, electricidade ou saneamento, casas de banho exteriores e comuns, a raridade que era um automóvel, a norma que consistia em caminhar quilómetros todos os dias, trabalhar de sol a sol, os miúdos que se deslocavam descalços para a escola, faziam a quarta classe e iam trabalhar perpetuando um ciclo de pobreza, os transportes públicos velhinhos, velhinhos, as viagens intermináveis... Era eu miúdo, (década de oitenta) e lembro-me que para chegar a Santarém se perdia mais de uma hora, para se chegar ao Algarve demorava-se quase meio-dia. Não foi há tanto tempo quanto isso! Será que já todos esquecemos o que era Portugal antes da União Europeia nos ter dado a mão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caros conterrâneos: a União Europeia é hoje sinónimo de progresso, de solidariedade, é um espaço de desenvolvimento humano, cultural, social, económico, de paz, de partilha, de intercâmbio cultural, de tolerância. Além do mais a União Europeia está hoje mais aberta à participação dos cidadãos e convida-nos a participarmos deste projecto extraordinário. Sem o envolvimento dos cidadãos, não há Europa! E, os cidadãos estão representados directamente no Parlamento Europeu através das Eleições Europeias. No Parlamento Europeu, enquanto magna Assembleia dos homens da Europa, há lugar para todas as opiniões, todas as sensibilidades, inclusive para aqueles que são frontalmente contra o edifício da União.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, e em jeito de conclusão, riachenses, lanço-vos um repto: independentemente dos representantes que escolherem, o importante é que escolham, não obstante serem contra ou a favor da União Europeia, o importante é que votem, pois é pelo voto nas eleições europeias que a nossa (de todos os cidadãos, de qualquer Estado-membro) voz se fará sentir em Bruxelas. Mais decisivo que escolher o Presidente da Junta de Freguesia ou da Câmara Municipal, o Primeiro-Ministro, ou o Presidente da República, o que conta é escolher os nossos representantes no Parlamento Europeu, visto que, cada vez mais, os poderes nacionais e por inerência os regionais e locais são fortemente condicionados pelo que é decidido em Bruxelas. Uma consequência das sucessivas reformas dos Tratados da União tem sido justamente o reforço dos poderes do Parlamento Europeu, hoje co-legislador, sendo que, mais de metade da nossa legislação interna decorre das orientações (leia-se, directivas, regulamentos, e demais instrumentos) provenientes de instituições da União.Reforço: não interessa quem escolhemos; importante, é mesmo votar. Estou certo que, durante a campanha, decidirão em quem confiar o vosso voto; agora, o essencial, é percebermos o quão vital é esse acto de cidadania.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-9127756776134884605?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/9127756776134884605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=9127756776134884605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/9127756776134884605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/9127756776134884605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/05/texto-publicado-ao-longo-de-4-numeros.html' title='Texto publicado ao longo de 4 números do Jornal &quot;O Riachense&quot;'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-9050713412807034560</id><published>2009-02-22T17:42:00.000Z</published><updated>2009-02-22T17:43:36.506Z</updated><title type='text'>Porto Livre…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Justiça está, de novo, sob fogo cruzado. Em Portugal, verdadeiro ninho do vilipêndio e da malfeitoria, a impunidade reinante chega a ser chocante para o mais incauto e não familiarizado com as práticas vigentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na verdade, ouvimos recorrentemente dos responsáveis (?) pelos destinos do país sábios conselhos e não menos apropriadas reflexões quanto à necessidade de libertarmos Portugal e com particular destaque a nossa estranha forma de ser do estigma do miserabilismo e da pequenez, durante décadas (quiçá ainda hoje) cultivados pelo regime. E, na verdade há alguma razão nessas palavras. Afinal, em Portugal ninguém é punido por errar, por mais grosseiras ou irresponsáveis que sejam as asneiras, nem tão pouco actuações comprovadamente dolosas são devidamente castigadas. Assim sendo, e olhando para o exemplo das classes dirigentes, não deveriam subsistir fundamentos para tão inusitado sentir, não fosse o facto de tal clima de irresponsabilidade e criminosa inimputabilidade perante a justiça vincular directamente a jusante os restantes portugueses que são chamados a cobrir todos os devaneios e a sustentar a tacharia de uma mui restrita elite. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A sucessão de mega-mediáticos processos na justiça é directa, porém negativamente correlata, aos resultados obtidos. Nos últimos anos: Casa Pia, Parque de Monsanto (em matéria de abusos sexuais de menores/pedofilia), BCP, BPN, BPP, Operação Furacão (envolvendo a banca), Freeport (e outros compreendendo o actual Primeiro Ministro – Licenciatura/Univ. Independente, os projectos, o aterro), Bragaparques, Portucale (ilustrativos de corrupção), Felgueiras, Marco de Canaveses, Gondomar e Apito Dourado (invadindo a esfera da Santíssima Trindade de futebol, autarquias e construção civil), não esquecendo obviamente o “acidente” de Camarate. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As constantes alegadas fugas de informação relativas a matérias em segredo de justiça, as quais permitem a presidentes de câmara, presidentes e ex-presidentes de clubes de futebol, por exemplo, realizar oportunas viagens ao estrangeiro quando tal lhes é oportuno, de tantas e de tão ampla dimensão se apresentam que, se aproveitado o seu potencial eólico, certamente resolveriam em definitivo os problemas energéticos do país, e constituem apenas mais um dos tristes indícios do estado putrefacto do nosso sistema judicial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, Portugal e os portugueses têm razões de sobra para se orgulharem das suas instituições, especialmente no respeitante à Justiça, de quem se diz habitualmente dever ser cega, ainda que, aqui no rectângula, seja igualmente, surda, muda, tetraplégica, em suma, um vegetal, artificialmente mantido vivo. Num momento em que, por força dos acontecimentos em Itália (refiro-me ao caso Eluana) a discussão em torno da eutanásia voltou à agenda mediática, proponho que também em Portugal se debata a questão e, se proceda à morte assistida da Justiça, atendendo à sua condição clínica comprovadamente irreversível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-9050713412807034560?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/9050713412807034560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=9050713412807034560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/9050713412807034560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/9050713412807034560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2009/02/porto-livre.html' title='Porto Livre…'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3639316599004636575</id><published>2008-10-28T13:36:00.005Z</published><updated>2008-10-28T15:15:26.234Z</updated><title type='text'>Tributo aos “Manéis”</title><content type='html'>2008 tem sido um ano especialmente triste para a “família” do Fatias de Cá. Em escassos meses vimos partir o Manuel Carvalheiro, o Manuel Martins e há escassos dias foi o Manuel João quem se lhes juntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As amizades têm destas coisas, surgem quando e onde menos esperamos e quando cessam por razões que a nossa finita e primitiva ciência está longe de compreender, quanto mais dominar, deixam-nos um profundo vazio, tal como se, quando partem, com eles levassem um pedaço de nós. A eles, cedo esse pedacinho não de boa vontade, antes sim, com a sincera e profunda gratidão de quem com eles muito mais ganhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sinto, não posso sentir, a perda destes amigos, quando afinal foi tanto aquilo que me ofereceram. Sentirei, isso sim, a falta dos sábios comentários de amigos muito vividos, os ensinamentos das coisas da vida, as tropelias do vespertinas domingueiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdurarão, e essa será a sua imperecível memória, episódios que jamais deixaremos de recordar com alegria: o Manuel (Martins) abraçado a mim a chorar quando em 2005 o Benfica foi campeão de futebol (“Pensava que já não os voltava a ver campeões!” – Voltaste Manel! E este ano sê-lo-ão de novo, para ti!); ou a história pouco conhecida do seu comentário de espanto a propósito do prato principal na “Festa de Babette”, aqui irreproduzível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que dizer do Manuel João Valério (o Necas, ou Conde de Vale Raposo) e de como conseguiu, quando mais ninguém foi capaz, de suster o riso, quando o “louco” do Sebastião veio anunciar a quarta trombeta …em Castelhano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes gargalhadas demos à conta dos Manéis, da sua vasta erudição popular, dos canecos que viravam impiedosamente, sem que se discernisse o mínimo sinal de alteração de estado, das considerações políticas, teológicas, sociais, filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueço e não esquecerei a definição de arrastão…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer discurso acerca destes três personagens, por mais extenso que fosse, jamais lhes faria justiça. Estaria inevitavelmente viciado e ferido de redução, de tão grandes Homens eles foram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordemo-los como tal. Na sua grandeza e não nas singelas e paupérrimas palavras que lhes dedico. Para que jamais se apaguem da nossa memória…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminemos pois, não sem antes lhes desejarmos, boa viagem, onde quer que o Destino os conduza...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3639316599004636575?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3639316599004636575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3639316599004636575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3639316599004636575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3639316599004636575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/10/tributo-aos-manis.html' title='Tributo aos “Manéis”'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3494323438874412554</id><published>2008-10-06T13:13:00.003+01:00</published><updated>2008-10-06T13:49:21.783+01:00</updated><title type='text'>Vários</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz algum tempo, demasiado, diga-se em abono da verdade, que aqui não escrevo nada. Tal, ao contrário do que se possa pensar, ou que alguns poderão afirmar num âmbito geográfico mais restrito, não decorre de me ter acobardado com as perseguições de que fui alvo, ou por ter desistido de lutar contra o que considero ser a gangrena que, de forma transversal, vai progressivamente, num movimento perpétuo, corroendo toda a moralidade, independentemente de o contexto ser o local, o nacional, ou mesmo o internacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não me demitirei das minhas lutas, nem abandonarei os princípios que sempre me nortearam, porque, antes do mais, se impõe uma limpeza da imundice que vem infestando a sociedade portuguesa. Cá estou, como sempre, de vassoura em riste para ajudar a varrer a porcaria…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não obstante a actualidade/oportunidade mediática de alguns dos assuntos que irei abordar ter já passado, a verdade é que, mesmo assim, se impõe uma reflexão. Começo pelo âmbito local.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I – O Efeito Axe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estranhamente, ou talvez não, voltou a atmosfera a ser respirável em Riachos. Estranhamente, ou talvez não, deixaram de se fazer notar certos (alegados) nauseabundos odores, entretanto substituídos por essências e fragrâncias vinícolas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não querendo comemorar antes do tempo a verdade é que um conjunto de indícios parecem demonstrar que as múltiplas queixas, denúncias, exposições, etc.. por mim (e não só) apresentadas em inúmeras instituições estão a surtir efeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os terríveis cheiros que infestavam Riachos, o típico odor a latrina (como alguém chegou a referir), poderá, assim o espero, pertencer ao passado. Ficou-me cara a brincadeira, mas a verdade é que, se hoje se pode inspirar em Riachos sem se ser prontamente agredido no olfacto e na garganta, o povo de Riachos deve-o à minha (não só, mas principalmente) luta contra os establishments industrial e político. Note-se que se me arrogo no direito de reclamar para mim os méritos da diminuição dos focos poluidores, especialmente os atmosféricos, não o faço com o intuito de reclamar alguma recompensa, ou algum crédito junto da população. A verdade é que voltar a poder respirar numa atmosfera livre de odores e partículas nocivas é para mim recompensa bastante e o único objectivo pelo qual, com um não negligenciável prejuízo – porque não disponho dos milhões em recursos e influência de outros -, me bati desde a primeira hora, socorrendo-me, apesar da dureza das batalhas e da determinação e poderio dos múltiplos oponentes, do mais importante de todos os expedientes – a Lei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acresce explicar que, também ao contrário do discurso que os diligentes cães de guarda desses mesmos establishments têm feito passar, não tive de pedir desculpas a ninguém, não fui condenado a pagar o que quer que fosse, não fiquei com o cadastro sujo (ao contrário da Vala das Cordas), e contrariamente ao que se pretendia, nem tampouco colaborei no pagamento de quaisquer custas judiciais. Deve o esclarecimento ser feito, como reposição da verdade e aclaramento da propaganda emitida. E, a verdade, para quem souber ler português é essa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O essencial do teor do acordo alcançado em sede de tribunal (e não de julgamento, como erradamente se fez passar) incidiu no meu reconhecimento, por ser tal verdadeiro, que a “crítica aqui e ali acrimoniosa” presente no texto inicial poder, se mal interpretada, (ónus que impende sobre o leitor e não sobre o autor), susceptibilizar os visados pela mesma crítica, razão pela qual, verificando-se tal premissa, apresento aos visados as minhas desculpas. Em suma, e porque não posso legitimamente esperar que todos os leitores da publicidade paga saída nos jornais “O Almonda” e “O Riachense” possuam o discernimento e/ou instrução necessários para interpretar correctamente o sentido do texto publicado, o que o teor do acordo diz é: a crítica e as acusações por mim feitas podem, se o leitor as interpretar dessa forma, susceptibilizar os visados. Embora não fosse essa a minha intenção, reconheço que isso pode acontecer, porque nem todos os possíveis leitores são conhecedores do contexto (e nem todos o lêem de boa fé). Assim, se for esse o caso, isto é, de o leitor interpretar aquela minha reflexão como um ataque aos visados, não tendo sido essa a minha intenção, obviamente que terei de apresentar as necessárias desculpas. Tão simples quanto isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, aos menos distraídos, e aos que forem capazes de pensar por si, deixo a seguinte pista, para que possam reflectir se tal se vos afigurar pertinente: Acaso o texto reproduzido nos mencionados jornais (isto é, o teor do acordo alcançado em Tribunal) contém alguma referência contestando a veracidade do meu texto inicial? Acaso foi produzido algum desmentido das acusações que então formulei? Pois é…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se hoje podemos de novo respirar em Riachos, tal deve-se essencialmente às inúmeras diligências que desencadeei (na imprensa, regional e nacional, na Assembleia da República, nas associações ambientalistas, no Ministério Público, na Polícia Judiciária, no SEPNA, nas instâncias europeias, junto da Presidência da República, no Ministério do Ambiente, na Inspecção-Geral do Ambiente, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, às mais de 1200 páginas de documentos administrativos que pedi – inclusive à Câmara Municipal de Torres Novas, entidade que apenas mos facultou após “convite” da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, e que remeti à Procuradoria-Geral da República para que fossem investigadas inúmeras situações que carecem de investigação, etc.) e aos processos judiciais entretanto abertos no decurso dessas minhas exposições/queixas. Naturalmente que tais expedientes tiveram o seu custo: nas centenas de horas perdidas, na recolha, colecção, organização e análise do material coligido, porque não tenho à minha disposição gabinetes de propaganda e de consultadoria jurídica em quem delegar tais tarefas, nos contactos, telefónicos, postais – as dezenas de registos e AR’s ascenderam a uma verba importante – electrónicos, na cópia de documentos, etc.. Não obstante o atrás exposto, porque acredito ser justa a luta travada, os custos são de pequena monta quando comparados com os objectivos atingidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Valeu, por isso, o esforço, pelo resultado conseguido, contra o desejo de muitos…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para que esta dinâmica se não perca, convido aliás, todos os riachenses interessados no seu bem-estar e num ambiente de qualidade a exigirem à Câmara Municipal de Torres Novas que lhes forneça toda a documentação administrativa existente na CMTN relativa à ETAR de Riachos. A Lei de Acesso aos Documentos Administrativos confere-nos esse direito. No caso de resposta negativa uma queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos deverá ajudar a desbloquear a situação. E continuem, exigindo a despoluição da Vala das Cordas, do Rio Almonda e da Reserva do Paul do Boquilobo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resta por último apelar a todos os riachenses para que nunca mais deixem que organismos públicos e/ou corporações privadas se apoderem de um dos nossos direitos mais fundamentais: aquele que contempla o direito a um ambiente saudável e de qualidade. Por mim, declaro-me de consciência tranquila. Fiz o que me permitiram os meus limitados recursos e, não posso estar mais satisfeito com os resultados. Assim, outros fizessem o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando em 2009 forem colocar o vosso voto na urna para elegerem os representantes locais, não esqueçam de inspirar uma boa golfada de ar, finalmente, menos poluído.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;II – “De manhã é bom é na caminha!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca como antes as palavras proferidas por um desportista desencadearam tão acesas discussões e reacções quanto as do atleta do Sporting, Marco Fortes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De todo o lado os arautos do costume esgrimiam argumentos quanto à falta de profissionalismo dos nossos desportistas, à ausência de cultura vencedora, à inexistência de disciplina e exigência, rigor e constante superação, ao desrespeito que era para os portugueses que tanto tinham investido na presença em Pequim, as prestações e os desempenhos medíocres dos seus representantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, no meio de toda esta tempestade as palavras, menos felizes, deve reconhecer-se, de alguns dos nossos atletas em Pequim. Terão razão os responsáveis portugueses e o povo para tão vis ataques? Em minha opinião, não!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro: a cultura portuguesa encerra em si uma das mais interessantes idiossincrasias que por certo definirão um povo: a velocidade com que se criam expectativas irrealistas e com que, ao primeiro revés, se passa da euforia desmedida à disforia irracional, culpando amiudemente os outros. A culpa, quando existe, é sempre dos outros, os nossos são sempre os melhores até perderem, porque, depois de perderem, são sempre uma nódoa, indignos da representação do país, uma vergonha para a nação, etc.. Este espírito conduz a um outro aspecto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo: para os portugueses, o papel reservado aos outros é o de serem os observadores participantes da supremacia lusa. Aos outros cabe engrandecer as nossas vitórias e conquistas. Os outros nunca estão em competição connosco, porque, à partida somos os melhores. Os outros não estão lá a trabalhar para os mesmos objectivos. Por isso é uma chatice quando nos complicam e estragam uma vitória que tínhamos certa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terceiro: outra das características do sentir luso é o facto de nunca se ter em conta a dimensão do país, a dimensão da população, a dimensão do PIB, a dimensão do território. O português (re)vive um torpe e suicida sebastianismo do glorioso e magnífico seiscentismo, esquecendo que a água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte. Em suma, o português é incapaz de perceber a mera impossibilidade probabilística de um país subdesenvolvido, social, cultural e economicamente, de apenas 10 milhões de habitantes, gerar uma elite de atletas capazes de lutar pelo título em todos os desportos: futebol, hóquei, andebol, atletismo, vela, judo, tiro, etc.… Há que explicar aos portugueses, que somos um país pequeno, que podemos ter um grande especialista em todos os desportos, mas que não só os outros também trabalham para o mesmo objectivo, como de igual modo, todos têm direito a dias menos bons, todos têm direito a errar. A diferença é que os erros e os dias maus dos nossos atletas são escalpelizados de forma mais intensa do que idênticas situações de um português comum. Nos oitavos de final de uma prova qualquer dos Jogos Olímpicos reparei que existiam 4 americanas, 4 jamaicanas, e por aí diante… Todas favoritas. Umas, mais que outras, mas todas favoritas. Se uma errar, existe outra. Se uma tiver um dia mau, existe outra. Porém, a Naide Gomes é apenas uma, o Marco Fortes é apenas um, o Francis Obikwelu é apenas um, o Gustavo Lima é apenas um, a Telma Monteiro é apenas uma. O Cristiano Ronaldo não joga por onze e a Vanessa Fernandes teve um bom ano. Mas, e espero que não, também os terá maus…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quarto: por falar na Vanessa, esteve mal, quando criticou os colegas de falta de empenho ou de mentalidade vencedora e/ou espírito de sacrifício. Mesmo que fossem correctos os seus reparos não lhe cabia a si pronunciar-se a esse respeito. Existirá, por certo, quem tenha essas atribuições. Mais uma característica portuguesa: a de metermos a foice, em seara alheia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quinto: Esteve bem, por seu lado Francis Obikwelu, quando pediu desculpas aos portugueses pela sua prestação menos conseguida. Teve um dia/competição menos boa. Porém o investimento em si efectuado terá garantidamente sido integralmente recuperado e o saldo será seguramente positivo. Obrigado por tudo o que nos deste. Os únicos devedores somos nós portugueses, para com o Francis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sexto: Quando os apoios aos atletas são aquelas que alguma imprensa (que não se coibiu de furar o pacto de silêncio existente) fez eco, bolsas miseráveis e incompatíveis com o estatuto de alta competição que obrigam estes desportistas a desdobrarem-se em inúmeras actividades profissionais de modo a sobreviverem para poderem representar um país movido por um misto de recalcada e ressabiada inveja e por uma atroz ingratidão, então os atletas estão errados. No seu lugar, e ante as condições oferecidas, com a devida vénia, declinaria o convite para representar o país. O orgulho na representação do país não é alimento de substância e o coro de críticas dos abutres costumeiros não é de forma alguma compensado pela esmola que alguns eufemísticamente qualificam de bolsa…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sétimo: Se os comentários e as desculpas foram inapropriadas tal é apenas reflexo de uma cultura de mediocridade, de uma escola que não forma, antes deforma, de um sistema que deveria educar os nossos atletas para a necessidade e inevitabilidade de falarem em público, perante as câmaras ou uma plateia. As frases foram infelizes? Foram-no, com toda a certeza! E, quando idênticas gaffes são cometidas por políticos experientes que fazem da oratória profissão, como é? Sem me esforçar muito, lembro-me assim de repente de uma dúzia de gaffes graves apenas nesta legislatura…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, já que ninguém lhes fez a devida honra, daqui envio um sentido agradecimento a todos os atletas que imbuídos de um patriótico altruísmo representaram a pátria em Pequim. Não esqueço, como é natural os atletas participantes nos paralímpicos, ainda que os seus feitos sejam de somenos importância. Se tomarmos em linha de conta as incomensuráveis barreiras com que as pessoas portadoras de deficiência se deparam em Portugal, qualquer deficiente é um potencial campeão paralímpico. Afinal, em todos os lugares e a todo o tempo a sua destreza, a sua determinação e o seu espírito de sacrifício são colocados à prova. Com ou sem bolsas, estes, todos os dias têm condições ímpares para treinar. Daí o slogan escolhido com tanta propriedade: “É nisto que somos bons!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E somos mesmo!...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;III - A crise&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começo, antes de tecer quaisquer outras considerações, por registar a impertinente teimosia da senhora. Afinal, ainda há bem pouco tempo um dos nossos bem-amados, perspicazes e instruídos governantes, (daqueles como só os Estados Unidos da América conseguem produzir, um verdadeiro entertainer de massas), qual gigante da stand-up comedy, anunciara aos quatro ventos, com ar sério e grave, o fim da crise. Ia jurar não terem passado ainda seis meses sobre tão sábias e prudentes palavras. Eis que esta semana, o mesmo protagonista veio decretar, com idêntica sabedoria, o fim dos tempos de prosperidade. Uma prosperidade tão etérea e veloz que os radares da Brigada de Trânsito foram incapazes de registar a velocidade a que passou pelo nosso território, razão pela qual, a prevaricadora não será autuada pela infracção correspondente. Testemunhas asseguram que terá passado a pelo menos Mach III…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num registo mais sério, e deixando de parte as gaffes do nosso bem-amado Ministro da economia (que persiste em competir com o das obras públicas pelo título de gaffeiro-Mor – ainda que lhes inveje a ambos a capacidade de dizerem estas coisas sem se rirem), o terramoto financeiro que varreu os mercados financeiros globais, com epicentro nos Estados Unidos e de modo muito particular no subprime, vieram demonstrar algumas realidades curiosas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, ao contrário do que os partidários da visão liberal pretendem, a economia não pode ser assente, como o foi nas últimas décadas – especialmente no Pós-Segunda Guerra Mundial, com particular ênfase no período que mediou o epílogo da Guerra Fria e o rebentamento da bolha das dot.com – ou seja, toda a década de 90 – primeiro, e do subprime posteriormente), numa lógica de privatização dos lucros e nacionalização das perdas, sistema sobre o qual está, ao contrário do que sustentam o dr. Gonçalves (cujas reflexões domingueiras leio com igual devoção e fervor tal como se tratasse do sermão paroquial) de tantos outros iluminados arautos do neoliberalismo, alavancado o modelo económico que ora faliu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É óbvio que as empresas têm de ter lucros. É óbvio que os que têm a capacidade de investir e aqueles que são suficientemente expeditos e/ou corajosos para arriscarem na ciência do ocultismo que tantas vezes traveste a economia têm de ver o seu arrojo/audácia recompensados.&lt;br /&gt;Porém, como a falência estrondosa e total do capitalismo, depois de uma outra igualmente célebre nos idos de 1989/1991, demonstra, o mercado não pode ser fundado apenas na auto-regulação e na crença da sacrossanta capacidade e honestidade dos agentes envolvidos. Não deixa aliás de ser curiosa a hipocrisia ontológica do espírito liberal: politicamente conservadores, ainda que anacrónica e paradoxalmente economicamente anárquicos. Anárquicos, sim, pois que outro conceito se pode aplicar a uma doutrina que dispensa regras, supervisões, regulações, enfim, ingerências externas e que arroga para si o direito à auto-gestão, com os efeitos agora conhecidos, guardando para si os lucros, sempre que os há, e convocando o Estado, o mesmo Estado cujo papel regulador recusara terminantemente, a assumir as perdas e a salvar o dia, ante a ameaça (leia-se, chantagem) de colapso de todo o sistema financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Independentemente das consequências, os Estados não deveriam intervir injectando liquidez nos mercados. Deveriam isso sim, como o foram o bom exemplo de alguns países europeus, nacionalizar as empresas falidas, convocando os responsáveis, administradores e accionistas, para que assumam os erros cometidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O contribuinte, mais o americano que o europeu, é duplamente punido: penalizado porque os juros que lhe são cobrados servem para recompensar, ainda que excessivamente, o sistema capitalista e para gerarem valor aos investidores; molestado uma segunda vez, porque, falindo o sistema que alimentou todo um conjunto de capitalistas de estirpe moral duvidosa, terá que cobrir as perdas através dos impostos que o Estado tão diligentemente arrecadou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia em que incumprir com os compromissos bancários assumidos, o banco punir-me-á, executando as hipotecas que “livremente” lhes cedi. Parece-me pois, lógico e de elementar justiça que, também os accionistas e administradores, sejam igualmente executados na exacta proporcionalidade e dimensão das suas responsabilidades. É, afinal, o mercado a funcionar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A verdade, a verdadeira verdade, e aquela que ainda não nos contaram, (e que jamais nos contarão) e também por isso a urgência dos políticos em todos os países em rapidamente encontrar uma solução para resolver o assunto e passar à próxima crise é que as culpas não exclusivamente dos gananciosos capitalistas, dos tais agiotas a quem as forças daquela esquerda mais ortodoxa e marginal, prontamente apontaram o dedo. Os políticos, são igualmente responsáveis pelo actual estado de coisas: seja pela frouxa regulação, seja pela crescente desregulação, seja pela inexistência de mecanismos de controlo, seja pelo esconder da realidade aos cidadãos, seja inclusive pela criação de entidades reguladoras e fiscalizadoras legal e/ou organicamente incapazes e incompetentes no efectivo desempenho das funções atribuídas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao contrário das balelas que os pretensos experts das ciências alegadamente exactas nos vendem (Teoria do Caos e as teses aristotélicas podem revelar-se excepcionalmente úteis na compreensão dos efeitos decorrentes deste contexto globalizado) a verdade é que a génese da crise é bem anterior ao rebentamento da bolha do subprime de 2007. Em bom rigor, a crise tem o seu início com as sucessivas deslocalizações de capitais, meios produtivos e grosso da produção para as economias emergentes da Ásia. Produzir mais, potenciando as economias de escala, produzindo a apenas uma fracção do custo de anteriormente, mesmo que vendendo a metade do preço, parecia ser o santo graal da gestão pós-moderna. As vendas e por conseguinte os lucros subiriam exponencialmente, num milagre sem fim. Em poucos anos a globalização do consumismo e, por directa consequência a multiplicação dos lucros e dos prémios de gestão e produtividade para os gestores, administradores e accionistas, prometia o triunfo final do capitalismo sobre todas as outras formas de organização económica. De desregulação em desregulação todos viveriam melhor (um punhado muito melhor que a esmagadora maioria de outros – mas o espírito inerente é justamente esse), competindo avidamente por lucros e lucros cada vez mais fabulosos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, algo falhou na sacrossanta fórmula liberal. Os especialistas da doutrina capitalista, pouco versados nas análises macro cósmicas, sempre enfadonhas e aborrecidas, porque incompreensíveis e indecifráveis aos seus cérebros programados para lidar num lógica reducionista com realidades concretas, quantificáveis e ordenáveis, incapazes de uma compreensão que ultrapassasse o concreto, o imediato e o micro cosmos circundante, falharam redondamente ao não intuírem a possibilidade destas acções poderem desencadear nos públicos consumidores reacções que não aquelas por si (pré-)determinadas. A tal black-box, fundada nos mecanismos de imprevisibilidade humana, ainda um reduto amplamente imperscrutável que teimosamente insiste em escapar à compreensão e controlo mesmo aos milionários gurus do marketing e da gestão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, transferindo-se as linhas de produção e os capitais para as economias emergentes da Ásia, os génios, esqueceram-se que estavam também a transferir boa parte do potencial de consumo sem que, todavia, existisse por lá quem tivesse meios e/ou hábitos de consumo. As sociedades orientais, ainda que consumistas em potência, não dispõem de uma reserva de capital que lhes permita de um momento para o outro construir uma sociedade de consumo suficientemente ampla e disponível para absorver a oferta existente. Outro erro de avaliação prende-se com o facto de as culturas milenares orientais, mesmo já corrompidas pelo american-dream produzido pela indústria de Hollywood, serem ideologicamente menos permeáveis que as congéneres europeias aos apelos consumeiristas, donde se conclui que, os efeitos que agora sentimos nos mercados financeiros, são o resultado previsível e lógico de uma política económica cega, para os quais, eu próprio há muito, aqui, alertei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se no Ocidente o consumo dos cidadãos, principal motor da economia (a par com o investimento privado, mas essencialmente com o público), decresceu, por força da diminuição do rendimento disponível das famílias, por força da instabilidade dos rendimentos e da crescente precariedade dos vínculos laborais, por força da diminuição do optimismo das expectativas de longo prazo, e se essa quebra não foi compensada com, a Oriente, um crescimento, pelo menos idêntico ao capital consumista perdido no Ocidente, obviamente, aplicando a célebre teoria da manta curta, se se tapou no Oriente, destapou-se no Ocidente. A crise, não é pois, ao contrário do que pregam os capitalistas e os políticos, conjuntural. Ela é e será estrutural, uma mudança de paradigma económico centrada em questões geográficas, e corresponderá a um progressivo empobrecimento do mundo ocidental em favor das economias emergentes da Ásia. Os capitalistas, completamente desenraizados cultural, geográfica e afectivamente, imunes a qualquer tipo de vínculos identitários e/ou comunais, deslocalizar-se-ão para o continente asiático. É lá que escolheram investir o seu capital e é para lá que se vão mudar a menos que algum movimento inesperado possa interromper e inverter esse trajecto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em suma, e neste aspecto, a verdade nua e crua resume-se a: no actual quadro estrutural e macro-económico, um dos blocos sairá perdedor. Um deles seguramente perderá a corrida evolucionista! O ocidental ou o oriental, um deles terá de implodir, para que o outro possa prevalecer e prosperar. O fiel da balança, pende, presentemente, para Oriente…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma outra ideia a reter desta crise é o grau de fiabilidade e de consenso presente nas previsões dos especialistas em economia. Aparentemente a probabilidade de acertarem é correlatamente idêntica às dos astrólogos e meteorologistas (talvez seja maior no caso destes últimos que no dos primeiros).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das mais conceituadas agências de rating, já este ano classificara com AAA (a graduação máxima) a dívida da entretanto falida seguradora AIG. As previsões Merryl Lynch ou do Goldman Sachs, também ambos apresentando uma débil saúde financeira, e de tantos outras instituições análogas, funcionavam quase como sentença nos mercados de capitais e, de um momento para o outro, estes bancos foram absorvidos por outros a fim de evitar a falência, ou viram-se na necessidade de correr a pedir a ajuda do Estado, cujas paternalistas ingerências dispensavam bem até há bem pouco tempo atrás. Perante este e muitos outros exemplos que aqui poderiam ser citados, a questão impõe-se: Quem investiu de autoridade estes pretensos gurus da economia, gestão e finança, afinal torpes charlatães incapazes de gerir as suas próprias “casas”? Quem avaliza os bitaites que estes pseudo-especialistas não se cansam de a toda a hora aspergir, sob a capa de sábias recomendações, em todas as direcções?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, temos uma crise, que os Estados Unidos, principais responsáveis, embora não únicos, criaram, se propõem resolver com a injecção de 700 mil milhões de dólares no sistema. A primeira dúvida surge em torno do número: porquê 700 e não 70 ou 7, ou 7000 ou 70000 mil milhões. Se é desconhecida a real dimensão do buraco, porque razão surge este número? E sendo o Estado americano aquele que é gerido de uma forma mais próxima como uma empresa, como explicar aos contribuintes (os accionistas da coisa) que a maior empresa do mundo vai adquirir um punhado de activos que, muito provavelmente, irão gerar um sério prejuízo, quiçá maior mesmo que o atol iraquiano?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A certeza porém que decorre das turbulências dos últimos meses, e que não cessarão num futuro próximo, é a de que o Homem estuda pouco a História e teima em não aprender com os erros do passado. A ver vamos se esta crise tem o condão de, de ora em diante, impor um modelo mais equilibrado, justo e prudente na movimentação e distribuição dos capitais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não estou muito confiante, mas….&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;IV – ERC vs MRS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Magistral é o único comentário que se pode fazer ao epílogo da análise de Marcelo Rebelo de Sousa no programa “As Escolhas de Marcelo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso-me um admirador da capacidade comunicativa e de síntese do comentador, não obstante discordar dos seus juízos/leituras na maioria das ocasiões e, não apreciar por aí além o ex-político. Reconheço-lhe, todavia, uma inteligência e cultura ímpares e uma clareza de raciocínio e recursos comunicacionais pouco comuns no nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo gira em torno de um parecer da Entidade Reguladora da Comunicação Social que qualifica o programa e o interveniente no âmbito do comentário político o que, por conseguinte, e aplicando-se o sistema de quotas, implica que o comentário passe a ter uma duração idêntica às “Notas Soltas” de António Vitorino. Naturalmente que, para os cavalheiros da ERC (de quem aguardo ainda a comunicação dos resultados finais dos concursos de contratação de pessoal a que concorri há mais de dois anos sem ter obtido a devida resposta – quiçá o meu perfil era e é incompatível com o perfil pretendido para um Agente da ERC) o facto de um ser político no activo e o outro não, nada conta para efeitos de cálculo das tais quotas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ser verdade a componente factual apresentada no texto de opinião assinado por Eduardo Cintra Torres e ontem saído no “Público” é grave, muito mesmo, a situação e terei de subscrever por inteiro a sua perspectiva. Não será pois, de estranhar, que Cintra Torres seja novamente incomodado pelos diligentes cães de guarda do establishment.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Registo ainda assim e em jeito de súmula, a inqualificável actuação da ERC, o artigo de Cintra Torres e o magistral comentário de Marcelo. Goste-se ou não, ensaiado ou não, Marcelo foi lapidar…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3494323438874412554?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3494323438874412554/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3494323438874412554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3494323438874412554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3494323438874412554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/10/faz-algum-tempo-demasiado-diga-se-em.html' title='Vários'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5594818346874753632</id><published>2008-05-19T11:31:00.004+01:00</published><updated>2008-12-13T01:38:26.356Z</updated><title type='text'>É Simples, Basta Fazer as Contas...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;À consideração, não superior, mas de quem puder, ou quiser responder:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Depois de 15 aumentos no preço dos combustíveis em apenas 5 meses, há que reflectir em alguns dados, leia-se, factos:&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;1 – Em 2000 o petróleo, então em alta, era negociado num intervalo que oscilava entre os 6&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;0 e 65 dólares por barril;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;2 – A proporção cambial era então favorável ao dólar. Com um euro era possível comprar 0,8 dólares;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;3 – Logo o barril de petróleo custava então, preço expresso em euros, aproximadamente 75 euros;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;4 – O gasóleo rodoviário em Portugal custava então 110$00 por litro e foi aumentado em Abril desse ano para 125$00 pelo governo do ex-futuro-e-em-fuga-do-atoleiro-Primeiro-Ministro António Guterres. Lembro-me desse aumento ter ocorrido em finais de Março, porque o último abastecimento que fiz num carro que destruí num despiste no dia 8 de Abril, foi já pago ao preço novo, em euros, 0,625€;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;5 – Em Maio de 2008 o petróleo ultrapassou em Londres (mercado que serve de referência às importações portuguesas) os 125 dólares por barril;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;6 – O câmbio entre o dólar e o euro é hoje de aproximada&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;mente, 1,60€, isto é, com um euro é possível comprar 1,6 dólares;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;7 – Logo o barril de petróleo custa hoje, preço expresso em euros, aproximadamente, 78 euros;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;8 – O gasóleo rodoviário custa hoje em Portugal mais de 1,4€, ou seja, 280$00;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;9 – Constata-se que:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-left:53.25pt;mso-add-space: auto;text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;a)&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Entre 2000 e 2008, o crude subiu para os compradores que usam o euro como referência, caso da União Europeia, 3€, o que representa uma variação percentual próxima dos 24%;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left:53.25pt;mso-add-space: auto;text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;b)&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Em igual período o gasóleo subiu em Portugal, aproximadamente, 0,80€, o que representa uma variação percentual na ordem dos 124%;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;10 – Terão os custos de produção subido tão assustadoramente quanto os preços ao consumidor final? Não, na verdade, os mesmos encontram-se, dependendo das condições, e da área de extracção (se é em terra ou no mar, por exemplo), estáveis desde há muito, podendo variar entre os 2 dólares por barril e os 5/6, aos quais acrescem o transporte que representará, segundo as contas reveladas em 2004 por Rui Villar, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, ao program&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;a da RTP2 “Diga Lá Excelência”, valores idênticos aos envolvidos nos custos de extracção;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;11 – Terá a carga fiscal subido assim tanto? É certo que sim. Tanto o ISP quanto o IVA sofreram alterações (no primeiro caso o governo de António Guterres foi mantendo os preços inalterados à conta da “comissão” do Estado, tendo depois existido necessidade de re-actualizar os valores; quanto ao segundo, por duas vezes foi aumentado desde 2000 – primeiro de 17% para 19% e depois para 21%);&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;12 – A carga fiscal rondava em 2000 os 20%, hoje representa &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;cerca de 30%. Assim se há 8 anos os impostos representavam um total de 0,125€, esse valor poderá hoje ultrapassar os 0,42€, um aumento de 0,3€;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;13 – Assim temos que entre 2000 e 2008: o crude subiu cerca de 0,15€ (cerca de 24%) e os impostos cerca de 0,3€ (ou seja 10%), isto é, um total de 0,45€. Porém o gasóleo subiu no mesmo período 0,80€! Existe um diferencial de 0,35€ em litro entre os dois períodos que carece de explicação lógica e de justificação;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;14 – Neste contexto o que temos que obrigatoriamente de questionar é quem são os especuladores responsáveis por esta situação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;Pensem nisso...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/SDFXt6kcsUI/AAAAAAAAACM/QwwloTNN19A/s200/usd-eur.jpg" /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/SDFXt6kcsTI/AAAAAAAAACE/IrUmA52ZUc4/s200/petroleo1994-2007.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5594818346874753632?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5594818346874753632/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5594818346874753632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5594818346874753632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5594818346874753632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/05/simples-basta-fazer-as-contas.html' title='É Simples, Basta Fazer as Contas...'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/SDFXt6kcsUI/AAAAAAAAACM/QwwloTNN19A/s72-c/usd-eur.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5560325042932044248</id><published>2008-04-29T14:38:00.000+01:00</published><updated>2008-04-29T14:39:52.203+01:00</updated><title type='text'>Brincalhões</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Ao abrir o portal Portugalmail.pt deparei-me com dois títulos que me prenderam a atenção: “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Preços dos alimentos sobem 38,6%&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;” e “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Portugal passará a ser sétimo país mais pobre da EU&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;”. Boas notícias, portanto…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Há 22 anos que entrámos formalmente na União Europeia (então CEE), embora desde final da década de 70 beneficiemos de um generoso pacote de incentivos, fundos e apoios comunitários, que apenas um clima macroeconómico de grande expansão permitia suportar.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;De então para cá, os progressos foram notáveis: temos milhares de quilómetros de auto-estradas que apenas uma pequena minoria utiliza, dispomos de dez estádios de futebol novos (alguns literalmente abandonados e outros em vias disso), construíram-se várias zonas nobres para ricos (género a Expo, mas não só), e a nossa classe política está entre as mais prósperas e abonadas da Europa a 27! Prodigioso, como em tão pouco tempo se fez tanto pelo país…&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Em contrapartida, continuamos na cauda da Europa em rendimento e produtividade per capita, em resultados e retorno dos “avultados” investimentos realizados nos sistemas de ensino, saúde, justiça e protecção social, afinal os 4 eixos essenciais do Estado moderno, qualquer deles acometido por uma inextirpavel e transversal gangrena.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Por entre a corrupção, o caciquismo, o clientelismo, o nepotismo, o amiguismo e tantos outros “ismos” (do crónico cinzentismo ao não menos paralisante pessimismo) tudo concorre para um crescente asfixiar do futuro do país, desde há anos condenado a um progressivo empobrecimento generalizado que condenará a breve trecho as gerações vindouras ao miserável servilismo das elites económicas lusas mas, essencialmente, estrangeiras.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Com os alimentos (bens de primeira necessidade) a subirem quase 40%, os combustíveis a subirem a idêntico ritmo, os juros galopantes nos créditos, em suma, o nó a apertar-se para lá do suportável em torno do pescoço dos cidadãos (não apenas os portugueses, embora principalmente destes, porquanto são, estruturalmente, os mais vulneráveis, desprotegidos e impreparados para enfrentarem as conjunturas adversas internacionais), e a recusa do governo em assumir a crise e o falhanço do executivo no encontrar de respostas para a mesma, os títulos atrás referidos são mesmo óptimas notícias…&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;E, depois disto ainda me vêm dizer que a inflação é de 2,x%...&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Brincalhões….&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5560325042932044248?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5560325042932044248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5560325042932044248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5560325042932044248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5560325042932044248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/04/brincalhes.html' title='Brincalhões'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7639263212178508652</id><published>2008-03-23T03:01:00.002Z</published><updated>2008-03-23T13:03:52.032Z</updated><title type='text'>Guia de Marcha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Faz muito tempo que não tirava alguns momentos para me dedicar às necessárias e indispensáveis reflexões e incursões analíticas que tanto prazer e estímulo me dão. Confesso aliás que, no decurso deste longo interlúdio, se em determinadas alturas tinha vontade de escrever sem ter assunto, noutras tinha assunto, mas simplesmente não me apetecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo, todavia, uma reflexão (em jeito de apoteótica ode) aos 100 mil (ou mais) que há aproximadamente duas semanas abdicaram do conforto e de boa parte do merecido fim de semana (tamanha tem sido a carga burocrática que paralisa por completo até os indivíduos mais dinâmicos e resistentes à fadiga e à desmotivação) para se deslocarem à capital a fim de participarem numa marcha, a da justa indignação, não por melhores salários, não contra uma avaliação (pese embora a cretinice que o modelo imposto representa ou conforme a propaganda negra ministerial fez perpassar para a opinião pública), antes sim por um maior respeito pela especificidade da profissão (ou devemos chamar-lhe condição/condenação) do(c)ente, justamente por quem, primeiro que tudo deveria impor tais valores ao resto da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos aliás que, no actual panorama, apenas os doentes e/ou desesperados por uma qualquer ocupação, ou os genuínos educadores, não de formação, mas os de vocação/coração (porque há que distinguir entre aquilo que não é de modo algum comparável), abraçam a carreira docente, tão vis, despudorados e vergonhosos têm sido os ataques à classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que o actual governo (o qual, não me canso de repetir – para jamais, com pronúncia francesa, me esquecer que ajudei a eleger – de molde a não repetir o erro) pugna o exercício do mandato que lhe foi confiado pelos portugueses por um ataque reiterado e sistemático ao funcionário público em geral, não é menos verdade que a dimensão da cabala urdida contra os professores, num âmbito mais específico, roça o inominável e certamente provocaria fundados terrores a um outrora também famoso Professor (natural de Santa Comba Dão) e igualmente versado em idênticas matérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inflectindo um pouco no tom dominante do presente registo a Marcha da Indignação teve o condão de provar que, os professores, até muito recentemente, um dos maiores, porém mais divididos, desmobilizados e desorganizados corpos profissionais se uniu em torno de um objectivo comum que transversalmente percorre toda a classe: a subsituição da Ministra da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estivesse a Senhora Professora aparentemente de modo tão desesperado agarrada ao seu cargo e dir-se-ia que o seu percurso académico soçobrava em idênticas tibiezas e obscuras incertezas bem ao jeito das que subsistem (não esquecendo mesmo assim todas as manobras, processos intimidatórios e evidentemente a propaganda emitida) de seu Chefe. A verdade contudo é que a Senhora Ministra apresenta um currículo académico invejável, diante do qual, mesmo na minha qualidade de Mestre terei de me curvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pecados da Senhora Professora são, todavia, muitos, ainda que resumíveis em duas ou três ideias: é, em primeiro lugar por demais evidente a existência de um anacrónico autismo no efectivo exercício da liderança e particularmente na condução do diálogo (o qual se parece ter, a par com as platónicas paixões pela educação, definitivamente exaurido algures entre os finais de 2001 e inícios de 2002); num segundo momento deve perceber-se que o ímpeto reformista da Senhora Professora não surge acompanhado do exigível e indispensável exercício de reflexão e previsão das consequências das acções tomadas, o que equivale por dizer que se faz, sem se saber muito bem o quê e com que objectivos, mas principalmente, faz-se muito para se mostrar serviço, mas faz-se mal, situação que acarretará, se não rapidamente rectificada, prejuízos futuros ao país de cuja real monta é impossível, no momento actual, uma qualquer estimativa; torna-se, em último lugar, indesmentível que a Senhora Professora, independentemente do mérito do seu currículo académico, se encontra impreparada para o exercício de tão importantes funções, e que, de igual modo é manifesta a ausência das capacidades, atributos e características intrínsecas que tal cargo deve exigir, nomeadamente no que toca aos atributos de liderança, indispensáveis para cativar, motivar, envolver e gerir os aquela que é, para todos os efeitos, goste-se ou não, a elite das elites dos recursos humanos do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, e não tendo a Senhora Ministra percebido os públicos e evidentes sinais de descontentamento inequivocamente exibidos por mais de 2/3 (que provavelmente representam muitos mais – eu incluído – não tive oportunidade de participar fisicamente, mas marquei presença em espírito) dos profissionais que coordena, não tendo atingido que a sua mensagem não passou, não alcançando que, atendendo ao ultrapassar do ponto de não retorno na ruptura que mantém com o corpo dos docentes, deveria ser o Senhor seu Chefe a agradecer-lhe os serviços prestados à nação (mesmo que maus) e indicar-lhe a porta da saída. No Benfica, José António Camacho compreendeu ter-se erguido entre si e os seus orientados uma barreira intransponível e tomou a atitude que lhe era moralmente exigida: demitiu-se e salvou a face, saindo pela porta grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na educação, Maria de Lurdes Rodrigues sairá um dia. É inevitável. Certamente que, porém, sem glória, não obstante ter alcançado um feito único, quiçá, irrepetível e que a catapultará para a História: o de ter logrado conseguir a agregação de uma classe que jamais se unira em torno de causa alguma. Muito obrigado! A sua missão está pois terminada. É tempo de regressar à sua vida, na certeza de que os professores e num horizonte mais dilatado também a História oportunamente lhe prestarão a devida homenagem pelos serviços prestados a Portugal. É que convenhamos: a insustentável leveza da nulidade prática, da inconsequência e do retrocesso que representam as políticas do Ministério da Educação, começa a abater-se pesadamente sobre a popularidade do governo e é uma questão de tempo (e de votos) até que o Senhor seu Chefe sinta como inevitável a necessidade de devolver Vossa Excelência à vida académica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa no entanto reflectir e procurar as causas para tão rude e agreste divórcio entre professores e tutela, porque ao inverso (e a inversão, aos mais diversos níveis, parece ser a imagem dominante da paisagem lusa resultante do pós-Fevereiro de 2005, ou será de 2003?) do publicitado pelos dóceis cães de guarda do sistema (refiro-me, naturalmente, aos mesmos amiudemente invocados por Serge Hallimi), as razões que servem de alavanca aos protestos da maioria qualificada dos professores (um nível de consenso assinalável, se tomarmos em linha de conta que na Assembleia da República agregações desta ordem raramente são conseguidas, inclusive em matérias decisivas para o futuro do país) são outras que não as relacionadas com progressões automáticas, ou principalmente as avaliações de desempenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, dois outros factos, mais recentes do que o objecto reflexivo inicial deste registo clamam por igual atenção. A meio da semana, na escola Carolina Michaellis, no Porto, (a mesma para a qual foi desterrado o destemido, por ter tido a coragem de verbalizar, mesmo que em privado e perante um “amigo” aquilo que muitos não se atrevem a sequer a pensar temendo eventuais consequências de tão impuras e pecaminosas reflexões – não vá o Ministério instituir a obrigatoriedade da confissão como elemento de ponderação na avaliação dos professores) Professor Fernando Charrua, uma aluna molestou (agrediu, verbalmente, pelo menos) uma professora por a mesma lhe ter apreendido o telemóvel (&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=k9oprWYOKhs&amp;amp;feature=related"&gt;ver vídeo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;). Segundo facto: reagindo três dias mais tarde, Sua Excelência, condenou, pasme-se, não a situação (a qual longe de ser caso único, não obstante a propaganda emitida no sentido de branquear a realidade, se repete quotidianamente), mas “o aproveitamento político” que dela se fez. Sem palavras…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A réstia de respeito que Sua Excelência me merecia, desvaneceu-se por completo. Maria de Lurdes Rodrigues deve ser imediatamente despedida, (no espírito aliás do modelo de avaliação que pretende impor – em que os orientados, lato sensu, avaliam os orientadores, e servindo a Marcha da Indignação de público aferidor quanto à avaliação que os professores fazem da tutela, deveria retirar as devidas ilações e cozinhar uns motivos de saúde ou pessoais/familiares para solicitar a imediata exoneração) sob pena de se avolumarem até ao ponto de não retorno as consequências de tão desastrosas políticas. Senão, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso, e ao contrário daquilo por que muitos clamam (a punição exemplar da aluna), deve merecer toda a prudência e cautela. Terá que se respeitar o direito ao erro por parte da estudante (o princípio sagrado do “in dubio pro reo”) bem como a reserva de intimidade profissional da docente e, em sentido amplo, do funcionamento da escola. Naturalmente que a discente terá de ser punida pelos actos praticados. Porém, e mesmo correndo-se o risco de, neste caso particular, se enviar à comunidade estudantil, no seu todo, uma mensagem potencialmente errada, a verdade é que a diferença entre este e tantos outros casos de indisciplina, de insolência, de falta de respeito, de educação, de regras, de postura, de formação, de confrontação que todos nós (os professores que leccionam fora dos gabinetes e dos corredores Ministeriais) vivenciamos no “normal” quotidiano escolar, deve-se à publicitação e amplitude da difusão do mesmo. E dessa publicitação, o(s) responsável(is) será(ão) outro(s) que não a aluna agressora. Afinal, a catraia, estava demasiado ocupada na demanda em torno da recuperação de um acessório, hoje indispensável entre o material escolar de qualquer aluno. Longe não virá o dia em que, as faltas de material serão marcadas a quem se não apresentar de telemóvel em punho, pronto a violar intimidade do espaço físico, mas não somente, da aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando mais fundo, e procurando discernir um pouco para além das turbulências superficiais desencadeadas por este caso, terá de se reconhecer que o mesmo decorre da progressiva, porém constante, perda de autoridade e prestígio da profissão docente a partir dos inícios da década de 80, para cuja situação muito têm concorrido os sucessivos e incontáveis titulares da pasta da educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução do paradigma da Escola Moderna, e a americanização, não apenas do sistema de ensino, como igualmente dos padrões sócio-culturais das novas gerações de pais e de alunos como valores absolutos do processo educativo, conduziram a esta situação. O autoritarismo e as discricionárias arbitrariedades outrora excessivas dos professores sobre os alunos conduziu a uma encruzilhada assaz complexa: o sistema tornou-se esquizofrénico. Do primado da tirania do docente passou-se ao extremo oposto: a ditadura dos alunos, quais déspotas de palmo e meio, encorajados e reforçados por um apoio cego e quase dogmático dos encarregados de educação que exigem à escola e aos professores que os substitua na difícil tarefa de produzir homens e mulheres a partir das criancinhas de dentes de leite que todas as manhãs despejam à entrada dos estabelecimentos de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta psicose em torno de um pretenso bem-estar afectivo e psíquico das crianças, valores elevados ao altíssimo pelos pais e encarregados de educação (comportamento que parece consubstanciar uma compensação pela inexistência de apoio e/ou afecto nas relações familiares, pela frieza, pelo distanciamento, pela presença ausente) tornou-se a tal ponto exagerada que hoje constitui um lugar-comum os educandos telefonarem aos pais (dos telemóveis, obviamente), a fim de delatarem um professor que os repreendeu em resultado de uma qualquer asneira. E logo vêm os papás, quais virgens ofendidas, em defesa das suas frágeis e puras donzelas, gritando vis impropérios contras esses malandros dos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta patologia decorre no fundo, como acima referi, das perdas sucessivas que ao longo dos últimos anos vêm marcando a profissão docente: da perda de estatuto, da perda de prestígio, da perda de valores, da perda de autoridade, da perda inclusive do papel de pedagogo, da redução do sagrado processo de partilha de ensinamentos a um conjunto de repetições mecânicas, altamente burocratizado, normalizado e balizado por regras que displicentemente ignoram as especificidades e necessidades próprias dos alunos e respectivo contexto sócio-económico-cultural e físico. De perda em perda, perde-se a educação, perdem-se sucessivas gerações e, perder-se-á enfim, o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gregory Bateson, antropólogo e, provavelmente o nome maior da Escola de Palo Alto (corrente da Teoria da Comunicação que, sucintamente, surge como resposta às teorias essencialmente instrumentais e que negavam o plano behaviorista humano nas trocas comunicacionais, reivindicando igualmente uma primazia e maior riqueza da dimensão não verbal da comunicação sobre a vertente verbal), desenvolveu o conceito de sismogénese como uma das ideias elementares de todas relações de poder que se estabelecem entre os homens. Neste quadro, Bateson identificava dois tipos de sismogénese: uma simétrica (quando ambos os indivíduos em interacção se encontram em planos de poder idênticos) e uma outra complementar (quando nestas relações existe poder de um lado e sujeição do outro). Neste segundo caso, o que mais interessa neste contexto, toda e qualquer relação pedagógica terá necessária e forçosamente que se inscrever numa lógica de dominação/sujeição. A palavra do professor no Ensino Não Superior, cuja atribuição fundamental passa pela formação, mas também pela formatação, terá de bastar: a legitimação desse mesmo autoritarismo baseado no dogma pedagógico terá de se ancorar não apenas na formação académica, como igualmente nas inúmeras provas (provações(?)) hoje necessárias para aceder à carreira. É imprescindível que o trabalho do professor seja vendido como um dogma e respeitado como tal, começando na própria tutela, à qual caberá a dignificação e valorização dos seus quadros. Doutro modo, teremos fedelhos que, desagradados por os conteúdos não serem tão apelativos quanto os jogos do telemóvel ou da consola, por as aulas não serem tão “interessantes” quanto as cowboyadas das séries televisivas juvenis, e por não poderem em plena aula namoriscar e/ou fazer outras coisas mais através das SMS’s, Internet e das ferramentas de Instant Messaging, permanentemente boicotarão não apenas o trabalho do professor, a sua própria aprendizagem, bem como a dos poucos colegas que ainda resistem à bandalheira e à mediocridade geral das gerações de estudantes actuais, futuros falhados. Escrevo escudado no rótulo de rasca. Afinal, sou um ilustre representante, à rasca, da geração rasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, e seguindo a mesma linha de raciocínio, enquanto o sistema no seu todo, e refiro-me concretamente às usuais fontes de ruído (o Ministério que visa descredibilizar os professores e instituir a precariedade e a mediocridade como norma estatística perfeitamente aferível, servindo-se para tal das variáveis quantitativas que tanto sucesso – o exemplo acabado é o programa Novas Oportunidades, fazem em Bruxelas; os pais procuram que a instituição Escola se converta num cativante parque de diversões que, preferencialmente deverá ocupar a prole no horário de expediente e, melhor ainda, deverá devolver os miúdos bem estafados ao final do dia para que os mesmos os deixem em paz e não chateiem muito – até os trabalhos de casa podem ser uma ameaça à doce letargia do lar; para os alunos, desde que existam aulas onde os stores não os macem com matérias aborrecidas e ininteligíveis à sua iliteracia e lhes dêem computadores e Internet, está tudo bem – de quando em vez, até se pode interromper o Messenger, mas apenas por breves minutos, para ir à net e fazer “copy/paste” de um qualquer trabalho para não se dizer que nada se fez, e para contentar o animal adestrado) não interiorizar a imperiosa necessidade de se proceder a uma reforma de fundo, visando restaurar o poder e a autoridade do professor no interior do espaço escolar, situações como a que circula no Youtube continuarão fatal e inevitavelmente a repetir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurar não apenas o poder (incluindo o disciplinador) bem como a fé no professor é crucial no sentido da correcção dos inúmeros desvios actualmente apresentados pelo sistema. Se o professor pode castigar o aluno, infligindo-lhe inclusivamente punições físicas? Porque não? Veio algum mal ao mundo por as gerações anteriores (a minha incluída ter levado alguns açoites e reguadas na escola? Trata-se de uma solução que deverá ser utilizada como último recurso. Porém, o professor terá de se encontrar investido desse poder pois, doutro modo, na situação presente, o aluno sentir-se-á permanentemente reforçado no desafio à autoridade da figura do pedagogo, podendo provocá-lo até aos limites do humanamente suportável, testando as técnicas de adestramento e condicionamento biológico nos espécimes que o Ministério faz o favor de providenciar, sabendo de antemão que qualquer reacção física será severamente reprimida pela tutela (qual reflexo de Pavlov), sentimento que obviamente está na origem da disputa em torno do telemóvel. A aluna em causa tem a exacta noção que a relação de poder está naquele contexto desequilibrada, pendendo a seu favor. A frágil professora, em final de carreira, é fisicamente incapaz de suster os ímpetos da pupila e, mesmo que ouse qualquer reacção arriscará um sempre imprevisível processo disciplinar, um sinal de que, também o aumento da idade da reforma dos docentes (ou pelo menos a manutenção destes professores em actividades lectivas após os 55 anos de idade) pode configurar outra nada feliz decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicose que tomou conta do Ensino é a tal ponto surreal que hoje admite-se a possibilidade futura de os alunos poderem transitar de ano mesmo sem alcançados os objectivos mínimos, ou sem marcar sequer presença nas aulas. No meu tempo (e tenho apenas 31 anos) no início do ano lectivo os discentes estavam automaticamente reprovados e teriam de provar o contrário para transitarem de ano escolar. Entretanto, o paradigma inverteu-se: actualmente o aluno encontra-se automaticamente aprovado e terá que fazer o impossível para ficar em situação de retenção. Qualquer professor que decida pela “retenção” arrisca (para além das nefastas consequências na avaliação para efeitos de progressão na carreira) uma tal maratona burocrática, quais doze trabalhos de Héracles, que imediatamente demove até o mais teimoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por maus caminhos só pode ir um país e um sistema de ensino que reduz os professores à dupla e dúplice condição de entertainer (o gajo que no palco leva com os tomates – o bodo da corte) durante o tempo das aulas e de mero tarefeiro administrativo fora delas. Mal só pode ir um sistema que considera na avaliação de desempenho dos seus agentes variáveis tais como o aproveitamento dos mesmos garotos mal-educados, preguiçosos, sem valores e sem objectivos de vida para além dos SMS’s e dos namoricos permitidos pelas ferramentas de mediação da comunicação, esquecendo-se das profundas amplitudes existentes no tecido sócio-económico e cultural de miúdos dos grandes centros urbanos que fervilham de actividade intelectual ou de oportunidades económicas e tecnológicas e os das aldeias isoladas, os do litoral e os do interior, os do Norte e os do Sul. Totalmente dominado pela gangrena que urge extirpar, só pode estar um sistema que solta numa jaula repleta de esfaimadas feras um professor, apenas para que estes estejam devidamente “ocupados” e, principalmente, circunscritos num espaço físico tão sinistramente claustrofóbico, quiçá numa tentativa experimentalista de verificar algumas das teses do behaviorismo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facilitismo e a docilidade que tomou conta do sistema de ensino teve inclusive como consequência a substituição do termo “reprovado” pelo de “retido” este último travestindo-se de uma carga simbólica bem mais simpática. Ao invés de uma regressão em relação aos restantes colegas que transitaram de ano, o aluno retido simplesmente não progrediu, removendo-se da semântica toda a componente punitiva e moralmente negativa. A escola é hoje um lugar de facilitismo nada fácil, absolutamente amoral, onde pontificam e proliferam doentios códigos comportamentais e estranhas idiossincrasias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paradigma da Escola Moderna promoveu a erradicação da instituição escolar como veículo privilegiado, à semelhança do hospital, da fábrica e da prisão modernos, para a criação daquilo a que Michel Foucault designaria de corpos dóceis, educados segundo uma estrutura rígida de respeito e vivência pelas e nas normas sociais. A escola é hoje tudo menos o lugar de docilização dos corpos, de imposição do respeito, das normas sociais, da inculcação de valores e comportamentos éticos, morais e humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão tem Paulo Portas, político que, devo reconhecê-lo, não me suscita grandes motivações, quando exige para a escola pública rigor nos exames e nas avaliações, quando propõe a obrigatoriedade do fardamento (a farda é um veículo crucial na assimilação por parte dos alunos da sua condição de igualdade perante os demais colegas, na formatação de comportamentos, na aquisição de modelos e referências disciplinares, na aquisição de uma estrutura mental de sujeição e submissão ao outro sujeito, aquele que, por oposição e superioridade hierárquica não tem de se vergar à condição redutora e restritiva imposta pelo peso simbólico da farda), e quando se refere à necessidade de restaurar o autoritarismo, não só o do Estado, como o dos professores. (Acrescento eu: retirem aos meninos os ténis ou os jeans de marca, o telemóvel topo de gama, a consola, o computador portátil e o MP3 e troquem-nos por livros e material didáctico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os professores e o sistema de ensino, numa primeira linha, os bastiões e baluartes de uma cidadania plena e efectiva. Se permanentemente colocados em xeque por pais, não raras vezes sem instrução e educação (muitos deles iletrados, analfabetos e manifestamente incapazes do papel paternal) e, pior, por fedelhos malcriados e insubordinados, muito mal andará o país, pois que, os garotos mal-educados, desrespeitadores da autoridade e das normas sociais que hoje vandalizam as escolas e agridem verbal e fisicamente os professores, serão os cidadãos de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a sociedade que queremos construir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Esta semana faleceu Arthur C. Clarke. O assunto da morte do autor do argumento do filme 2001 – A Space Odisey, imortalizado no grande ecrã por Stanley Kubrik, nada tem que ver com o essencial das ideias acima reproduzidas. Porém o desconhecimento de largo espectro da sociedade portuguesa em torno do autor e o ostracismo a que é habitualmente votado aquele que considero inequivocamente como um dos 10 melhores filmes jamais feitos, apenas serve para reforçar todas as invectivas que acima lancei. E a tendência futura não segue o sentido da melhoria…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7639263212178508652?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7639263212178508652/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7639263212178508652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7639263212178508652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7639263212178508652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/03/guia-de-marcha.html' title='Guia de Marcha'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7582607715725270257</id><published>2008-02-06T14:21:00.000Z</published><updated>2008-12-13T01:38:26.380Z</updated><title type='text'>Pequeninos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/R6nGjetMO_I/AAAAAAAAABY/aNwAbcJo7GU/s1600-h/choupal.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Notícias recentes dão conta da aquisição próxima (ou pelo menos, de tal intenção, especula-se) da Yahoo! pela Microsoft. As verbas envolvidas, segundo avançam as mesmas notícias apontam para um negócio na ordem dos 50 mil milhões de dólares. Trocos, portanto....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, comecei a pensar: Se a Microsoft adquire por 50 mil milhões uma empresa do mesmo ramo com a facilidade que parece evidente, imagine-se a dimensão da coisa. É que o PIB português não chega a ser o quádruplo deste valor. Quantas e quantas nações poderiam ser facilmente absorvidas por esta ou qualquer outra gigantesca corporação. Se a moda pega...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, eis que os sinuosos e tortuosos caminhos do pensamento me levam no sentido de outro devaneio: e que tal se a Microsoft comprasse esta treta (refiro-me, naturalmente, ao rectângulo, que alguns divertidos comediantes confundem com país)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, convenhamos; entre ser propriedade de um oligarca como o Bill Gates, em cuja empresa os funcionários têm condições de trabalho como não se encontram em mais lado nenhum (as existentes nas empresas do sósia português são bem diferentes) e estar debaixo da alçada dos oligarcas que nos governam tal como se de gado se tratasse, a primeira hipótese seria bem mais desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Privatizar, por privatizar, privatize-se esta merda de uma vez!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7582607715725270257?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7582607715725270257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7582607715725270257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7582607715725270257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7582607715725270257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/02/pequeninos.html' title='Pequeninos'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7505587280460653220</id><published>2008-01-10T02:35:00.000Z</published><updated>2008-01-10T02:38:00.415Z</updated><title type='text'>Faz o que eu digo, não faças o que eu faço...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este adágio popular tão célebre podia ser plenamente aplicado ao Presidente da ASAE apanhado a fumar no Casino Estoril já depois da entrada em vigor da nova lei do tabaco. Mais um exemplo de que a lei não é igual para todos. Este indivíduo que se arroga como o super e incorruptível polícia de todos os infractores do país é afinal igual aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é a tal ponto gravosa que, para encobrir e branquear tamanha argolada, até já a Direcção-Geral da Saúde voltou atrás na proibição fundamentalista do fumo, sendo que, para os Casinos, e apenas para estes, foi emitida uma clarificação da lei, em jeito de excepcional favor, que permite a criação de zonas de fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente que, após tamanhas e hipócritas incoerências logo vieram os grupos de interesse exigir demissões, suspensão da lei, tratamento igual e sabe-se lá que mais disparates. Com uma nuance: tais reivindicações são, à luz de tão estranhos e pouco esclarecidos comportamentos das autoridades que têm primado por uma postura persecutória, contundente e, não raras vezes, exageradamente punitiva relativamente a pretensos infractores, inteiramente justificadas. Não pode existir uma lei e duas formas diferentes de a aplicar, consoante sejam mais ou menos poderosos os interesses em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Na qualidade de não fumador, saúdo a lei do tabaco a qual apenas peca, ainda assim, por ser demasiadamente branda e permissiva. Se o legislador tivesse tido a coragem necessária, deveria ter optado isso sim, pela proibição absoluta de fumo em todo e qualquer recinto fechado. Ponto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7505587280460653220?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7505587280460653220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7505587280460653220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7505587280460653220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7505587280460653220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/01/faz-o-que-eu-digo-no-faas-o-que-eu-fao.html' title='Faz o que eu digo, não faças o que eu faço...'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1038470591025217200</id><published>2008-01-10T02:15:00.000Z</published><updated>2008-01-10T02:16:43.007Z</updated><title type='text'>Pinóquio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Pinóquio tornou-se célebre por ser muito mentiroso e por lhe crescer o nariz de cada vez que dizia uma mentira. Porém Pinóquios é o que para aí não faltam. Há inclusive um, ao que dizem português e socialista a quem, todavia, não cresce o nariz, pese embora o facto de o mesmo lhe dar uma comichão, por certo diabólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz este Pinóquio que é Engenheiro. A avaliar contudo por várias investigações independentes feitas a uma universidade, entretanto compulsivamente encerrada por despacho ministerial, onde parecia reinar a balbúrdia e os exames ao domicílio, o Pinóquio não é afinal senão um engenheiro ainda em projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometeu o Pinóquio, quando não era mais do que uma espécie de engenheiro candidato ao cargo de Primeiro-Ministro, não aumentar os impostos, manter o princípio das SCUT, e referendar o Tratado da Constituição Europeia. E o que fez o Pinóquio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal se sentou na cadeira do poder e este Pinóquio aumentou os impostos, introduziu portagens nas SCUT, tratou de uma concessão muito questionável das estradas que são de todos nós por um período de 75 anos (a qual provavelmente desembocará numa privatização ainda encapotada) e metendo o outrora famoso diálogo num saco, adoptou como imagens de marca os tiques característicos das “democracias” musculadas da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais recente façanha deste Pinóquio, soube-se hoje, consiste no recuo quanto à promessa eleitoral de referendar o Tratado Constitucional Europeu. O argumento invocado prende-se com a profundidade das alterações introduzidas ao texto original, razão pela qual, atendendo à versão compactada e minimalista do Tratado de Lisboa, não faz sentido submeter o mesmo ao escrutínio popular, para mais porque o Pinóquio e os seus correligionários investiram os últimos seis meses, usando abusivamente o nome de Portugal e do povo português também como forma de auto-promoção, na construção de uma farsa que o povo poderia não aceitar. Seria, portanto, desastroso correr o risco que a aprovação Tratado que Portugal tão “bem negociou” e ao qual a capital do país empresta o nome, pudesse ficar sujeita ao arbítrio e aos humores dos milhões de energúmenos (eu incluído) que elegeram o Pinóquio para o cargo que ocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o Pinóquio está redondamente enganado. Em primeiro lugar porque, embora favorável em princípio “à coisa” gostaria de ter voto na matéria e de poder contribuir e de me sentir envolvido em algo que, certamente, influenciará decisivamente a minha vida futura. Preferia que não decidissem por mim. Tenho cabeça para pensar e exijo poder pronunciar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, diz o Pinóquio que atendendo à natureza das alterações não tem que respeitar a palavra anteriormente dada, apenas porque o Tratado agora é outro. Nada mais errado Pinóquio. Não se tivesse o Pinóquio comprometido durante a campanha eleitoral com o referendo ao Tratado Constitucional e até podia assumir que a sua eleição legitimara e sufragara simultaneamente qualquer decisão, vinculando o eleitor à mesma, porquanto, nas últimas eleições já era conhecido o texto a sufragar. Deste modo, se o Pinóquio tomasse a decisão de não referendar o Tratado, optando pela via parlamentar, estaria resguardado das críticas. Mas prometeu referendá-lo e, portanto só tinha mesmo que cumprir. Mas, mais: quando Pinóquio alega que o texto do Tratado de Lisboa é agora muito diferente, ao contrário de poder assumir tal facto como uma questão que lhe confere o poder de decisão, a qual apenas a si lhe cabe como hoje invocou, o Pinóquio está redondamente enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente por este motivo que o tratado que com os seus pares “cozinhou” tem se ser objecto do escrutínio e aprovação populares. Em relação ao outro, já todos conhecíamos um pouco quando o elegemos, pelo que a decisão de optar por uma ou outra via se encontrava num limbo, cuja sua eleição fazia pressupor que existia uma concordância tácita. No caso deste novo Tratado de Lisboa, não é bem assim. Não existe qualquer legitimidade do Pinóquio em fazer impor “a coisa” ao povo português. Mesmo sendo favorável, com reservas, exijo ser chamado a pronunciar-me para, também, no caso de futuros prejuízos poder ser responsabilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo português deve exigir poder ser co-responsável nestas questões que a si dizem respeito. Portugal não se esgota no Pinóquio e no bando de marionetas das imposições europeias que o circundam. Temos voz, pensamento e acção próprios. Respeitem-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última nota para um Senhor: Manuel Alegre, foi, mais uma vez igual a si próprio. Mais uma vez lhe tiro o chapéu pela postura de lisura, incómoda frontalidade e recta razão. Um exemplo para todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1038470591025217200?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1038470591025217200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1038470591025217200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1038470591025217200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1038470591025217200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/01/pinquio.html' title='Pinóquio'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2453252439820176121</id><published>2008-01-08T09:57:00.000Z</published><updated>2008-01-08T10:01:09.299Z</updated><title type='text'>Com Papas e “Bolos”…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;…Se enganam os tolos …dos professores!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A situação é tão estranhamente escandalosa, e a complacência dos professores perante tamanhas injustiças tão generalizada que, confesso-me incapaz de perceber onde está o espírito corporativista, o sentido de classe, e que têm feito os sindicatos no sentido de mitigar tão flagrantes discrepâncias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 - Os professores (esses bandalhos) são, que me recorde, os únicos funcionários públicos a quem o “patrão” não providencia meios/ferramentas de trabalho. O melhor exemplo nesta matéria são os computadores. Regra geral, nas salas de professores existem, consoante a dimensão da escola dois, três, eventualmente quatro computadores. Em escolas muito grandes é possível que existam mais. Todavia, o rácio computador/professor é sempre superior a 1/20.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2 – Os professores (esses criminosos) são os únicos funcionários com formação superior na Administração Pública a quem é exigido um horário que nunca se sabe bem quando começa ou quando acaba. E, dos dias de reunião, não falemos…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3 – Os professores (esses eternos ausentes das salas de aula) são os únicos funcionários na Administração Pública, que hoje podem estar num local e no ano seguinte a 300 km. de casa, sem que por essa “deslocalização” forçada recebam qualquer remuneração ou compensação;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4 – Os professores (esses gajos que não fazem a ponta de corno e estão sempre de férias ou de atestado) são os únicos funcionários que podem perder um dia de trabalho por se atrasarem meio minuto (em dia de exames todos sabemos que é verdade – nos restantes dias, a tolerância sobe até uns insustentáveis 5 minutos – 10 ao primeiro tempo da manhã -, que facilmente podem ser absorvidos pelos nossos transportes públicos);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas felizmente, para todos estes males elegemos Sua Excelência o Senhor Engenheiro Sócrates que teve, com a sua ajudante de campo, Sua Excelência a Senhora Professora Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, a fabulástica ideia de distribuir pela malta os stocks excedentários das diferentes marcas sob o signo de uma grande oferta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com esta medida verdadeiramente revolucionária, o genial Senhor Engenheiro Sócrates resolveu quatro problemas de uma assentada:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 – Distribuiu computadores aos professores, os quais deixam de ter como argumento para não produzirem o facto de não terem ferramenta. Para isso os “do©entes” pagam agora apenas 150€ e no final dos três anos do contrato de fidelização a que se vinculam, um total de 780€ ou 1046,4€ (consoante escolham o tarifário de 384Kbps ou de 640 Kbps - velocidades vertiginosas, quando até os pacotes de 3,6 e 7,2 Mbps começam a deixar muito a desejar). Trocos afinal, porque a malta recebe um computador (quase) de borla, que também pouco mais vale que isso. Mesmo em “prestações” a coisa fica “carota”…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2 – Massificou a “Banda Larga” móvel (justamente aquela cuja tecnologia era obsoleta há já um ano atrás) à conta dos otários que foram na conversa dos computadores “dados”;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3 – Dinamizou o mercado da banda larga móvel, permitindo revitalizar um mercado, (o das comunicações móveis) que se vinha afundando num asfixiante marasmo, por falta de players e de concorrência efectiva, através da fidelização durante três anos dos professores a um serviço caro e, no contexto actual, perfeitamente obsoleto, que tenho muitas reservas possa representar uma qualquer vantagem ou mais valia na investigação, preparação e nas necessidades hoje colocadas aos profissionais do ensino;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4 – Poupou à TMN, OPTIMUS e VODAFONE os 400 milhões de euros que os operadores móveis ainda tinham de pagar ao Estado por conta das licenças de UMTS. Desconheço os termos em que foram negociadas as contrapartidas das ditas licenças. Porém, um bem de todos nós que em 2000 foi vendido por 100 milhões e em 2007 é pago pelas operadoras ao mesmo preço de 2000 e em que para mais representa afinal uma oportunidade de negócio para as mesmas empresas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É que, vejamos: entre professores, alunos e inscritos no programa Novas Oportunidades, as contrapartidas pelas licenças representam afinal para as operadores um volume de negócios bem próximo dos 500 milhões de euros. Com os 400 milhões que poupam em cash, ficam…. Bem… hummm …. 5 e 4 nove, portanto…. Bem… enfim... é fazer as contas….&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2453252439820176121?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2453252439820176121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2453252439820176121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2453252439820176121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2453252439820176121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2008/01/com-papas-e-bolos.html' title='Com Papas e “Bolos”…'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-6483522572036782963</id><published>2007-11-22T11:06:00.000Z</published><updated>2007-11-22T11:14:03.677Z</updated><title type='text'>Bodas de Diamante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O governo decidiu e, no espírito tão democrático que tem sido apanágio dos titulares da presente legislatura, está decidido! A Estradas de Portugal, futuramente uma Sociedade Anónima de capitais exclusivamente públicos (pelo menos até ao próximo apertão orçamental em que depois terão de as vender a um qualquer oligarca), terá a concessão em regime de exclusividade, por um período de 75 anos, de toda a rede de estradas nacionais, uma negociata que o próprio Manuel Alegre, na sua infinita sabedoria e coragem, ousou já questionar, para não ir mais longe...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A primeira dúvida que me assalta o espírito é a questão da renda. Ainda recentemente uma auditoria do Tribunal de Contas denunciava a existência de uma situação preocupante na referida entidade porquanto existiam avultados compromissos financeiros assumidos pela Estradas de Portugal sem que, ao inverso, se verificassem receitas capazes de cobrir tais encargos, situação que havia conduzido a uma aparente, embora não explicitamente referida, espiral de crédito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pergunto: Se uma empresa tem encargos fixos que é incapaz de cumprir porquanto não gera receitas capazes de fazer face a tais despesas, importa pois perceber como irá pagar a tal renda anual de aproximadamente 120 milhões de euros? Recorrendo às subvenções estatais, isto é à crónica subsidiação por meio dos nossos impostos? Se sim, quais as razões que justificam a operação? Ou será que iremos assistir à extensão do princípio do utilizador-pagador à rede de estradas nacionais que os impostos dos nossos antepassados com tanto sacrifício permitiram desenvolver com todos os defeitos que se lhe reconhece, para no final irmos apenas avolumar os bolsos de mais algum desprezível capitalista?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E pergunto ainda mais: porque razão uma concessão de 75 anos? Não seriam 25 os bastantes? Ou mesmo 10, mesmo que renováveis? É que não estamos a vincular a um negócio de cariz amplamente questionável apenas um geração, mas várias! Depois dos produtos de crédito para habitação destinados ao target sénior em que quem acaba por pagar são os filhos, porque fiadores dos próprios pais, a negociata em curso, mais parece dessa estirpe do que de outra qualquer. Quem garante que daqui a um século ainda existe Portugal, ainda existe o Estado, ainda existe planeta? Com as evoluções tecnológicas que se perspectivam, quem se encontra em condições de garantir que, dentro de três quartos de século, as estradas ainda constituem uma infra-estrutura rentável ou sequer útil? A história do automóvel pouco mais tempo tem do que 75 anos? E depois, quando a rede viária concessionada deixar de ser utilizada? Poderão as Estradas de Portugal denunciar o acordo e recusarem-se a pagar a renda? Ou pagará o Estado a “devida” compensação por perda de receita? E em que termos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não alinho nos discursos alarmistas da esquerda mais fundamentalista. Não subscrevo as teses de PCP e BE. Porém, este “esquema” de consequências ainda imprevisíveis, tresanda a uma tentativa de desorçamentação, canalizando para empresas de fachada as dívidas e défices da Administração Central. Confesso alguma (moderada) admiração pelo Ministro das Finanças (ou, dito de outra forma, não me causa o asco e a repugnância comuns à maioria dos seus pares), o qual tem obtido alguns resultados em matéria de equilíbrio do Orçamento de Estado. Porém, recorrendo a expedientes de cosmética e contabilidade criativa, os mesmos que Sócrates tanto condenou no tempo de Manuela Ferreira Leite, também eu, um iletrado em matéria de questões económicas e financeiras obteria igual, senão superior, sucesso. Criam-se alguns milhares de empresas públicas e, à boa maneira portuguesa, varre-se a porcaria (em sentido literal, mas também figurado) para debaixo do tapete das mesmas e, claro, quem vier atrás que feche a porta. Em três penadas o problema do défice fica resolvido. Não compreendo aliás, porque não fazê-lo à descarada, atendendo a que o assalto ao bolso dos portugueses nas restantes matérias é tão evidente e despudorado que não se percebem tantos pruridos nesta questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em jeito de conclusão e ainda a respeito do negócio em crise, um outro pensamento me assalta o espírito. Ontem ao chegar a casa, vi um pedaço de um “Robocop” que estava a passar na TVI e lá para meio do enredo colocava-se uma questão deveres importante e pertinente para o contexto: a cidade de Detroit estava a ser processada pela OCP e podia perder, lato sensu, a sua “soberania”, isto decorrendo, à boa maneira americana de tudo privatizar, incluindo no caso em apreço dos serviços de segurança, da privatização da polícia, situação que forçou um peditório para salvar a cidade. E, lembrei-me: e, se daqui a uns anos, a então privatizada (porque é óbvio que vai acontecer – basta conhecer um pouco de história e cultura pública de Portugal – pode não acontecer na próxima crise, mas sucederá certamente na seguinte) Estradas de Portugal resolver processar o Estado e exigir toda a estrutura viária para si, por incumprimento do contrato e/ou dívidas do país? É que, convenhamos, elas (as estradas, evidentemente), são más, esburacadas, mal sinalizadas, estreitas, sinuosas e mal projectadas, pouco asseadas e completamente deixadas ao abandono mas, por muito más que sejam, são NOSSAS!!!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-6483522572036782963?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/6483522572036782963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=6483522572036782963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6483522572036782963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6483522572036782963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/11/bodas-de-diamante.html' title='Bodas de Diamante'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-8124691861607400913</id><published>2007-11-13T10:00:00.001Z</published><updated>2007-11-13T10:01:32.696Z</updated><title type='text'>100 Dólares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resta a formalidade de se atingirem os 100 dólares por barril. Todavia, a profecia concretizou-se, inclusive muito antes do previsto. A era do petróleo barato terminou há muito. Os 100 dólares apontados por Chávez como referencial do preço do barril de crude foram atingidos antes da data esperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em boa parte o presidente venezuelano é responsável pela alta petrolífera, atendendo à instabilidade que o seu regime e a sua própria personalidade profundamente peculiares geram nos “investidores”. A recente cimeira Ibero-Americana é apenas o último exemplo. Também o seu arqui-rival americano não surge isento de culpas. Será bom não esquecermos que a invasão do Iraque e, grosso modo, a cruzada contra os infames infiéis que representam o gatilho despoletador da imparável subida dos preços do ouro negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda que considerar na equação a infiltração do sistema energético, desde a produção à transacção, transporte e distribuição do petróleo por agiotas e especuladores, incluindo neste rol os diferentes Estados que aproveitam as necessidades de mobilidade dos cidadãos para cobrarem, à boa maneira medieval, mais impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último factor que tem agitado os mercados: a emergência da China vem provocando sucessivas crises de escassez. A China é já o segundo consumir de crude e poderá a curto/médio prazo, não obstante a onda de megalómanos investimentos energéticos que os avultados capitais estrangeiros têm permitido, ultrapassar mesmo os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face aos cenários acima traçados “apenas” podemos antever uma nova idade das trevas: a vasta amplitude de progressos viabilizados pelo petróleo pode rapidamente extinguir-se e a humanidade retroceder mais de um século, a menos que, rapidamente sejam viáveis, principalmente do ponto de vista económico, as tão propaladas alternativas que o poder político apregoa mas, logo que devidamente untado pela generosidade dos lobbies petrolíferos, se esquece de tornar efectivamente apetecíveis ao comum dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro perspectiva-se negro, como o ouro…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-8124691861607400913?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/8124691861607400913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=8124691861607400913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8124691861607400913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8124691861607400913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/11/100-dlares.html' title='100 Dólares'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-4143841959555292743</id><published>2007-10-11T00:38:00.000+01:00</published><updated>2007-10-11T00:51:21.929+01:00</updated><title type='text'>Abuso de autoridade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noticiou-se, na segunda-feira, com inusitada pujança e alarde a visita de cortesia ensaiada por dois alegados agentes da Polícia de Segurança Pública à sede do Sindicato dos Professores da Região Centro na cidade da Covilhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referiam as peças noticiosas que tive oportunidade de ver que os dois agentes à paisana terão entrado nos domínios do sindicato, confiscando e levando documentos internos relativos à preparação de uma acção de protesto contra a política governamental sem que, todavia, tenham exibido qualquer ordem judicial que legitimasse a sua diligência. Ademais os ilustres e veneráveis cavalheiros fizeram pretensamente menção de deixar algumas recomendações no tocante ao comportamento dos manifestantes no dia seguinte, não houvesse necessidade de uma eventual punição disciplinar aos perturbadores da ordem pública e das delicadas orelhas do sr. Sócrates. Depois da guerra preventiva, e da censura prévia, eis-nos em plena repressão e condicionamento preventivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reagiram de pronto os sindicatos manifestando exaltada, porém inteiramente justificada indignação contra aquilo que consideram um abuso de autoridade incompatível com um Estado de direito. Entre alguns dos argumentos invocados um ganhou especial relevo: o de que a acção visou essencialmente fazer abortar uma manifestação agendada para o dia seguinte, data em que estava prevista uma deslocação do Primeiro-Ministro à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendendo aos tiques de despotismo e de obstrução às liberdades fundamentais: de expressão, de associação, de manifestação de ideias e convicções (as quais provavelmente nem no período mais obscurantista do século XX conheceram tamanhas restrições) que vêm sendo evidenciados pelo actual executivo, a associação foi lógica: o Primeiro Ministro vem à sua cidade natal, há que impedir e reprimir a todo o custo qualquer manifestação de desagrado pelas actuais políticas, e promover a exibição do orgulho local pelo percurso de um dos filhos de uma terra distante de Lisboa, distante do conhecimento, distante das oportunidades, enaltecendo no fundo o orgulho pacóvio e bairrista tão comum na nossa provinciana sociedade terceiro-mundista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e (alegadamente – não vá o diabo tecê-las! – a força jurídica desta palavra esmaga-me com todo o seu peso e eu curvo-me, mas nunca demasiadamente) feito! Mandaram-se dois cavalheiros à sede do sindicato no sentido de intimidar, desmoralizar e desmobilizar a intentada manifestação antes mesmo de a mesma ter o seu início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que, vem agora alegar-se (sempre a alegação) que não existiram quaisquer “instruções superiores” nesse sentido. Com que motivo iriam portanto dois zelosos agentes da PSP à sede sindical se não fosse no estrito cumprimento de ordens superiores, é a pergunta que o caro leitor coloca (e uma dúvida que me assalta igualmente o espírito)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais, logo se tentou descredibilizar as acusações sindicais, avançando os meios de comunicação do establishment, quais cães de guarda (bem avisava o Serge Halimi), que a PSP poderia estar a ser vítima de uma cabala. Elementar meu caro Watson: os infames sindicalistas, à falta de melhor ideia e pretexto para colocar em causa o ilustre governo, resolveram urdir uma trama tão escura quanto o real estado da nação, e desataram à bastonada na PSP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, veio hoje também a lume que os zelosos agentes ainda não foram identificados. Como se alguém esperasse que, a ser verdadeira a história, qualquer deles fosse identificado e/ou devidamente punido. Acordem. Estamos em Portugal, onde reina a impunidade e a corrupção. A república das e dos bananas…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-4143841959555292743?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/4143841959555292743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=4143841959555292743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4143841959555292743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4143841959555292743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/abuso-de-autoridade.html' title='Abuso de autoridade'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7403247930498697790</id><published>2007-10-10T04:23:00.000+01:00</published><updated>2007-10-10T04:24:18.057+01:00</updated><title type='text'>Heresia Científica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Uma página inteira no Diário de Notícias do passado Domingo despertou-me de uma cómoda letargia para uma preocupante realidade, cujos sinais de evidente recrudescimento nas sociedades ocidentais, mas também entre o meio académico, me esforçava por ignorar. Este é, porém, um daqueles fenómenos, qual gangrena, que não nos podemos dar ao luxo de deixar que alastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me concretamente ao avanço/ressurgimento das teses Criacionistas no contexto da explicação do aparecimento e desenvolvimento da vida, especialmente daquela a que convencionámos apelidar de científica. Para meu espanto e certamente para vergonha de todos os académicos e intelectuais dotados de um mínimo de lucidez e libertos de tão torpe dogma, o retorno ao Criacionismo, volvido quase século e meio desde Darwin ter colocado em causa as suas próprias crenças religiosas e avançado com a teoria evolucionista, modelo que serve aliás de &lt;/span&gt;eixo axiomático da Modernidade, só pode ser expresso num misto de consternação e séria apreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pleno 2007 é perfeitamente aceitável questionar o darwinismo, em termos científicos, uma tese quase jurássica. Afinal, o mundo pula e avança e desde então muitas descobertas podem ter colocado em crise a genuína matriz da Teoria Geral da Evolução das Espécies. Não é, todavia, concebível, no meu parco entendimento, colocar-se em causa o evolucionismo vindo-se propor como alternativa científica (e sem gargalhadas) o criacionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse possível reunir em escassas linhas os progressos científicos conseguidos entre o Renascimento e o início do Século XX, certamente que, além do Heliocentrismo e Antropocentrismo, teriam igualmente que considerar-se a física de Newton e a Teoria Evolucionista publicada em 1859 por Charles Darwin. No domínio das ideias (leia-se Ciências Sociais e Humanas) os avanços mais notáveis inscrevem-se essencialmente em torno não só do dualismo cartesiano, como igualmente na fusão operada entre correntes epistemológicas do racionalismo e empirismo operada por Kant mas, fundamentalmente na dialéctica hegeliana, afinal modelo de toda a modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E são justamente estas duas contribuições primordiais para o desenvolvimento do conhecimento científico e da cultura humana que pretendo aqui convocar: o evolucionismo darwiniano e o reúne-se ao paradigma da síntese hegeliana. Hegel disponibiliza o eixo em espiral da evolução do conhecimento e das sociedades (a tese científica dominante colocada em causa pela sua antítese de cuja fusão nasce numa síntese, uma nova tese, perpetuamente – até que se concretize o fim da história, pelo menos – colocada em causa. Sucedem-se as teses, as antíteses, as sínteses), Darwin (inspirando-se provavelmente no Systema Naturae de Lineu) preenche a espiral do filósofo alemão recuando desde do homem até ao início da vida, deixando, contudo por preencher algumas lacunas. É justamente no seio das brechas argumentativas do discurso de Darwin que os movimentos criacionistas vão alojar os seus engenhos numa tentativa de minar a tese darwiniana, projecto que, ainda hoje se mantém e tem, inclusive conhecido um vigor tão reforçado quanto inesperado, neste início de milénio, como aliás, a página do DN é disso exemplo inequívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, o ensino da Teoria Evolucionista foi, numa minoria de escolas, substituído pelo do Criacionismo, na Grã-Bretanha as autoridades assumem ser cada vez mais difícil em certos estabelecimentos de ensino o ensino da Teoria Evolucionista e as brechas no sistema alastram à Alemanha, França, Bélgica, Suíça e Polónia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos o problema tem ganho inusitada dimensão pública ou não fosse a direita conservadora e religiosa forte no Partido Republicano e no próprio espaço político americano, a tal ponto que dos pré-candidatos do Partido Republicano o favorito para discutir com a favorita do Partido Democrata Hillary Clinton a eleição presidencial de 2008 é justamente Mitt Romney, mórmon, em suma, um ultra-ortodoxo, ao nível dos fundamentalistas islâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idênticos problemas e discussões, leia-se traições a todos quantos morreram nas purificadoras e redentoras chamas do Santo Oficio para que a luz do conhecimento científico nos pudesse chegar, têm sido colocadas em inúmeros países. É incompreensível que o homem e o mundo ocidental hajam regredido tanto no século XX que tenham permitido que os bastiões últimos do laicismo, o conhecimento científico e a agenda política fossem infiltrados pelos discursos do obscurantismo, das trevas, do medievalismo, imbecil e imbecilizante. Recuso aceitar a ideia de em 2007 haver lugar, no mundo ocidental, para o dogma, para a crença, para a contaminação do discurso político por ideais retrógrados,  bolorentos e bafientos ancorados no misticismo dogmático que os Estados europeus tão sabiamente escorraçaram do espaço público para a esfera privada durante a primeira vaga de modernidade (como aliás, tão bem descreve Maquiavel em O Príncipe). Qual nietzschiano postulado de “Eterno retorno do novo”, este processo pretende impor, (seguindo uma torpe estratégia de paciência que Lucién Febvre em Les Annales designa de mudanças estruturais nas sociedades e no homem), o eterno retorno do velho e ultrapassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, no século XV o retorno dos ideais clássicos às principais escolas filosóficas europeias, seguindo os faróis veneziano e florentino, remeteram para as trevas do esquecimento as trevas da Idade Média, abrindo lugar para a Luz do século XVIII, no século XXI o evidente retorno do obscurantismo, plenamente em marcha parece querer fazer regredir o homem, em diferentes domínios, para meados do século V, re-cobrindo com o pesado manto da noite escura e fria o conhecimento científico, substituindo-o pelas “verdades divinas e infalíveis” do Verbo (leia-se, dogma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive oportunidade de, em primeira mão constatar esta mesma evidência no ano passado, em plena defesa da minha Tese de Mestrado. A arguição da mesma, findou na página 22, quando, seguindo eu o paradigma científico (ainda) dominante, propus, baseando-me para tal (e citando inclusive) Michel Tibon-Cornillot, investigador francês, uma leitura do fenómeno nazi à luz de uma darwiniana selecção, não natural, antes sim, induzida. Suprema heresia a minha, invocar Darwin no covil do Criacionismo. Não tardou muito que do alto da arrogância do seu ego colossal, porém nihilista, alguém sugerisse esta minha leitura como manifestação de um anti-semitismo primário. No seio de tão instruído debate, eis que outra sinistra personagem, me “lembra” que o darwinismo está em crise e foi ultrapassado (por um recrudescimento dos movimentos fundamentalistas – acrescento eu) criacionistas. Senti-me esmagado como se o peso de um milénio inteiro de luta contra o dogma e a mitologia se tivesse subitamente abatido sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sinais foram-se acumulando, até que, subitamente, no passado Domingo, ao ler a já referida página do DN tomei consciência da verdadeira dimensão do problema. A gangrena criacionista encontra-se em franca expansão (as guerras opondo os mundos cristão e islâmico não são à luz destes novos dados apenas económicas, são-no também religiosas e ideológicas) assumindo dimensões preocupantes, pelo que urge a sua remoção definitiva, sob pena de todas e quaisquer acções futuras venham a configurar o mero papel de cuidados paliativos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7403247930498697790?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7403247930498697790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7403247930498697790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7403247930498697790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7403247930498697790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/heresia-cientfica.html' title='Heresia Científica'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5437398336193778505</id><published>2007-10-07T04:53:00.000+01:00</published><updated>2007-10-07T04:55:04.774+01:00</updated><title type='text'>A Arte do Empata</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Portugal é um país atípico. Aqui, tudo serve para empatar. Até os feriados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado empata. O Governo empata. A burocracia empata. A corrupção empata (a alguns, pelo menos). Os feriados empatam. As forças (ditas) da autoridade empatam. A Assembleia da República empata. A Justiça, essa não empata, paralisa. Enfim, anda meio mundo a empatar outro meio que, por sua vez, empata a primeira metade. E, assim, sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionas-me tu, prezado leitor (no fundo questiono-me a mim próprio, contribuindo também eu para o jogo do empata): qual é a novidade. Nenhuma! (respondo eu) Pois então para que estás tu a empatar a malta que quer ler alguma coisa de interesse? Também estás a empatar. Decerto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não empato, porém, tanto quanto me empataram ontem as comemorações em Torres Novas da infame data do Golpe de Estado. Neste esquife (também chamado de país) qual confirmação da cultura da facada nas costas, comemoram-se todos os Golpes de Estado: que são o 25 de Abril, o 10 de Junho, o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro senão Golpes de Estado? O primeiro comemora a “libertação” do povo do jugo salazarista (leia-se do Estado Novo, uma vez que o homem há muito que já fazia tijolo). O segundo representa a expressão de uma nacionalidade que apenas existe porque o bom do Afonso se zangou com a mãe e o primo, “libertando” o Condado Portucalense do jugo de Leão. O terceiro afirma a implantação da República, “libertando” o povo do jugo da corrupta coroa. O quarto assinala a Restauração da Independência, o dia em que um grupo de bravos nacionalistas nos “libertou” do jugo de Castela. Perpetuam-se e repetem-se os discursos libertadores. Mantêm-se, porém, a iniquidade, a vilanagem, o asco, a injustiça. Tudo isto me soa a Orwell…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ao longo do ano não trabalhamos quatro dias à conta de golpes. Ou, não fosse este o país das golpadas. Assim que algum herói nos “libertar” do jugo da República e impuser outra merda qualquer, juntaremos à quadrilha de feriados atrás enumerada, um outro. Teremos então não um quintento, à boa maneira dos Cinco Violinos, antes sim um infame quinteto bem ao jeito da Noite Sangrenta (sim, a de 19 de Outubro de 1921 – precisávamos de outra do género). E então, sairemos à rua, exaltados no nosso bacoco e provinciano sentimento patriótico, batendo a mão no peito, cantando outro qualquer cântico ainda por inventar, que haverá de substituir “A (gasta) Portuguesa” rejubilandoexultando e exaltandodivinizando a s maravilhas da pátria, quiçá erguendo a mão direita em riste, saudando “O Chefe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes feriados mais não servem do que para empatar. Os portugueses não lhes ligam absolutamente nada. E, fazem bem! Melhor se deixassem destas tretas e entregassem isto a quem souber gerir para que possamos viver melhor. E viver melhor, não implica necessariamente, viver material e financeiramente melhor. Existem muitas outras melhorias numa vasta amplitude de domínios que poderiam proporcionar superiores condições de vida aos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito, também por isso, que os portugueses se alhearam destes festejos. Não há nada para saudar. E, por isso, estes feriados são cada vez mais celebrados nos areais ou nos centros comerciais. Não obstante, as “instituições” desdobram-se em actividades, paradas, marchas, concertos, etc. para assinalar as datas. Os efeitos são os que conhecemos. A malta nova liga cada vez menos a essas “cenas” e embora saiba que é feriado, não está sequer interessada em descobrir qual a razão de não ter aulas, ou de não ter de trabalhar. Como os compreendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das comemorações ontem, da tal data desprezível, retenho apenas que fui atestar o depósito do carro. Quis ir com um amigo beber um café a determinada esplanada em Torres Novas e fiz doze (sim, 12!) quilómetros dentro da cidade para tentar, sem sucesso, chegar ao referido local! De um lado um concerto comemorativo da implantação dessa coisa a que chamam pública, fazia desviar o trânsito para uma artéria secundária que logo ficou completamente bloqueada. Do outro uma banda qualquer passeava pela avenida, levando atrás aquilo que mais parecia um cortejo fúnebre, sem outra companhia para além dos batedores da PSP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está mais do que visto que ninguém liga puto a essa história de 800 anos de nacionalidade, ou 97 de República, ou 33 de pretensa liberdade, ou 467 de (dita) independência castelhana. De modo que deixem-se dessas tretas e se de facto querem manter os feriados no calendário não estraguem o dia à malta com engarrafamentos por causa de marchas ou concertos. Deixem a malta ir ao centro comercial, à praia, ou à esplanada beber uns canecos e comer uns caracóis. Vão chatear o Camões…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5437398336193778505?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5437398336193778505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5437398336193778505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5437398336193778505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5437398336193778505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/arte-do-empata.html' title='A Arte do Empata'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-473325555204416571</id><published>2007-10-06T04:06:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T04:30:07.136+01:00</updated><title type='text'>JAE, o Citizen Kane do Ribatejo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na última edição do Semanário de Informação Regional “O Mirante”, num texto da autoria de alguém que assina sob a sigla JAE (que presumo não se tratar da extinta Junta Autónoma das Estradas, antes sim do director do referido libelo – se atentarmos na ficha técnica) lança, na sua coluna de última página, a pretexto sabe-se lá de quê, uma nova invectiva relativamente à qualidade da formação ministrada pelo ISLA-Santarém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;É amiude e publicamente conhecida a aversão do sr. JAE, qual aspirante a Charles Foster Kane cá do rectângulo, ao ISLA-Santarém. Ao longo dos últimos anos a cruzada do pasquim do sr. JAE, também pomposamente intitulado de “órgão de informação”, manteve viva a chama de uma campanha que visava a destruição do ISLA-Santarém. A Instituição lá foi resistindo como podia às labaredas atiçadas pelo sr. JAE: umas vezes mais vigorosas, outras quase esmorecendo totalmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, enquanto aluno da Instituição, sempre mantive uma postura crítica em relação a um conjunto de aspectos (ficou célebre uma minha intervenção numa Reunião Geral de Alunos, a tal ponto que, dois anos mais tarde, alguns professores ainda falavam no assunto, desconhecendo o autor da mesma), pelo que me encontro investido de uma autoridade moral para sair em defesa do ISLA-Santarém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, quando a convite da Direcção passei para o outro lado, assumindo funções de Docente, (colaboração que mantive até Setembro de 2006, não me encontrando hoje já ligado ao ISLA-Santarém pelo que, não existe, portanto, qualquer espécie de condicionamento neste registo), tive oportunidade de constatar duas evidências: primeiramente a que nem todos os reparos que fiz na qualidade de estudante eram viáveis ou, inclusive, justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda lição foi bem mais profunda. O alvo preferencial da minha intervenção na já mencionada RGA foi justamente, quem anos mais tarde formalizou o convite para assumir a condição de docente. Foi simultaneamente uma oportunidade profissional ímpar aquela que me foi proporcionada como, de igual modo, foi inesquecível a bofetada de luva branca que me deram. Talvez a mais importante lição de humildade, sem rancores ou ressentimentos, que alguma vez levei na vida. Aprendi isto e muito mais no ISLA-Santarém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto leccionei no ISLA-Santarém, realizei uma Pós-Graduação e um Mestrado, ambos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Não só as reservas que eu próprio ainda mantinha quanto à qualidade de formação que havia recebido no ISLA-Santarém e que o sr. JAE coloca em causa se dissiparam integralmente, como tomei consciência da verdadeira dimensão do legado que havia recebido, porque a formação questionada pelo sr. JAE foi a mesma que me preparou para a exigência de um Mestrado (e, presentemente a de um Doutoramento), graus académicos que, provavelmente, faltarão no currículo do sr. JAE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensinou-me a experiência, mas também os sucessivos títulos académicos que vou acumulando, bem como as Instituições de Ensino Superior Privadas e Públicas por onde tenho passado, que as reservas a todo o tempo invocadas pelo sr. JAE a respeito do ISLA-Santarém, são perfeitamente injustas e injustificadas (assim como os privilégios injustos e injustificados a que amiúde se refere um outro protagonista do nosso espaço público). No ISLA, não se conhecem, por exemplo, casos de exames de Inglês Técnico ao domicílio e/ou emissão de Certificados de Habilitações ao Domingo. O meu, data de 25 de Julho de 2003: uma Sexta-Feira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terá por certo o ISLA-Santarém os seus pontos fracos. A realidade está, porém, bem longe do constantemente denunciado pelo sr. JAE. Como em todas as casas, (certamente que na do sr. JAE a situação é idêntica) também no ISLA-Santarém existem defeitos e virtudes. Estou certo de que, no ISLA-Santarém, as segundas superam largamente os primeiros. A avaliar pela incessante perseguição mediática que o sr. JAE tem movido ao ISLA-Santarém, servindo-se para tal dos tentáculos do seu Polvo, estou em crer que no caso de “O Mirante” a situação será a inversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de tudo o resto um indecifrável enigma permanece sem solução: a campanha do sr. JAE contra o ISLA-Santarém não se pode fundar ou sequer ancorar em quaisquer critérios jornalísticos, nem tão pouco no mero oportunismo de ocasião, atendendo à tipologia das peças publicadas no esquife do sr. JAE. Existe algo mais profundo, mais sinistro, mais pessoal. Algo que explique tão visceral ódio da “instituição” e do próprio sr. JAE à Instituição ISLA-Santerém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguém me esclarece?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-473325555204416571?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/473325555204416571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=473325555204416571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/473325555204416571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/473325555204416571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/jae-o-citizen-kane-do-ribatejo.html' title='JAE, o Citizen Kane do Ribatejo'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1434978838387894057</id><published>2007-10-05T03:14:00.000+01:00</published><updated>2007-10-05T03:18:50.042+01:00</updated><title type='text'>A Sua Majestade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Noticiaram ontem a TSF e a TVI que Renato Barros, o proprietário do Ilhéu da Pontinha, um pedaço de terra a cerca de 70 metros da ilha da Madeira, pretende ver reconhecida a independência do Ilhéu, tendo já inclusive iniciado o processo de reconhecimento do principado (ver notícia completa: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF184077"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF184077&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Daqui tiro o chapéu a Vossa Majestade, no dia em que se comemoram 97 anos sob o Golpe de Estado que instituiu entre nós a ilegalmente ditadura republicana, a qual permanece até aos nossos dias, não obstante o pesado manto de trevas que fizeram descer sobre o Golpe de 05 de Outubro de 1910. Mais, a fim de perpetuarem a infâmia fizeram inscrever no Artigo 1.º da Constituição que “&lt;em&gt;Portugal é uma República soberana&lt;/em&gt; […]” e que esta condição não pode, qual dogma, ser sequer questionada. Não que seja monárquico. Não me revejo porém na corrupta República (já não inteiramente soberana). Gostava, na qualidade de cidadão, a tal qualidade individual que constitui uma outra, o povo, de ser ouvido quanto a essa questão: “&lt;em&gt;Que espécie de ornamento preferes: um Rei ou um Presidente?&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deixemos as politiquices de lado antes que o vómito se materialize em alguma nefasta tragédia e regressemos ao Principado do Ilhéu da Pontinha. Gostaria de aqui formalizar desde já um pedido: Príncipe Renato I, logo que seja reconhecida a independência do Principado, solicito desde já a Vossa Alteza a nacionalidade Pontinhense. E, coloco-me igualmente à inteira disposição de Vossa Alteza para assumir o cargo de Primeiro-Ministro, uma vez que possuo uma Licenciatura devidamente concluída, pelo que estou certo, reúno todos os requisitos para assumir um cargo de tamanha responsabilidade. Seria o Marquês de Pombal do Principado da Pontinha, só que, no século XXI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em todo o caso, a notícia, imediatamente escarnecida por alguns agentes integristas do regime, a concretizar-se efectivamente, constituiria o acontecimento mais importante desde a desavença de D. Afonso Henriques com a mãe e as birras com o primo Afonso VII.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aguardando expectante as boas-novas de Vossa Alteza,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este seu fiel súbdito de Sua Majestade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1434978838387894057?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1434978838387894057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1434978838387894057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1434978838387894057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1434978838387894057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/sua-majestade.html' title='A Sua Majestade'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5825293490979074774</id><published>2007-10-02T03:47:00.000+01:00</published><updated>2007-10-02T03:49:57.936+01:00</updated><title type='text'>Hipocrisias IV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mário Soares veio acenar, a propósito da eleição de Luís Filipe Menezes para líder do principal partido da oposição, com o Adamastor do populismo. Esquece-se, curiosamente, do populismo reinante no seu próprio “quintal” político. A diferença, é que a Menezes ainda faltam os tiques totalitários tão evidentes, alegadamente, (a força legal deste conceito é avassaladora) em Sócrates. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No resto, são mais as semelhanças do que as diferenças, até no recurso às Agências de Comunicação para gerirem a componente mediática das campanhas. Uma micro-diferença pode ainda, arguiu-se publicamente, ser encontrada na confrontação dos diplomas de estudos académicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esquece-se Soares, e teremos de lhe perdoar a sua eventual amnésia (quiçá selectiva) dos nada populistas passeios de bicicleta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entretanto, outro colosso (dinossauro(?)) da nossa cultura, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua eucaristia vespertina domingueira, incapaz de disfarçar uma incontida azia (em virtude de ter publicamente apoiado o candidato derrotado), tratou de passar um pesado sermão aos incautos telespectadores da RTP 1, o qual apresentou sob a forma do indigesto supositório populista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para além de criticar a atitude passiva dos barões do PSD responsabilizando-os pelo desastre, o bom Marcelo particularizou uma destacada figura do partido a quem acusou de ter puxado o tapete a Mendes para o entregar a Menezes, esquecendo-se, por exemplo do expediente a que ele próprio recorreu para remover o populista Santana Lopes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua infinita livresca sabedoria, tratou de imediato colar a imagem de Menezes à de Santana Lopes, qual demo populista que urge exorcizar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porém, também Marcelo, como Soares, acometido de uma súbita, porém conveniente amnésia selectiva, esqueceu um célebre, contudo tão populista quanto os passeios de bicicleta de Soares, mergulho no Tejo (ainda hoje os peixes morrem devido à concentração de enxofre nas águas do rio – há que manter viva a memória de uma das mais eloquentes tiradas Chavistas) em plena campanha eleitoral para a Câmara de Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Concluo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“&lt;em&gt;Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas, interiormente, estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim, também, vós, exteriormente, pareçais justos aos homens, mas, interiormente, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.&lt;/em&gt;” &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(MATEUS, S.; Evangelho de S. Mateus, In A Bíblia Sagrada, Lisboa, Sociedades Bíblicas Unidas, 1968, XXIII, pp. 27-28).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5825293490979074774?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5825293490979074774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5825293490979074774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5825293490979074774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5825293490979074774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/hipocrisias-iv.html' title='Hipocrisias IV'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-83265960305356172</id><published>2007-10-02T03:10:00.000+01:00</published><updated>2007-10-02T03:11:30.993+01:00</updated><title type='text'>Tê-los no sítio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expressão muito popular no nosso calão pode aplicar-se com especial acuidade à entrevista concedida por Santana Lopes à SIC Notícias na passada Quinta-Feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Interrompido pela chegada de José Mourinho ao aeroporto de Lisboa, Santana Lopes, um tipo em quem eu bati tanto, aqui neste mesmo espaço, enquanto liderou o governo, sentiu-se legitimamente ofendido no seu orgulho e recusou-se continuar a entrevista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma birra ou indisposição que Santana Lopes, talvez por não ter dormido a sesta, descarregou na Barbie Jornalista da SIC Notícias, defende-se o director de informação da estação. Ademais, acrescentam inúmeros opinion makers do alto da sua rasteira, porém arrogante cátedra, se alguém misturou futebol e política, esse alguém foi justamente Santana Lopes, razão pela qual não pode vir agora, argumentam, fingir-se de ofendido por a ditadura da actualidade se ter sobreposto ao brilhantismo do seu estéril monólogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deixemo-los. Santana Lopes é inconstante. É populista, demagógico, egocêntrico e vaidoso. É isso tudo e muito mais. A extensa parafernália de defeitos de Santana Lopes superará, seguramente, mente as suas exíguas virtudes, dirão alguns. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu até nem aprecio particularmente o político. Tiro-lhe todavia o chapéu. É preciso tê-los no sítio para tomar a atitude que tomou, mesmo que a mesma possa decorrer de um ego ferido pela divisão do protagonismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mourinho não será certamente o responsável pela inoportuna intromissão. O ego atingido ou o eventual mau humor de Santana Lopes, não poderão de igual modo ser apontados como despoletadores do mediático embaraço. O circo em que se converteu o jornalismo (de cartilha), a tendência para o folhetim e para o dramático sensacionalismo, bem ao jeito dos abutres tão amiudemente retractados nas produções hollywoodescas, leva a que na miopia do etéreo estéril instante se cometam gaffes como esta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O problema reside nos critérios jornalísticos(?) que norteiam o alinhamento e hierarquização da informação. Mourinho será, como apontou Santana Lopes, do ponto de vista mediático, muito mais importante que qualquer um de nós. Porém, na hierarquia nacional, Santana Lopes foi Primeiro-Ministro e, por mais torpes que sejam as prioridades informativas, um ex-governante não pode, em caso algum, ser melindrado desta forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Santana Lopes, ofendeu-se com toda a razão. Mais, a sua atitude, fruto da tal instabilidade emocional que recorrentemente lhe apontam e da sua personalidade imprevisível, valeu-lhe aquilo que jamais havia granjeado enquanto governante: o respeito generalizado pela deselegância de que foi alvo. O meu pelo menos, conseguiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica o link para o vídeo: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MpB1Ydko4NU"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MpB1Ydko4NU&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Recomendo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-83265960305356172?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/83265960305356172/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=83265960305356172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/83265960305356172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/83265960305356172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/t-los-no-stio.html' title='Tê-los no sítio'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-822309004897466936</id><published>2007-10-02T02:21:00.000+01:00</published><updated>2007-10-02T02:22:27.948+01:00</updated><title type='text'>O Polvo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estranhos tentáculos, aqueles que se movem nos bastidores da novela em torno da pequena Esmeralda. De um lado a Justiça, do outro um poder imenso, que move sem ser movido, qual motor imóvel, um poder tão intenso, tão ofuscante que consegue manietar uma máquina propagandística com a força mediática da Comunicação Social, cujo tema inclusive justifica a blasfema e tenebrosa repetição de um pretenso programa de debate, sabiamente encapotado e servido em fina baixela de serviço público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pesado Polvo este investindo com inusitado estrondo contra um cidadão cujo único crime foi exigir provas de paternidade do fruto de uma relação esporádica com uma dama de ocupação e reputação de cariz questionáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apenas a “fricção” tal motor imóvel amiudemente venerado, adorado e adulado em incontáveis “sepulcros [esquifes] caiados” sob um conceito difuso e mal compreendido comummente designado de Deus, mas que, no presente contexto, mais se aproxima de um outro (o de sistema – aqui em toda a sua dimensão) tão largamente insondável quanto o primeiro, consegue justificar que um foragido possa impunemente continuar a exercer a sua actividade profissional, num local perfeitamente identificado, inacessível, porém, aos mesmos poderes maximalistas que noutras ocasiões se mostram tão pouco respeitadores da esfera privada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É o Polvo, o Polvo gigante dos relatos míticos que povoa aterradoramente o imaginário dos marujos em todo o seu esplendor. Esticando os seus quilométricos tentáculos, tudo invadindo, tudo controlando, tudo sugando com as suas poderosas ventosas. Nada lhe escapa. Predador dos predadores o Polvo é em Portugal rei e senhor, não das profundas e escuras águas da costa, antes sim dos negros corredores e gabinetes do poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque, citando “onde há poder há corrupção” (uma frase que jamais esquecerei) e este caso aparenta-se muito com uma salada de polvo, análoga a uma certa feijoada, digna do Guinness…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-822309004897466936?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/822309004897466936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=822309004897466936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/822309004897466936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/822309004897466936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/10/o-polvo.html' title='O Polvo'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7863023517491576222</id><published>2007-09-21T19:08:00.000+01:00</published><updated>2007-09-21T19:09:07.618+01:00</updated><title type='text'>Milhões e Milhões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Título de uma das mais populares séries televisivas de divulgação científica, Milhões e Milhões, serviu ainda de antecâmara para o derradeiro livro, (Biliões e Biliões – o qual foi concluído já postumamente pela esposa) do rosto do programa, vulto da cultura científica, e uma das referências incontornáveis do Século XX, Carl Sagan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invocamos agora o malogrado cientista, traído pelo cancro, para darmos conta de um retorno a esse espírito: o dos milhões. Três ocorrências, igualmente situadas na cifra dos milhões e milhões, mais propriamente, 35, 100 (esta de que já demos conta em anterior texto) e 497.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e mais modesto valor, corresponde à parca indemnização paga pelo Chelsea a José Mourinho no âmbito do despedimento do Special One. Mourinho incompatibilizou-se, como qualquer subordinado competente na sua área com superiores manifestamente inferiores em matéria de eficácia. Os dois anos de sucessos sem o peso da burocracia e de intermediários, sem as sempre nefastas ingerências de Abramovich, habituado à bitola russa no que toca ao funcionamento do binómio liberdade/responsabilidade, comprovam este raciocínio. A performance de Mourinho desceu em inversa medida do incremento em número e complexidade das engrenagens dificultadoras da sua tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Mourinho é uma figura que não aprecio particularmente na sua postura pública. É todavia, profissionalmente, The Special One. Convencido, arrogante, prepotente, vaidoso, conflituoso, provocador, são algumas das suas imagens de marca. Mas aquela que superiormente o distingue dos demais, é o facto de ser o melhor. O Chelsea perdeu apenas a sua maior referência dos últimos e próximos 100 anos. Nem os milhões de Abramovich tiveram no clube a mesma importância decisiva que o técnico português. Mourinho apostou sempre numa postura arrogante e desafiadora em Inglaterra, hiperbolizando estes já seus conhecidos predicados em Portugal. Em Roma sê romano. Mourinho foi inglês em Inglaterra. E, no final sacou o dele. Boa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multa de 100 milhões de euros aplicada pela Federação Internacional do Automóvel à McLaren é um caso a que já anteriormente havia dedicado a minha atenção. Desenvolvimentos surgiram entretanto, nomeadamente dando conta a imprensa inglesa que Fernando Alonso estaria a tentar subornar os mecânicos da equipa para o privilegiarem na luta interna que entretanto se instalou entre os pilotos da McLaren mas também que teria alegadamente feito chantagem com os responsáveis da equipa ameaçando fornecer informação à FIA relativa à espionagem por parte da sua equipa à rival Ferrari se não fosse publicamente oficializada pela McLaren a sua chefia da equipa de pilotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erro crasso. Primeiro, se possui dados é porque conhecia o processo, facto que o torna cúmplice. Segundo, nunca se deve fazer chantagem. Se pretende de facto dominar a situação, entregava as informações que possuía e nada mais. A chantagem é das habilidades que nos homens mais me provocam náusea. Quem me conhece sabe bem que numa situação de espada e parede a minha reacção é sempre a espada e nunca o cobarde recuo para a parede. Quem não deve não teme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à terceira cifra, 497 milhões de euros é o valor da multa record aplicada pela Comissão Europeia à Microsoft por alegadas práticas monopolistas e confirmada pelo Tribunal Europeu de Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei por um lado: os gringos estão habituados a que no país deles tudo seja comprável. O dinheiro compra os cérebros que o país e o sistema de ensino são incapazes de produzir, o dinheiro compra monumentos, obras de arte, e demais bens de prestígio que a sua história mais curta que muitos milhões de edifícios europeus é incapaz de produzir e legitimar, o dinheiro produz doses industriais de propaganda do tão falido quanto o sistema de crédito low-prime american way of life, o dinheiro dos judeus europeus refugiados nos Estados Unidos e injectados na economia americana que a permitiram recuperar tão fulgurantemente de uma década de 30 miserável, assumindo-se como a primeira potência mundial no pós-guerra, após terem também aniquilado todas as possíveis concorrentes, incluindo as europeias, não consegue, afinal comprar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os colossos da “Velha Europa” ainda recusam pontualmente curvar-se servilmente e assumirem a pose de subserviência ao dinheiro e pretenso poderio económico americano. Por cá, em alguns territórios pelo menos, as leis são mesmo para cumprir e nem os ziliões ou os esquemas idealizados por advogados pagos a peso de ouro, conseguem afinal contornar, por muito que do outro lado do Atlântico se esperneie no Congresso e gritem invectivas bélicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso, uma nota: Ainda que apoie a decisão, a Comissão Europeia tem muito mais com que preocupar-se ao nível interno. Para quando, por exemplo, uma efectiva circulação de bens na União Europeia: continua a ser impossível à generalidade dos cidadãos europeus a aquisição de veículos automóveis noutro país sem que as diferentes máquinas estatais façam de imediato pela sua acção, sob a forma de impostos ilegais, desaparecer todos os benefícios obtidos ao comprar um carro noutro país. Antes deste tipo de expedientes, melhor fariam se liberalizassem efectivamente a circulação de bens no espaço europeu. E, já agora, para quando a imposição de normas disciplinadores em relação à criminosa importação de produtos chineses, de qualidade e segurança duvidosos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7863023517491576222?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7863023517491576222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7863023517491576222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7863023517491576222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7863023517491576222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/09/milhes-e-milhes.html' title='Milhões e Milhões'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5193420098191298549</id><published>2007-09-15T03:54:00.002+01:00</published><updated>2007-09-15T03:55:15.050+01:00</updated><title type='text'>Hipocrisias III – O abate das aves em Vila Nova da Barquinha e Tomar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ontem, quinta-feira, ao abrir a página da Lusa por volta da meia noite, deparei-me com a seguinte manchete: “Gripe das aves: Duas explorações sequestradas após detecção de vírus H5N2 em Vila Nova da Barquinha e Tomar”. De imediato peguei no telefone e liguei a um amigo a alertá-lo para a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na quarta-feira havia estado com ele, toda a tarde nos serviços do Ministério da Agricultura em Tomar, no sentido de reunir a informação necessária à obtenção de um alvará para a detenção de patos bravos. Objectivo: repovoamentos cinegéticos para efeitos de caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ontem e hoje, o regresso do circo e da histeria. Há aqui evidentes hipocrisias que importa assinalar, evidentes irresponsabilidades na defesa dos interesses do país, evidente criação de um alarmismo perfeitamente injustificado.&lt;br /&gt;Esclareçam-se algumas questões prévias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Não tenho qualquer interesse económico, ou outro de qualquer espécie, na questão;&lt;br /&gt;2 – O meu envolvimento surge apenas na qualidade amigo de alguém com ligações muito fortes, no passado, a pelo menos uma das explorações em causa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Não fui, nem serei, de qualquer forma recompensado pela reflexão que ora proponho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – O vírus detectado em ambas as explorações é o H5N2. O temível vírus da gripe das aves que até agora abriu os telejornais foi o H5N1;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Nunca o H5N1 foi detectado em Portugal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Não obstante, em Portugal proibiu-se, durante algum tempo, a criação de patos bravos e outras aves destinadas a repovoamentos cinegéticos, em liberdade. Enquanto vigorou tal período de interdição, este tipo de criações era apenas possível de forma confinada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Estranhamente, nunca, mesmo neste período de maior paranóia e histeria, houve notícia de quaisquer controlos às aves do Paul do Boquilobo (bem próximas destas – em linha recta a distância rondará os dez quilómetros), as quais se encontram em perfeita liberdade (talvez tal omissão se deva a que a reserva, não obstante manter a sua qualidade se encontra quase morta – onde anda a Quercus? – devido à poluição que a vem infestando e cuja origem é bem conhecida), representando um muito mais elevado risco para a saúde pública do que as das explorações agora sequestradas, uma vez que, ao contrário destas últimas, as aves do Paul não estão sujeitas a qualquer tipo de controlo sanitário;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Em França e em Espanha onde, ao invés de Portugal, já foram registados casos confirmados de H5N1, este tipo de actividade económica não conheceu qualquer tipo de restrições. A criação de aves é efectuada em regime de liberdade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – As imposições das autoridades sanitárias nacionais tiveram como principal consequência a quase total extinção desta importante actividade económica em Portugal, cuja quota de mercado foi preenchida por criadores espanhóis e franceses, países onde, relembre-se não existem restrições à criação e nos quais, igualmente, já se verificaram casos de H5N1;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – Para uma melhor compreensão da dimensão dos prejuízos criados pelo seguidismo do Estado Português em relação às sentenças de Bruxelas (que a par de nós apenas o Reino Unido seguiu) aos criadores de aves para repovoamento cinegético, convém referir que uma das explorações ora sequestrada, era tão somente a maior da Europa e produziu em 2005 um número bem superior ao meio milhão de aves, seguramente mais do dobro em relação à segunda maior empresa do sector, sendo Espanha um dos seus principais clientes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 – A variante do vírus da gripe das aves ora detectada (H5N2) é, nos termos dos relatórios técnicos tornados públicos, perfeitamente inofensiva. Se assim é, qual a justificação para o abate de todo o efectivo e para a criação de um tão amplo alarme público, sabendo-se de antemão o quão propenso é o povo português para a histeria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 – Em jeito de conclusão, deixo à vossa consideração uma questão: Que estranhos e ocultos interesses se escondem a coberto de um modus operandi das autoridades que tudo têm feito no sentido de extinguir esta actividade em Portugal, cumprindo o que ninguém mais (à excepção do Reino Unido) cumpre, impondo restrições que em mais nenhum lugar foram colocadas, (nem mesmo onde já foram detectados casos positivos de H5N1), levando à ruína os produtores nacionais, (para depois não impedirem a importação de aves estrangeiras), abatendo os efectivos de explorações inteiras (sem que sejam, todavia, sujeitas a controlo as aves existentes nas reservas naturais do próprio Estado), para mais invocando riscos para a saúde pública versão que, posteriormente, os próprios relatórios técnicos não acompanham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou técnico veterinário. Mas sou técnico de comunicação. E que esta história tresanda, lá isso é verdade…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5193420098191298549?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5193420098191298549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5193420098191298549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5193420098191298549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5193420098191298549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/09/hipocrisias-iii-o-abate-das-aves-em.html' title='Hipocrisias III – O abate das aves em Vila Nova da Barquinha e Tomar'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-6488492409941051387</id><published>2007-09-15T03:54:00.001+01:00</published><updated>2007-09-15T03:54:38.725+01:00</updated><title type='text'>Hipocrisias II – Punição à McLaren</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A McLaren foi severa e exemplarmente punida por práticas anti-desportivas (no caso, devido a espionagem à concorrente Ferrari). Cem milhões de euros, e a proibição de correr em 2008, acrescida da perda de pontos no mundial de construtores é, há que dizê-lo, uma pena bem pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se forem todavia verdadeiras as acusações, tal sanção, ainda não definitiva, porque passível de recurso, é por demais justa e um bom sinal no sentido da moralização e credibilização, em largo espectro, do desporto, a todo o tempo minado por suspeitas de constituir um paraíso de, lato sensu, batota e batoteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os problemas de corrupção, apostas ilegais, branqueamento de capitais, falseamento de resultados, dopping, espionagem, vícios e dependências de substâncias nocivas, excessos e comportamentos sociais censuráveis dos protagonistas, inveja, sabotagem, etc., o mundo do desporto está hoje, mais afastado que nunca do ideal olímpico (mesmo considerando que nem todas as disciplinas o são – não obstante dever ser esse o espírito comum a todas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto o castigo aplicado à McLaren, talvez possa representar uma radical inflexão por um outro caminho que urge concretizar. Que o exemplo da FIA (que até nem é grande modelo noutros aspectos) possa ser um sinal para o início de uma nova era no Desporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro que em Portugal, tal mensagem possa ser plenamente entendida. Com culpados ou não, o Processo do Apito Dourado tem de ser esclarecido. A bem do desporto nacional e da vida social é conveniente que aquilo que todos sabemos e que é amiúde publicamente denunciado, a tal santíssima trindade envolvendo o futebol, a política e o meio empresarial, passe rapidamente ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando ao início: Até dói! Cem milhões de euros nem a Microsoft alguma vez levou da Comissão Europeia pelas alegadas práticas monopolistas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso à navegação: Estes gajos da FIA não brincam! Mas curiosamente, não foi a FIA tão diligente noutros tempos e noutros contextos na punição de comportamentos pouco correctos, como por exemplo os jogos de equipa, as adulterações dos equipamentos nas boxes, entre tantos outros que os aficionados vão conhecendo. Terá a FIA, paradigma de justiça, afinal um peso e duas medidas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-6488492409941051387?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/6488492409941051387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=6488492409941051387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6488492409941051387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6488492409941051387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/09/hipocrisias-ii-punio-mclaren.html' title='Hipocrisias II – Punição à McLaren'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2155982894574287603</id><published>2007-09-15T03:50:00.000+01:00</published><updated>2007-09-15T03:54:12.321+01:00</updated><title type='text'>Hipocrisias I – Acerca do acto de Luiz Felipe Scolari</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O seleccionador dito nacional é uma daquelas personagens, bem ao jeito do Mourinho, por quem, do ponto de vista estritamente pessoal, a minha simpatia é nula. É arrogante, é prepotente, muitas vezes agressivo e mal-educado. Além do mais, cometeu um crime que considero capital, a convocação de atletas de 2.ª linha no Brasil que, impossibilitados de jogar pela sua selecção vêem, no acto de representar a equipa de Portugal, uma oportunidade no sentido de aumentar a sua cotação nos mercados de transferências e, por conseguinte, alcançar salários (ainda mais obscenamente) chorudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scolari que, volta e meia apela ao patriotismo luso, em jogadas de Relações Públicas dignas de um comunicólogo de elite e desfere depois, nesse mesmo pseudo patriotismo, para o qual me estou cada vez mais nas tintas, brutais facadas nas costas ao convocar jogadores brasileiros para equiparem de quinas ao peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a hipocrisia do Scolari. Não se pode apelar ao nacionalismo luso, para depois encher a selecção de atletas estrangeiros. É que, e nada me move contra os desportistas brasileiros, as selecções nacionais deveriam ser os últimos baluartes, os últimos e jamais invioláveis redutos da nacionalidade, corrompida que foi essa fronteira ao nível dos clubes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam falta, ou não façam falta, hajam ou não adquirido o estatuto de nacionais (o que não lhe confere uma igualdade plena de direitos, atendendo a que não pode por exemplo um estrangeiro, mesmo tendo adquirido a nossa nacionalidade portuguesa, candidatar-se à Presidência da República), façam os outros ou não o mesmo, tenham ou não existido no passado outros exemplos, no futebol ou noutros desportos, é o princípio que está errado. Todo ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando ao seleccionador nacional de futebol. Além de todos os já acima enunciados efeitos, o homem julga-se acima de tudo e todos. Tem a mania que é bom!&lt;br /&gt;Mas, é mesmo! E, o problema é mesmo esse: Scolari é mesmo bom! E, pior, pensa pela própria cabeça, não admite ingerências no seu trabalho e é teimoso. Muito teimoso! Digam o que disserem, critiquem o que criticarem, gostem ou não do homem, das exibições da selecção, etc., a ditadura dos resultados que comanda a vida de um treinador de futebol é-lhe, para todos os efeitos, largamente favorável. Favorável como nunca o fora com outro qualquer seleccionador (excepção talvez feita a Humberto Coelho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gesto de Scolari, que eu não vi, como de resto não vi o jogo, a tentativa de agressão a um adversário é condenável. Scolari esteve mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não me venham nem com merdas, nem com as conspirativas hipocrisias habituais e tão consideradas na nossa cultura. É que aqueles que condenam o homem não passam de meros oportunistas de ocasião, ressabiados senadores fazedores de opinião aos quais Scolari, do alto da sua conhecida arrogância se recusa a prestar vassalagem, remetendo-os à sua torpe insignificância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Scolari errou. Errou, quando na conferência de imprensa de ontem à tarde pediu desculpas. Que desculpas tem o homem a pedir, depois de ter feito aquilo que qualquer um de nós faria em idêntica situação (e, ainda hoje o árbitro, quiçá redimindo-se das asneiras do jogo o ilibou de responsabilidades). Não tem o homem margem para errar? Não conquistou já crédito suficiente para errar? Isto, claro, partindo do princípio que errou. Hipócritas, já se pode ler no evangelho de São Mateus, são os escribas e os fariseus que professam uma coisa e fazem outra diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro do Scolari em todo este processo foi apenas um: mesmo não tendo ficado bem na fotografia, não deveria ter descido do pedestal em que se colocou desde que cá chegou para humildemente prestar vassalagem aos seus abutres detractores, escribas e fariseus, que seguramente o incinerariam caso não tivesse tomado a atitude que tomou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam sérios e deixem o homem trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2155982894574287603?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2155982894574287603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2155982894574287603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2155982894574287603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2155982894574287603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/09/hipocrisias-i-acerca-do-acto-de-luiz.html' title='Hipocrisias I – Acerca do acto de Luiz Felipe Scolari'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2619562915579303308</id><published>2007-09-09T16:19:00.000+01:00</published><updated>2007-09-09T16:20:05.860+01:00</updated><title type='text'>O Logro do Século</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Século XXI ainda não viu sequer concluída a primeira década. Creio, todavia, poder já eleger-se a trágica história em torno do desaparecimento da pequena Madeleine McCann como a farsa deste século. Há já algum tempo tinha, neste mesmo espaço, previsto o desfecho que agora se parece concretizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início, o circo mediático que se tornou o caso da pequena Maddie indiciava poder vir a constituir-se como um dos mais sérios case-study da história da Comunicação. Habilmente montado, o agora cada vez mais evidente bluff mediático, parecia ancorado numa tragédia, tragédia essa habilmente ocultada do público pelos diversos intervenientes. Para além do mais, o aparente “desespero” evidenciado pelos protagonistas, desmultiplicando-se em apelos, em acções de propaganda para “português ver”, em viagens e romarias de fé, em orações e conferências de imprensa, em acções e mais acções de divulgação da desgraça da pequena Maddie denunciava sinais de preocupante cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início o meu preconceito em relação ao turista-tipo inglês segredava-me que a história estava muito mal contada. O jantar que durou várias garrafas de vinho; as viagens constantes aos apartamentos a fim de verificar a normalidade da situação (está-se mesmo a ver – além das versões contraditórias, não só em relação aos intervalos das rondas, como aos autores, como até ao modo como as mesmas eram efectuadas); a entrada de um fantasma que não deixou vestígios; o conveniente avistamento de um suspeito com uma criança nessa mesma noite; o envolvimento do establishment e da máquina de propaganda inglesa no caso; a subserviência lusa às torpes vontades dos súbditos de sua majestade; os malfadados resultados dos testes que não chegavam; a completa inflexão discursiva, tanto nos agora visados, quanto nos cães de guarda que os acompanhavam (os primeiros já admitiam voltar a casa sem a vítima, os segundos ocupando-se, a soldo de um establishment que imprudentemente se envolveu no caso sem aferir os riscos de tal exposição, de minar e arrasar a credibilidade da investigação numa, para mim evidente, política de controlo de danos; tudo tresandava a maquiavélica (coitado do Maquiavel, constantemente difamado) conspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis-nos no final (aparente, pelo menos) das investigações. O desenlace apenas pode surpreender os incautos, aqueles que não foram capazes de ir lendo os sinais todos os dias veiculados na Comunicação Social (até na estrangeira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo meio tivemos, temos e teremos um conflito político de que apenas muito rara e prudentemente se faz eco. Na verdade, e há que dizê-lo, ao impor uma férrea e subserviente ditadura à investigação o governo não acautelou os interesses nacionais. A imagem do Allgarve, já dilacerada pela frequente colagem dos múltiplos processos de pedofilia ao produto turístico, foi ainda mais abalada pela manutenção durante meses da ideia, junto dos potenciais clientes, de insegurança e da criminalidade. Com a investigação até à exaustão de uma linha que se veio a revelar como um beco sem saída, sem a exploração no tempo oportuno das demais, a imagem do Allgarve pode ter sido seriamente comprometida e, nem o aparente culminar do processo neste desfecho poderá reverter em absoluto os danos que os mais de 120 dias de publicidade negativa, que seguramente continuará no estrangeiro, a coberto de uma das mais poderosas máquinas propagandísticas do mundo, como aliás o período compreendido entre o final de 2002 e o início de 2003 inequivocamente demonstra. Em todo o caso torna-se por demais evidente que o Estado português, face à orquestrada campanha de manipulação e propaganda encetada pela outra parte, deveria ter reagido por meio de uma oposição de contra-propaganda capaz de silenciar, ou de pelo menos, mitigar os efeitos das manobras do antagonista. Se a mesma existiu não teve visibilidade e os seus efeitos foram totalmente inconsequentes face à avalanche desinformativa dos média britânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há algum tempo que desenvolvia com amigos este raciocínio: No meio de um trágico acidente, devido à incúria de alguns protagonistas, alguém, bem jantado e melhor bebido, ensaia a fuga para a frente. Num reino bem conhecido por uma imprensa que a todos severa e igualmente castiga, umas férias de promíscuos excessos marcadas pela tragédia, tornar-se-iam no pretexto para mais um folhetim. Bem conhecedores desta realidade, um dos protagonistas, manipula o outro, levando-o a dar a cara em todo o processo, enquanto o verdadeiro irresponsável se remetia a um prudente estado de apagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto a funesta ocorrência verificara-se num país de terceiro mundo. Do alto da arrogância da mansão de um milhão de euros, da formação superior e da errada presunção de superioridade genética (num país de terceiro mundo a polícia será seguramente um bando de imbecis), a conspiração ganhou forma. Um guião foi habilmente imaginado. Os companheiros de férias serviriam de testemunho de como nada de estranho ocorrera. A insólita fatalidade de imperiais súbditos de sua majestade, combinada com um povo estúpido e de terceiro mundo comummente conhecido pela sua hospitalidade e afectividade e com uma Comunicação Social ávida de notícias num país onde nada acontece, sabiamente orquestrados poderiam revelar-se como um aliado fulcral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, um estranho sequestro foi ensaiado. A menina desapareceu. Os dias passaram. O circo mediático foi montado e muita malta se fartou de ganhar dinheiro à conta histeria generalizada e da avidez de informações. Num claro exercício de fuga para a frente, um ilustre casal, encurralado num enredo ainda com muitas pontas soltas, preferindo a espada à parede, o tudo ao nada, arriscou e alimentou o mito e a especulação geral. O ponto de não-retorno fora cruzado mais rapidamente do que alguma vez haviam previsto. Não havia retrocesso: apenas uma gigante bola de neve que urgia alimentar e manter em movimento sob pena de um cataclismo de dimensões bíblicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na babel entretanto gerada, a credulidade, o efeito psicológico aliados à materialização de uma responsabilidade latente nas massas da muita propaganda alimentada pelos diferentes intervenientes no processo fez o resto. Qual OV(N)I a pequena Maddie foi avistada em Espanha, Marrocos, Bélgica, etc.. Um intenso dilúvio de avistamentos desviava incessantemente as autoridades do trilho para alívio de quem a culpa corroía. A pressão mediática funcionava a favor. O envolvimento governamental britânico e o consequente arrastamento do Vaticano para a farsa foram ajudando a manter a bola longe da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a bola, aqueloutra de neve, não cessava de aumentar, qual estrela queimando os últimos átomos de matéria. Cresceu, cresceu, tudo engolindo à sua volta, até que, numa explosão formidável tudo destruiu. E, por fim, viu-se transformada numa anã branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história das férias dos McCann em Portugal decerto não sairá tão cedo da agenda mediática, sendo certo que transitará para os anais da Comunicação e aí se cristalizará, qual case-study, como o funesto resultado de um dos efeitos mais perversos da comunicação globalizada, mediatizada, emocionalmente presente, enfim, de massas e ara as massas. O caso McCann será lembrado como o primeiro Big Brother não ensaiado, envolvendo um crime, como a farsa das farsas, como o dia em que um casal conseguiu enganar todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá diz o adágio, não é possível enganar todos a todo o tempo…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2619562915579303308?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2619562915579303308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2619562915579303308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2619562915579303308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2619562915579303308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/09/o-logro-do-sculo.html' title='O Logro do Século'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3158140144667186371</id><published>2007-08-30T19:57:00.000+01:00</published><updated>2007-08-30T20:03:34.922+01:00</updated><title type='text'>Concursos Púb(l)icos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com dedicatória à Câmara Municipal de Chamusca, mas também às de Torres Novas, Benavente, Cartaxo, Entroncamento, e a tantos outros organismos púbicos....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“&lt;em&gt;Janeiro 1872.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Não queremos privar os nossos amigos da história de um concurso, cintilante de jovialidade, que estala de riso por todos os poros, espuma paradoxalmente de pilhéria.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Havia um lugar de cirurgião do banco no Hospital de S. José. O concurso era documental. Dois médicos aparecem, concorrendo. Um o Sr. Boaventura Martins, apresenta como documentos os certificados de onze cadeiras do curso médico, tendo dez aprovações plenas com louvor, e seis diplomas de prémios. O outro concorrente não tem nos seus documentos nem louvor, nem prémio; e tem apenas um R. A administração do hospital classificou o Sr. Boaventura em primeiro lugar, como lhe impunha a lógica e a força inatacável dos documentos. O Governo também o considerou digno dessa classificação. Somente sucedia que o ministro não queria despachar o Sr. Boaventura e ansiava por despachar o cavalheiro do R. Mas (supremo embaraço!) os documentos, os louvores, os prémios, tinham uma evidência iniludível. "Que fazer?" como se diz nas óperas cómicas. O Governo ruminou nas profundas do seu peito, e tirou dele esta sentença: "O Sr. Boaventura não pode ser despachado por não ter sido recenseado". Surpresa! Assombro!...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Eis o que sucedera:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A lei diz: - "Não pode exercer lugar público o indivíduo que não tenha sido recenseado...". Ora acontecera que o Sr. Boaventura não fora recenseado em tempo competente por descuido da câmara. Quando reconheceu esta omissão, requereu precipitadamente à câmara para ser incluído no recenseamento. A câmara respondeu com bom senso que, tendo passado os 21 anos da lei, o Sr. Boaventura não devia ser recenseado, e que seria inútil que o fosse, porque o contingente do seu ano estava plenamente preenchido.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Sr. Boaventura juntou aos seus papéis este atestado da câmara. Pois foi justamente fundado nele que o Governo o excluiu do lugar! Não podendo negar-lhe a superioridade de classificação - negou-lhe a validade do concurso!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;De sorte que, tacitamente, o Governo confessa:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Que dez louvores e seis prémios num curso habilitam, com superior razão, o Sr. Boaventura a exercer o lugar de médico do banco do hospital: somente que de nada lhe valem louvores e prémios, porque a câmara municipal se esqueceu de o recensear!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Debalde a câmara exclama pela voz dos seus documentos: "Não, por causa de mim, não! esse cavalheiro requereu para ser recenseado! somente é agora inútil que o seja porque o seu contingente está preenchido!"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Governo insiste: - "Não! desde o momento em que a câmara se esqueceu de o recensear, esse médico pode ser um hábil carpinteiro, um fino miniaturista, mas é-lhe vedada a clínica! E imediatamente se aproveita desta interdição do Sr. Boaventura - para despachar um cavalheiro protegido e querido!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Portanto, o que se colige é que o concurso não tinha esta interrogativa racional: - "qual é o melhor médico?" Tinha esta estranha interrogativa: - "qual é o mais bem recenseado?"&lt;br /&gt;O mais bem recenseado seria o mais apto, segundo o Governo, para curar, operar, tratar doentes.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Logo o recenseamento substitui o curso. Ora ninguém negará que qualquer soldado do 5 ou do 18 está mais bem recenseado, e prova melhor a eficácia do seu recenseamento, do que o sábio professor Tomás de Carvalho. Portanto quem, segundo a doutrina do Governo, deveria reger a cadeira de anatomia, seria um soldado do 18 com a autoridade da sua fardeta suja, e não o Sr. Tomás de Carvalho com a autoridade do seu largo saber.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Tal é a história jovial e imunda deste concurso!&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=9007455#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=9007455#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; QUEIROZ, Eça; &lt;em&gt;Uma Campanha Alegre&lt;/em&gt;, Lisboa, Livros do Brasil, s/D., pp.273-275.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3158140144667186371?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3158140144667186371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3158140144667186371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3158140144667186371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3158140144667186371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/08/concursos-pblicos.html' title='Concursos Púb(l)icos'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-7707799442204953712</id><published>2007-08-30T19:52:00.000+01:00</published><updated>2007-08-30T19:57:13.816+01:00</updated><title type='text'>Americanices…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Noticiava (elevando tão escatológica informação à sacrossanta categoria de notícia) hoje o Correio da Manhã que, no âmbito do seu processo de divórcio a cantora (outro eufemismo) e socialite Briteny Spears estaria a ser processada por alegadamente ter ingerido álcool e consumido tabaco na presença dos filhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A hipocrisia e o pseudo-puritanismo são, na sociedade americana, efectivamente quase imorais. Num país sem valores morais, sem instrução, sem cultura, sem história, enfim o paradigma do nihilismo absoluto, este tipo de exercício musculado da lei(?) não deixa de se assumir como prova última de uma sociedade maníaca, compulsiva, instável, bipolar, invertida…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na última página nova pérola informativa. Origem? Pois está claro: Estados Unidos da América do Norte! Leona Helmsly, uma multimilionária do sector imobiliário faleceu. O testamento aberto ontem dispunha como herdeiro da maioria dos bens, nomeadamente 12 milhões de dólares, o cão da malograda senhora. Naquela estranha, insólita e peculiar cultura, nada nos espanta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Interrogamo-nos, legitimamente, nós, os sãos de espírito, como foi possível que o canídeo tenha dado a volta à boa senhora endrominando-a a tal ponto que ela tenha preterido os netos (alguns totalmente deserdados) em favor do animal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao contrário do que possam estar todos a pensar, não estive a ver um filme. Na verdade, creio que o verdadeiro filme principiará em breve nas salas de chuto americanas (refiro-me, obviamente aos tribunais), já suficientemente celebrizados pelos populares Prémios Stella.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, ainda bem que existem estes gangsters, escória da Europa dos séculos XVIII e XIX, para nos divertirem. Doutro modo, em Portugal a vida seria uma chatice tão sérios e pouco propensos para o disparate são os nossos protagonistas…&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-7707799442204953712?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/7707799442204953712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=7707799442204953712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7707799442204953712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/7707799442204953712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/08/americanices.html' title='Americanices…'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2373252543341635195</id><published>2007-08-29T22:53:00.001+01:00</published><updated>2009-11-05T02:08:44.414Z</updated><title type='text'>A JANELA NÃO É PAISAGEM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: arial;"&gt;Ainda pensei esgalhar umas linhas bem sarcásticas a esta coisa, apodada de filme, transmitida ontem à noite na RTP2. Depois, porém, pensei: “como descrever aquilo? E, a propósito: o que era aquilo?”. E resolvi não escrever nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sinto-me brutalmente imbecil. Confesso-me incapaz de compreender tais rasgos de génio. Tal deve-se naturalmente à minha estupidez e insensibilidade estéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe-me, ainda assim. à memória um outro orgasmo análogo pleno de intelectualidade: O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Blow Job&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, também conhecido noutros meios como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Blow Up&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é triste sentirmo-nos por vezes tão pequeninos diante tão insignes vultos…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2373252543341635195?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2373252543341635195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2373252543341635195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2373252543341635195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2373252543341635195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/08/janela-no-paisagem.html' title='A JANELA NÃO É PAISAGEM'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-4158360366104465210</id><published>2007-08-19T22:39:00.000+01:00</published><updated>2007-08-21T14:26:16.417+01:00</updated><title type='text'>Verde Infâmia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A destruição em Silves na passada sexta-feira de uma plantação de milho transgénico parece representar um retorno ao melhor das tradições ocupacionistas do PREC, para mais ensaiada na sua maioria por betinhos, pseudo-ecologistas estrangeiros os tais, anti- que já em texto anterior tive oportunidade de caracterizar.&lt;br /&gt;Há nesta brincadeira, vamos chamar-lhe assim, um conjunto de questões acerca das quais é importante reflectir:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;– O acto em si, a destruição da propriedade alheia sob o cómodo escudo de que é nocivo para a saúde, além de representar um manifesto caso de miopia e analfabetismo científico, constitui um grave crime se atentarmos ao ordenamento jurídico português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, pois estranha a negligente complacência e inactividade, da GNR perante tal crime, atendendo até às amiúdes referências nos relatórios da Amnistia Internacional que reportam os excessos na actuação das forças policiais lusas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não obstante a par(a)lamentar tentativa de branqueamento do crime, a verdade é que o mesmo existiu. E, o crime de desobediência civil, a pretexto ou não da pseudo-consciência ambiental de um punhado de arruaceiros, não pode, nem deve ficar impune. Seria pois desejável que idêntico nível de empenho ao verificado no apuramento de factos estranhos envolvendo cidadãos estrangeiros no Algarve (processo que, ou muito me engano, ou há-de conhecer ainda espantosas revelações – deixarei para mais tarde umas linhas quanto àquele que considero o logro do século), fosse agora investido na protecção e na indemnização do património privado nacional destruído pelos vadios estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como é possível, num Estado dito soberano e de direito, que um bando de cidadãos estrangeiros espalhem o terror, destruam património legitimamente obtido, e não sejam exemplarmente punidos. Noutras paragens não é assim e, recordo-me neste particular do episódio da bandeira. O mais estranho é a inacção das autoridades, o mutismo dos responsáveis governativos e, pior, um representante eleito pelo voto do povo, fazer publicamente a apologia do acto. Na impossibilidade formal de uma imediata exoneração, em minha opinião, o Bloco só tem uma opção: pedir ao cavalheiro que se demita ou, na eventualidade de o pedido não ser acatado, retirar-lhe a confiança política. Eu que até admiro (e muito!) Francisco Louçã, notável académico e respeitado político, não compreendo como pode estar tão mal acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por último há a questão que terá despoletado toda a situação. Os bacanos, os tais anti-nem-eles-sabem-muito-bem-o-quê, contestam os perigos dos produtos geneticamente modificados. Claro que estes partidários de uma certa esquerda, dita liberal, mas para cuja classificação libertina constituiria muito melhor predicado, não têm qualquer problema em fazer aborto, em submeterem-se a cirurgias estéticas, em “personalizar” o corpo com piercings, tatuagens, penteados e demais merdas do género. Acredito que esta acção se enquadra num programa muito mais vasto de intransigente e militante defesa da pureza dos preparados que snifam, fumam, ou injectam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A preocupação com o milho transgénico mais não é afinal do que a aurora de um plano global e diabólico do establishment que tem por objectivo distribuir “soma” em larga escala às populações, recorrendo para isso aos transgénicos. Estes zelosos membros da organização terrorista Verde Eufémia, preocupados com o supremo interesse dos cidadãos, lutam, quais justiceiros, pelo desmascarar de tão vis e terríveis conspirações, ocupando e destruindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não deixa de ser curiosa a miopia, quiçá selectiva, destes sujeitos. A intervenção genética sobre plantas e animais data de há muito. Desde sempre que o homem na sua intervenção sobre a natureza operou intervenções genéticas. Foram aliás estas que, progressivamente, permitiram o desenvolvimento das sociedades, até ao ponto em que se encontram actualmente (não esquecendo as perversões da evolução e da globalização – o ataque selvagem e terrorista é um bom exemplo). Desde há séculos que nos reinos animal e vegetal se operam mutações genéticas de vária ordem. A natural, que é balizada pelos próprios acidentes e circunstâncias naturais, aos induzidos pelo homem. O que serão, senão intervenções genéticas, práticas humanas milenares como a enxertia ou o cruzamento de raças que o homem faz desde tempos imemoriais? A selecção dos melhores produtores, dos melhores reprodutores, em suma, das melhores de entre todas as espécies animais e vegetais senão intervenções genéticas? E a selecção natural, problema que Darwin tão bem colocou há quase século e meio? Estarão os partidários dos movimentos ecologistas arreigados de uma fervorosa, todavia até agora desconhecida, fé criacionista, rejeitando portanto toda e qualquer intervenção humana nos produtos do labor divino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A diferença entre os transgénicos e os produtos ditos naturais é, em bom, rigor nenhuma. A desigualdade existente é que o milho, neste caso específico, pode, pelas alterações que lhe foram induzidas, ter características partilhadas com outras espécies, que reduzem a sua vulnerabilidade a factores ambientais diversos (predação animal, clima, solo, etc.), contribuindo deste modo, por exemplo, para a desnecessidade de aplicação de pesticidas (cujos graves impactos ambientais são tão caros aos movimentos ecologistas). A engenharia genética, aplicada no caso concreto à agricultura, adiciona, grosso modo, as propriedades específicas de uma planta ou variedade da planta em causa, que é resistente a uma praga, a outra no sentido de optimizar a resistência da espécie a factores exógenos. Funciona, metaforicamente falando, como uma vacina. Do mesmo modo que o recém-nascido tem de ser sujeito a um conjunto de vacinas, também a planta é sujeita a idêntica protecção. Se os pseudo ambientalistas não recusam as vacinas, porque razão desprezam as correcções realizadas no domínio agro-pecuário? Ou por miopia (selectiva), ou por estupidez, ou por pura demagogia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;– Não se trata aqui de fazer a apologia dos transgénicos. Pessoalmente, embora considere inexistente qualquer risco para a saúde pública, não aprecio particularmente a ideia, apenas porque os transgénicos se baseiam em critérios puramente económicos, que visam concentrar a propriedade das sementes sob a forma de patentes detidas pelas grandes corporações agro-alimentares que dispõem deste modo, a seu bel-prazer, de um património que jamais deveria ser “privatizado”, beneficiando de monopólios que rápida e diligentemente resvalam para a chantagem e para a ditadura da especulação. Não me oponho ao princípio da manipulação genética das plantas, até porque estão por provar os perigos decorrentes desta prática, não obstante os benefícios serem por demais óbvios, sou, antes sim, contrário ao fim subliminar que lhe está subjacente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acontecimento da passada sexta-feira inaugura também aquilo que considero será um dos paradigmas dominantes do século XXI. O terrorismo motivado por fanatismos religiosos, ou por convicções políticas tenderá a cair em desuso. O primeiro será, mais tarde ou mais cedo, circunscrito a espaços geográficos muito concretos e localizados por força de maiores esforços de segurança por parte dos Estados ocidentais. O segundo seguirá a tendência decrescente dos últimos anos, acabando por, no contexto do ocidente, diluir-se no seio de uma sociedade onde a conflitualidade (não a discrepância de rendimentos ou de estilos de vida) apenas esporadicamente, por ocasião de crises económicas pontuais, embora cíclicas, se fará sentir, ainda que, de uma forma cada vez mais ténue, se atentarmos naquela que é também a tendência contemporânea para a erosão das fronteiras dos espectros políticos e consequente uniformização ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupa-me, todavia, uma forma de terrorismo, que julgo poderá vir a marcar o século XXI, levada a cabo pelos já conhecidos movimentos anti-globalização que semeiam o terror de cada vez que se juntam, animados pelos mesmos ideais parolos de consciência ambiental que, em Silves, deram mais uma prova inequívoca do modo como idealizam o pleno e efectivo exercício da participação cívica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este neo-terrorismo, que se erguerá, (sob a forma de movimentos de anti-globalização, associações ambientais, movimentos pró-vida, movimentos pela autenticidade do homem e do seu corpo, contra as manipulações – em suma pretensos puristas, que se deslocam de avião entre comícios em defesa do ambiente, colocam piercings, tatuagens, implantes de silicone, recorrem à cirurgia estética em favor da afirmação de uma individualidade plena, passeiam pelo mundo gritando impropérios contra as perversões da globalização, celebram como “natural” a promiscuidade e todas as inversões sexuais, etc.), contra valores que os próprios militantes terão dificuldade, (por força de uma nihilista imbecilidade, não apenas latente mas efectiva), em compreender, marcará indelevelmente a história da conflitualidade humana do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos de Silves são apenas (mais) um exemplo…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-4158360366104465210?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/4158360366104465210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=4158360366104465210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4158360366104465210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4158360366104465210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/08/verdejantes-energmenos.html' title='Verde Infâmia'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-4109376498536151396</id><published>2007-08-09T21:07:00.001+01:00</published><updated>2007-08-09T21:07:58.079+01:00</updated><title type='text'>Caça à Multa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Primeiro paga-se, depois fazem-se os estudos para aferir da justeza. A Câmara Municipal de Lisboa (CML), em falência técnica, anunciou, após as múltiplas queixas, inclusive do Presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), bem como a evidência de que o posicionamento dos radares é uma verdadeira aberração, a realização de estudos no sentido de corrigir eventuais desvios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me vou alongar no comentário das evidências. Tal como o pretenso Novo Código da Estrada em 2005, também os radares de velocidade em Lisboa em 2007 tiveram um único móbil, sacar dinheiro ao cidadão. A caça à multa em Lisboa, como no resto do país, surge como um imposto encapotado, uma forma de mascarar a crónica incompetência dos sucessivos governos. Não tardará até que o sexo seja alvo de tributação, não obstante a grave crise demográfica existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É caso para um apelo: deixemo-nos de petições e desrespeitemos. Todos! Vamos entupir todo o sistema. Vamos gerar tantas multas, tantas, que lhes seja impossível processá-las. E, se possível, vamos todos entupir os governos civis e os tribunais, impugando tudo e mais alguma coisa…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-4109376498536151396?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/4109376498536151396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=4109376498536151396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4109376498536151396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4109376498536151396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/08/caa-multa.html' title='Caça à Multa'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3774867360368169776</id><published>2007-08-09T20:48:00.000+01:00</published><updated>2007-08-10T00:45:47.836+01:00</updated><title type='text'>Zangam-se as comadres...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No rescaldo da Assembleia-geral de accionistas do Banco Comercial Português (BCP), veio a terreiro José Manuel Berardo denunciar os proveitos imorais do fundador da instituição, Jorge Jardim Gonçalves que, nas palavras do comendador, teria em 2006, auferido qualquer coisa como cinquenta (50!) milhões de euros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Fazendo fé nas declarações de um dos accionistas de referência da instituição e, mesmo descontando o ódio visceral que entretanto se parece ter gerado entre as duas facções em renhida competição pelo poder no seio do maior grupo financeiro privado português, não deixa de ser espantoso o valor avançado. Mesmo que fosse metade. Ou até um décimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt; Convém esclarecer, antes do mais, que o dinheiro necessário para cobrir tal volume de rendimentos, terá forçosamente (tratando-se de uma instituição privada) de resultar das actividades operacionais do banco, isto é, o proveito apurado no diferencial registado entre despesas e receitas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Os lucros gerados pela actividade bancária provêm, no essencial, dos juros sobre o capital depositado e, principalmente, dos juros, comissões e demais artifícios cobrados aos clientes em sede das soluções de crédito/venda de dinheiro concedidas. Embora existam outros negócios marginais, a verdade é que a fatia de leão dos proveitos do sector bancário tem origem nos juros (nos não pagos aos depositantes e nos cobrados aos titulares de crédito). Para além destes existem as operações bolsistas, as comissões, as taxas, etc., as quais, convenhamos, são absurdamente elevadas no Millennium BCP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Legitima-me, neste raciocínio, a minha qualidade de ex-cliente, várias vezes penalizado pelas chorudas comissões e taxas do banco que, mesmo perante a formalização de reclamações (e elas foram várias) alertando para a injustiça das mesmas, nem se digna responder. Não sou eu, todavia, o único queixoso e, por certo, não será seguramente, o Millennium, solitário nesta estratégia de assalto aos bolsos dos clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste particular e embora defensor de um mercado aberto, o Estado deveria intervir e garantir alguma regulação bem como salvaguardar os superiores interesses dos cidadãos e dos clientes. E como o poderia fazer? Através da Caixa Geral de Depósitos que, ao invés de adoptar as mesmas estratégias agresssivas próprias do capitalismo selvagem, se deveria assumir como um agente regulador e normalizador do mercado, garantido simultaneamente a sua estabilidade mas, também, uma moralização do sector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me move contra os lucros dos bancos. Ainda bem que têm lucros. Que assim continuem. Mais, que os gordos lucros se possam perpetuar. Há, porém, necessidade de um equilíbrio tripartido: entre os proveitos do sector bancário (sinal vital de uma economia saudável), o respeito pelo bolso, trabalho e parcos rendimentos de milhões de clientes que se debatem com dificuldades e provações diárias no cumprimento dos seus compromissos económicos (às quais a generalidade dos bancos se mostra repetidamente indiferente e insensível), e os ganhos/rendimentos faraónicos (recordando as palavras de Berardo), dos seus administradores.&lt;br /&gt;Ainda há um ano, neste mesmo espaço, dava conta dos vencimentos mensais dos administradores do BCP, nove indivíduos, principescamente remunerados (290 mil euros mensais, em média, para cada um, segundo a Comunicação Social). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, não é pois de admirar a guerrilha instalada no seio da instituição, cuja vitalidade, saúde e competitividade é vital para a economia portuguesa. Em contrapartida vão caindo as máscaras. O rigor, transparência e profissionalismo, são relegados para segundo plano por gananciosos agiotas, sequiosos de poder e protagonismo que se digladiam numa arruaça mediática, trocando vis impropérios com um único e sórdido móbil: juntar muitos mais, aos já muitos milhões que possuem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste último ano fui confrontado com a mediocridade reinante numa das classes que se deveria assumir com a elite do país: os professores. Não que não existam boas pessoas e bons profissionais. Encontrei, felizmente, muitos e bons exemplos. Porém, em determinados circuitos, a mesquinhice, a inveja, o preconceito e malfeitoria são a norma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a alta finança, como todos os demais sectores elitistas da sociedade, assume-se, não como a excepção, antes sim, como a confirmação da regra. A arruaça, a balbúrdia, o caos em torno do assalto à cadeira do poder no BCP é disso um exemplo bem concreto. Bem-haja a José Manuel Berardo, a quem até nem tenho em grande consideração, por ter a coragem de no-lo mostrar…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;--------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, à laia de adenda, ontem, 08 de Agosto, o BCP recuperou 7% da sua capitalização bolsista, qualquer coisa como 830 milhões de euros. Sendo Berardo titular de 6% (segundo o Jornal de Negócios), a noite foi-lhe proveitosa. Ao acordar já tinha facturado 49,8 milhões de euros, quase o mesmo valor auferido por Jardim Gonçalves em 2006, segundo as acusações do próprio accionista. Pedro Teixeira Duarte terá ganho com a subida 83 milhões de euros, fazendo fé na participação de 10% adiantada pelo Jornal de Negócios. Enfim, enquanto os bacanos se divertem a brincar aos milhões eu, e a restante arraia miúda, entretemo-nos a invejá-los….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tal umas migalhitas aqui para o “je”…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3774867360368169776?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3774867360368169776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3774867360368169776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3774867360368169776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3774867360368169776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/08/zangam-se-as-comadres.html' title='Zangam-se as comadres...'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3167119547096623696</id><published>2007-07-16T03:17:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T01:38:26.749Z</updated><title type='text'>Vida Riachense</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abriu o novo espaço apenas dedicado a &lt;a href="http://vidariachense.com.sapo.pt/"&gt;Riachos&lt;/a&gt; e aos seus crónicos problemas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não deixem de visitar e participar na eleição das:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/RprVkOq9t8I/AAAAAAAAABE/fl-m5H9uxlE/s1600-h/7maravilhas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087613547458705346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/RprVkOq9t8I/AAAAAAAAABE/fl-m5H9uxlE/s400/7maravilhas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://vidariachense.com.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#ffffff;"&gt;http://vidariachense.com.sapo.pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3167119547096623696?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3167119547096623696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3167119547096623696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3167119547096623696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3167119547096623696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/07/vida-riachense.html' title='Vida Riachense'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/RprVkOq9t8I/AAAAAAAAABE/fl-m5H9uxlE/s72-c/7maravilhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5261975496579743665</id><published>2007-07-08T04:19:00.000+01:00</published><updated>2007-07-12T19:43:44.370+01:00</updated><title type='text'>Live Earth</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acho piada a essa coisa do Live Earth. É porreiro a história de um protesto em jeito de concerto musical contra a poluição (temos de importar o conceito cá para a parvónia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão porém: alguém contabilizou o custo ambiental da operação? Os camiões de material, os aviões para transportar as estrelas e respectivos convidados, os milhões de watts dispendidos em luz e som, os transportes para a malta ir ver os concertos (e para os jornalistas – a RTP teve pelo menos uma enviada especial a Nova Jersey), os custos energéticos e ambientais das transmissões televisivas, da impressão do material de divulgação, dos palcos e sei lá que mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terão, porventura, tais custos sido contabilizados? A iniciativa é louvável. Parece, porém, mais do mesmo: mais do estilo da Quercus e da Green Peace cujas deslocações para protestar contra tudo e mais alguma coisa, como bem sabemos, são feitas essencialmente a pé e de bicicleta. E, ainda não esqueci a maior árvore de natal da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa e os Estados Unidos estão na génese de quase dois terços de todo o problema do aquecimento global, pelo que não seria má ideia terem convidado, usando de toda a persuasão possível George Bush e Durão Barroso, enquanto guardiães máximos do, strito sensu, lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela minha parte, vou contribuir para um ambiente mais verde, e vou dormir. Enquanto dormimos, pelo menos não estragamos, …mais!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5261975496579743665?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5261975496579743665/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5261975496579743665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5261975496579743665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5261975496579743665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/07/acho-piada-essa-coisa-do-live-earth.html' title='Live Earth'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1517865640794970253</id><published>2007-07-08T03:33:00.000+01:00</published><updated>2007-07-12T19:44:14.885+01:00</updated><title type='text'>7 Maravilhas / 7 Mamarrachos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;No dia em que foram eleitas as Novas 7 Maravilhas do Mundo, devo confessar que a lista dos monumentos eleitos me desiludiu. A começar pelo Cristo Redentor. Bem sei que o Brasil se começa, finalmente, a assumir-se como um potentado económico e tecnológico e que a política está omnipresente em todas as actividades humanas. Obviamente que decorrendo negociações económicas de monta com o Brasil torna-se imperioso uma operação de charme no sentido de amaciar as recentes arrogância e sobranceria negociais brasileiras, análogas aliás às do FMI e Banco Mundial quando, economicamente o Brasil vivia asfixiado na sua dívida externa e, neste particular, nada melhor para inflamar o ego brasileiro, que incluir na lista das 7 Maravilhas aquele mamarracho de betão que é a Estátua do Cristo Redentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é essa a única maravilha cuja nomeação pouco ou nada me motiva: Chichén Itzá, pode até ser um monumento fabuloso, tal como o Taj Mahal ou Petra, porém acredito existirem testemunhos do génio humano ao longo da história de valia superior às eleitas. As pirâmides de Gizé, a Torre Eiffel, as Estátuas da Ilha da Páscoa, Stonehenge, o Castelo de Neuschwanstein, (qualquer deles nomeado) a Cidade Proibida, a cidade de Florença, o Partenón, o Louvre, a Barragem das Três Gargantas, o Canal do Suez, o Viaduto de Millau, as Torres Petronas (não nomeados), entre muitos outros… constituem bons exemplos de portentos alternativos aos escolhidos. Mas enfim, há que respeitar os gostos dos outros, ainda que discutíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, a nível nacional as escolhas das 7 Maravilhas lusas demonstram uma de duas coisas: ou não conhecemos os nossos monumentos ou a malta tem muito mau gosto. Como é possível deixar de fora do lote dos 7 maiores monumentos nacionais dois com a expressão internacional que granjearam o Convento de Mafra e o Convento de Cristo ainda que o segundo se encontre em tal estado de degradação que até é uma vergonha nacional a sua exibição no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Torre de Belém apesar de constituir um símbolo internacionalmente conhecido é uma desilusão. Não passa de uma vulgar torre de artilharia pesada. E os Castelos de Guimarães e de Óbidos? Que terão estes três monumentos de especial para figurarem na lista das 7 Maravilhas de Portugal? Seremos assim tão pobres? Sinceramente, não consigo engolir a não eleição dos Conventos de Mafra e de Cristo. Ou a Biblioteca Joanina, a Universidade de Coimbra, a Torre do Tombo, etc….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, no espírito popular da coisa, também eu proponho uma dupla votação, em que me proponho, democraticamente, eu próprio, eleger os 7 mamarrachos de Portugal e do Mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Os 7 Mamarrachos Portugueses são:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Centro Cultural de Belém, Lisboa&lt;br /&gt;2 – Casa da Música, Porto&lt;br /&gt;3 – Cristo Rei, Almada&lt;br /&gt;4 – Centro Comercial Colombo&lt;br /&gt;5 – Prédio Coutinho, Viana do Castelo&lt;br /&gt;6 – Torres de Ofir, Esposende&lt;br /&gt;7 – Forte de Sagres (depois da intervenção de 1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;As 7 Aberrações do Mundo são:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Ópera de Sidney, Sidney&lt;br /&gt;2 – Museu Guggenheim, Bilbao&lt;br /&gt;3 – Edifício Sede das Nações Unidas, Nova Iorque&lt;br /&gt;4 – Pentágono, Washington&lt;br /&gt;5 – Muro das Lamentações, Jerusalém&lt;br /&gt;6 – Estátua da Liberdade, Manhatann&lt;br /&gt;7 – Cristo Redentor, Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;And, Last but not Least, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;As 7 Maiores Cagadas da Freguesia de Riachos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Estação de Tratamento de Águas Residuais de Riachos&lt;br /&gt;2 – Viadutos Norte e Sul, rotundas de acesso, passeios e traçado da Variante de Riachos&lt;br /&gt;3 – Pavilhão Municipal em Riachos&lt;br /&gt;4 – Avenida 16 de Maio e respectivos passeios&lt;br /&gt;5 – Passeios e arranjo do pavimento da EN 243&lt;br /&gt;6 – Fecho da Rua Dr. Guimarães Oliveira&lt;br /&gt;7 – “Casa da Cultura”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1517865640794970253?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1517865640794970253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1517865640794970253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1517865640794970253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1517865640794970253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/07/7-maravilhas-7-mamarrachos-no-dia-em.html' title='7 Maravilhas / 7 Mamarrachos'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-4255888102961381191</id><published>2007-07-06T18:42:00.000+01:00</published><updated>2007-07-06T18:49:10.832+01:00</updated><title type='text'>Shutruk Nahunte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"I am Shutruk Nahunte, King of Anshand and Susa, Sovereign of the land of &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="Elam" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Elam"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Elam&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;. I destroyed Sippar, took the stele of Naram-Sin, and brought it back to Elam, where I erected it as an offering to my god. Shutruk Nahunte - 1158 B.C.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Plate above Mr. Hundert's classroom door in The Emperor's Club (2002 Movie).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;It's a quote from a virtually unknown king, who speaks of his list of conquests, but speaks nothing about the benefits. This king is unknown in history, because&lt;/em&gt; «great ambition and conquest without contribution is without significance.»"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;In &lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shutruk-Nahhunte"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Shutruk-Nahhunte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A grande ambição e conquista sem contribuição é desprovida de significado&lt;/em&gt;”. Esta é a tradução da frase invocada no filme “O Clube do Imperador” que a RTP transmitiu esta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me vou alongar em comentários ou críticas em relação a um filme que não conhecia, mas que me apresou a atenção desde o primeiro ao último instante. Interessa-me tão-somente reflectir acerca de algumas dinâmicas fracturantes sabiamente exploradas pelo argumentista bem como sobre as complexas e intrincadas tensões presentes no sistema, lato sensu, formativo, lições bem presentes no enredo cujo destinatário é aquele que sempre sofre de aguda surdez selectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde logo importa fazer incidir a nossa atenção naquela teia de tão frágeis e delicados equilíbrios, em perpétuo risco de ruptura, que opõem a instituição do professor e respectivo encargo absolutamente capitais no processo de formação do carácter dos discentes, triplamente agrilhoado entre o desdém dos responsáveis políticos permanentemente atormentados pelas sondagens de popularidade, a irresponsável obtusidade de pais e encarregados de educação impreparados e incapazes de lidar com o difícil fardo de educação dos filhos para uma vida de honra, virtude e verdade, efectivamente demitidos da vida dos educandos mas sempre presentes no público auto de fé dos docentes, e a sociedade do facilitismo que instituiu o primado da imagem, da aparência, da ilusão em detrimento de tudo o resto, em suma, da forma sobre o conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personificação de todos os vícios das relações modernas: imbecilidade política, demissão dos progenitores e sociedade do facilitismo é centralizada em Sedgewick Bell e no seu progenitor, o Senador Bell. A eterna luta entre o labor e a fraude, entre a honra e a indignidade, o primado da vil corrupção dos valores, ausência dos mais elementares princípios éticos e prostituição da moral à lógica da vitória e sucesso económico sobre a virtude bem evidentes no concurso organizado são afinal questões muito actuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O fim depende do princípio”. Isso é bem verdade. E, por muito que o batalhemos, nós docentes seremos sempre os adversários vencidos das disputas morais. Não é possível delegar nos professores e exigir sucesso em tão hercúleo desígnio quanto a inculcação de princípios éticos e de virtude, se na verdade os miúdos apenas contactam com tais modelos de comportamento e relacionamento social na escola, sendo em casa promovida a lei do menor esforço e a mais genuína doutrina maquiavélica. É sempre possível moldar a matéria que temos diante de nós. É, todavia, impossível alterar a composição e a essência dessa mesma matéria. Esse é um papel da exclusiva responsabilidade de outros protagonistas que não os suspeitos do costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como evitar então formar escroques sociais?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Boa questão...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-4255888102961381191?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/4255888102961381191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=4255888102961381191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4255888102961381191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4255888102961381191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/07/shutruk-nahunte.html' title='Shutruk Nahunte'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1843954456039017547</id><published>2007-07-03T02:42:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T01:38:27.078Z</updated><title type='text'>Fuck it! - Coltura à Portuguesa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recordo-me de há uns anos ter sido emprestado pelo Estado um conjunto de jóias da coroa para uma exposição na Holanda. O resultado de tão magnânimo gesto é sobejamente conhecido. Fomos despojados de alguns dos nossos mais belos e preciosos tesouros constituintes do nosso património histórico e identitário, ainda que poucos alguma vez as tivessem visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto aparece um ilustre concidadão movido por uma avassaladora e irreprimível nacionalista paixão disposto a emprestar ao Estado a sua colecção de arte moderna e contemporânea, uma das mais importantes a nível mundial. Confesso-me desde já pouco apreciador de tudo quanto é habitualmente arrumado na categoria “arte moderna e contemporânea”. A expressão encerra inclusive em si já um pouco de ironia depreciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum, entre o público mais grosseiro, insensível e pouco instruído para estas questões da estética contemporânea, grupo no qual gosto de me incluir, banir aquele tipo de obras em que um gajo olha, olha e não percebe nada, não obstante as profundas e plenas de vazio essencial orgásmicas sentenças jorradas por aquela classe de pseudo intelectuais e pretensos profetas, para o ostracismo da arte capaz de unicamente entesar o refinado espírito do mais frígido dos críticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crítico é aliás aquela figura sinistra, tipo verme que se alimenta dos corpos em decomposição, investido por ocultas e imperscrutáveis forças de uma olímpica autoridade moral supera, quando por comparação com o parcimonioso e frugal entendimento do comum dos mortais, cujo mandato reside na subjectiva, douta porém, separação entre o trigo e o joio artísticos. O crítico é, em traços gerais o gajo que se arroga no direito de profetizar, perante uma qualquer insana escatológica produção, que o excremento submetido ao seu insuspeito exame é uma obra de arte, ainda que sejam tão ocultos os seus critérios legitimadores quanto medíocre a suposta obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/Rom1f2qAESI/AAAAAAAAAAc/qT7WlB4BvDM/s1600-h/mictorio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082793213316567330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px" height="335" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/Rom1f2qAESI/AAAAAAAAAAc/qT7WlB4BvDM/s400/mictorio.jpg" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A dissertação em torno do que é ou deve ser o artista é uma daquelas questões cujo solucionamento e consenso alargado entre os homens surgirá, provavelmente num único impulso gerador que instituirá o comunismo e, com ele, o gosto comum e objectivo entre todos os humanos, o mesmo que acabará com as guerras e com os desentendimentos, com a fome e com a doença, em suma que concretizará o projecto hegeliano do final da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que, neste contexto, impõe-se perceber qual o verdadeiro papel do crítico de arte e, de forma mais premente conhecer quais os fundamentos objectivos, se é que os mesmos existem, para sustentar e legitimar a douta e sapiente apreciação da tal corja de visionários que necessitou de mais de meio século, nem o exigente público elitista necessitou de tão prolongado interstício, para reconhecer o movimento impressionista e cada um dos seus agentes como impulsores da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será até legítimo interrogar se não restou, dessa apreciação errónea em relação ao impressionismo, um qualquer recalcado anátema que viria a beneficiar todos os movimentos, lato sensu, de vanguarda, atendendo aos trabalhos pouco consensuais que almejaram o tão apetecível, do ponto de vista estritamente comercial, estatuto de obra de arte. Encurralados entre as pesadas consciências nas suas vãs e vis existências, pela miserável vivência a que a sua inflexível doutrina havia condenado os impressionistas de primeira geração, e o questionar do público relativamente à precisão do seu juízo, os críticos de arte adoptaram uma postura radicalmente oposta à do até então vigente conservadorismo, celebrando como arte a primeira merda, em sentido literal, de duvidosa qualidade estética que lhes era posta à frente.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/Rom172qAETI/AAAAAAAAAAk/BrnG3u8Vz9c/s1600-h/Piero%20Manzoni%20-%20Merda%20d"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não fosse assim e ainda hoje o urinol convertido em “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” por Marcel Duchamp ou as latinhas de “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Merda d' Artista&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” de Piero Manzoni não passavam, respectivamente, de um pestilento e imundo mijadouro ou de um repositório de cagalhões do italiano. De cada vez que recordo, aliás, tais “obras” (de notar que a raiz de obra e obrar é a mesma e tal não pode deixar de merecer a nossa reflexão) e o patamar de notoriedade que atingiram volto sempre à mesma dúvida existencial que, desde há anos, me atormenta este meu rude, frugal e insensível espírito: o trabalho do artista é legitimado e incessantemente submetido a exame pelo crítico. Quem, todavia, legitima o crítico e as suas teses? Quem crítica e examina a aptidão do crítico para a crítica? &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/Rom5hWqAEUI/AAAAAAAAAAs/0ZXityDY2EE/s1600-h/piero.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/Rom6xGqAEWI/AAAAAAAAAA8/9GzjYJvZuS0/s1600-h/Piero%20Manzoni%20-%20Merda%20d"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082799007227449698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" height="218" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/Rom6xGqAEWI/AAAAAAAAAA8/9GzjYJvZuS0/s320/Piero%2520Manzoni%2520-%2520Merda%2520d%27artista%252066,%25201961.jpg" width="193" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Serve em todo o caso o presente raciocínio para submeter a exame das tais consciências que, como a minha, não ligam puto a essas cenas da arte moderna e contemporânea, a pertinência e oportunidade do Museu Berardo e a olímpica importância atribuída à colecção do empresário a ponto de serem negligenciados os superiores interesses do Estado em favor de uma chantagem e pressões ilegítimas, injustas e injustificadas em prol de um produto exageradamente inflacionado e de qualidade estética, em meu entender que não sou versado na matéria, questionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na habilidade que lhe é reconhecida para a arte do negócio o sr. Berardo matou, não dois, mas vários coelhos com uma única cajadada: garantiu um tecto para a sua colecção privada que provavelmente já lhe roubava muito espaço em casa, conseguiu quem se lhe substitua no pagamento dos certamente onerosos prémios de seguros que impendem sobre as centenas de peças que reuniu, tem a oportunidade de dilatar ainda mais o seu ego por meio da pública exibição do resultado de uma vida invejável recheada de sorte e sucesso, logrou acautelar os interesses económicos dos seus herdeiros, pois seguramente ter noção de que não é eterno, ao negociar com o Estado português o direito de compra por 316 milhões de euros da sua colecção e, por fim, teve a arte e o engenho de celebrar um acordo com o Estado visando a ampliação do espólio tão gentil e desinteressadamente “emprestado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este “protocolo” tresanda à típica troca de um chouriço por um porco… É caso para dizer, não Fuck him! pois seria decerto processado, mas Fuck it! em relação ao pretenso protocolo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1843954456039017547?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1843954456039017547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1843954456039017547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1843954456039017547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1843954456039017547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/07/fuck-it-coltura-portuguesa.html' title='Fuck it! - Coltura à Portuguesa'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/Rom1f2qAESI/AAAAAAAAAAc/qT7WlB4BvDM/s72-c/mictorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-5178434940505818963</id><published>2007-07-01T23:55:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T23:56:24.050+01:00</updated><title type='text'>Imposto de Único de Circulação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Noticiava ontem o Correio da Manhã que ao ritmo a que estão a ser cobradas as multas, o Estado poderá arrecadar este ano qualquer coisa como 90 milhões de euros em coimas agora convertidas, considerando o modus operandi punitivo e repressivo das autoridades, em imposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2005 aliás que assim é: desinvestiu-se nas campanhas de prevenção e educação dos portugueses, aumentou-se a vigilância e a repressão, privilegiando-se agora a via punitiva em detrimento da formativa/pedagógica. Há é que sacar a massa ao pessoal que inutilmente corre de emprego para emprego em busca de um melhor rendimento para alimentar esta corja de bandidos. Mais: na dúvida multa-se e, quem quiser reclamar terá de suportar as provações, perversões e os meandros da invertida, burocrática e desesperante máquina administrativa, onde se subverte totalmente o princípio “in dubio pro reo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ousar contestar o douto juízo da autoridade (ou será o instruído(?) autoritário entendimento dos analfabetos que militam nas fileiras das polícias, verdadeiros iletrados funcionais incapazes de ler uma frase corrente, quanto mais interpretar um texto legal), terá de ter condições para provar a sua tese, uma vez que parte sempre como condenado. Neste particular, sou quase doutorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, em todo o caso, bater nas autoridades que me move neste escrito. Deixo para eles, os verdadeiros catedráticos na disciplina, tais recreações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto da entrada, hoje, em vigor do “novo” imposto automóvel, venho criticar a falta de visão do governo ao insistir num modelo gerador de ineficiências e despesismos injustificados. Se queremos ser inovadores e competitivos, temos que encontrar modelos tão criativos quanto revolucionários na cobrança de impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando como exemplo o recente, embora rápido, metamorfosear das coimas em imposto, tal é o diligente vigor das autoridades na pronta autuação e repressão de tudo e mais alguma coisa, proponho que, no intuito de todos pouparmos uns cobres, passe a ser incluído no valor a liquidar do imposto de circulação, uma estimativa por veículo do valor arrecadado com as coimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando como referência os tais 90 milhões de euros em multas e um parque automóvel de 3 milhões de viaturas, dá um imposto de aproximadamente 30 euros por veículo. Um preço simpático e que obviaria os sempre nefastos encontros do cidadão comum com alguns dos burgessos que volta e meia, à falta de ocupação mais proveitosa, se divertem a infernizar a vida de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais poupavam-se os corcéis malbaratados em tão meritório negotium bem como o respectivo combustível que todos temos de pagar, evitavam-se os erros de leitura e compreensão dos escritos legais por tão ilustres sujeitos, o cidadão deixava de desperdiçar em tentativas inúteis de procura de um estratagema para fugir à “dolorosa” o precioso tempo que poderia investir em prol da produtividade do país mas, e mais importante que tudo o atrás referido, deixavam de existir os maus exemplos, como aquele que testemunhei na preteria sexta-feira - em que circulava a mais de 120 e fui ultrapassado por um monovolume da BT (nem tempo tive para me certificar se era um Seat Alhambra, um Volkswagen Sharan ou um Ford Galaxy – era um desses, qual, não sei! Mas ia a bem mais de 160). Até a economia paralela, por meio da redução da corrupção, levava um sério abanão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente que os guardas adstritos às actuais funções de “caça à multa” seriam desactivados, uma vez que também não acredito servirem para qualquer outra tarefa. Provavelmente até se poderiam baixar outros impostos tal é a dimensão da poupança que se poderia conseguir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-5178434940505818963?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/5178434940505818963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=5178434940505818963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5178434940505818963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/5178434940505818963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/07/imposto-de-nico-de-circulao.html' title='Imposto de Único de Circulação'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2054659293639147749</id><published>2007-06-29T14:58:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T14:59:03.545+01:00</updated><title type='text'>“Em que país é que vivemos?”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Em que país é que vivemos?” Esta é a dúvida lançada pelo Ministro da Saúde em plena conferência de imprensa para justificar a injustificável exoneração da Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho. Além de patética, a atabalhoada explicação de quebra de lealdade, pelos motivos invocados por Correia de Campos, só pode configurar um novo folhetim bem ao género da recente charruada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão mais pertinente no contexto das justificações fornecidas pelo Ministro relativamente ao afastamento de Celeste Cardoso é saber quem o exonera a ele pela deslealdade em relação ao povo português e manifesta incompetência e incapacidade para o cargo que ocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a este tipo de notícias, a queixa instaurada contra António Balbino Caldeira, o processo disciplinar movido contra o professor Fernando Charrua, o presente despacho de exoneração, a verdade é que não cessa de crescer a minha vergonha por ter alguma vez sido filiado (mesmo que apenas durante alguns meses) no actual Partido Socialista. É para mais de lamentar que os processos disciplinares e as exonerações sirvam igualmente de pretexto para um sinistro e encapotado processo de rosificação dos lugares chave na administração pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em que país é que vivemos?” Num em que os delatores são premiados pela asquerosa e vil denúncia dos colegas, num em que são movidos processos de difamação com o único intuito de silenciar as vozes incómodas, num em que a livre opinião e a liberdade de expressão parecem ter transitado para a lista dos tais privilégios injustos e injustificados em pleno processo de revogação, num em que os medíocres governantes incapazes de lidar com a legítima crítica às sucessivas incompetências se refugiam no pidesco autoritarismo e na repressão das liberdades fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sinal positivo ressalta todavia deste dia: noticiava a TSF que uma sondagem de opinião (veremos durante mais quanto tempo as poderão realizar sem constrangimentos e ingerência dos domini canus do establishment) da Marktest dava conta de um trambolhão na popularidade do governo. Eu que votei neles, espero sinceramente que sim e que a necessária purga se possa concretizar no primeiro trimestre de 2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O problema é que ainda falta ano e meio….&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2054659293639147749?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2054659293639147749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2054659293639147749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2054659293639147749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2054659293639147749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/em-que-pas-que-vivemos.html' title='“Em que país é que vivemos?”'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1051760717477851734</id><published>2007-06-29T02:05:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T02:07:18.298+01:00</updated><title type='text'>Comichões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Encontrava-me hoje em viagem quando subitamente algo que ouvi no rádio, cujo volume quase desligara, me despertou instantaneamente a atenção. Uma frase avivou-me da monótona letargia do devorar de quilómetros: “Mário Soares designado presidente…” de qualquer coisa que não entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei estarrecido e fundadamente apreensivo. O homem, goste-se ou não, (a segunda hipótese no meu caso) tem oitenta e muitos anos. O tempo dele já lá vai. Mesmo que mantenha a lucidez e intactas as faculdades mentais, o que é, até cientificamente questionável, na sua (dele) idade, qualquer cargo que assuma tem grande probabilidade de se vir a tornar vitalício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois consegui porém perceber que o bom Mário Soares havia sido designado Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa. E, então, a minha apreensão desapareceu e instalou-se uma irresistível sensação de alívio. Durante aqueles angustiantes e infindáveis minutos de incerteza julgava que ele tivesse sido indicado Presidente de alguma coisa importante, daqueles fundamentais para o futuro do país e para a vida de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puro engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal é apenas a Comissão de Liberdade Religiosa, um daqueles organismos que todos pagamos mas cujo interesse é diminuto, para não arriscar afirmar que o mesmo é …nulo. Desconhecia até a existência dessa tal Comissão (criada no âmbito da Lei da Liberdade Religiosa de 2001 - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.unicef.pt/18/liberdade_religiosa_lei_16_de_2001.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.unicef.pt/18/liberdade_religiosa_lei_16_de_2001.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;) ou sequer a sua função. Uma rápida leitura a partir do artigo 52.º é o suficiente para aferirmos da vivificante importância deste “órgão independente de consulta da Assembleia da República&lt;br /&gt;e do Governo”. Fiquei tão esclarecido quanto aliviado pela monta da dita Comissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente o Estado português não se furta às suas responsabilidades e obrigações no respeitante à zelosa vigilância das liberdades religiosas dos diferentes rebanhos quiçá, canalizando para tão nobre função social os necessários recursos que tão diligentemente tem assegurado por meio da revogação e resgate dos tais privilégios injustos e injustificados que conspurcam a Administração Pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar em tal Comissão provoca-me não calafrios mas comichões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1051760717477851734?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1051760717477851734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1051760717477851734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1051760717477851734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1051760717477851734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/comiches.html' title='Comichões'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-8410284713358767926</id><published>2007-06-24T13:08:00.000+01:00</published><updated>2007-06-24T13:09:02.446+01:00</updated><title type='text'>Raticídio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diz-se habitualmente que os ratos são os primeiros a fugir do navio quando pressentem o perigo de um naufrágio. No Tribunal da Boa Hora o êxodo dos roedores já começou quiçá antevendo alguma tragédia, deixando em desmedido, porém plenamente justificável – se metade do que afirmam for verdadeiro, alvoroço reivindicativo os ilustres juízes cá do burgo. Não que a justiça portuguesa não seja já de si suficientemente trágica com os seus constantes espectáculos, quais diversões circenses, com direito a máscaras e tudo porém, este insólito episódio roça mesmo o obsceno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando aos ratos, a fuga dos ditos que mais parece o êxodo dos escravos hebreus à escravatura egípcia, não obstante terem deixado para trás um camarada que, ainda assim tiveram o cuidado de delicadamente embrulhar num cachecol que havia sido abandonado numa prateleira, qual prenúncio de, analogamente a todos os mega-processos judiciais (Casa Pia, Apito Dourado, Portucale, Operação Furacão, Saco Azul de Felgueiras, Bragaparques), a montanha venha a parir um rato que, no caso, até já se encontrava em adiantado estado de decomposição (saliente-se, bem à imagem da justiça, do Estado e das Instituições, lato sensu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tribunais sem papel higiénico nas casas de banho e sem dinheiro para adquirir cassetes para gravação dos julgamentos, já testemunhei casos. Contudo, ratos e casas de banho que nem funcionam, só pode constituir um ultraje atendendo às obscenas custas judiciais cobradas pelo Estado. Não sou particularmente fã da magistratura. Funciona mal e começam a surgir sinais quanto à sua permeabilidade à corrupção e isenção: os casos das fugas de informação que permitiram a Pinto da Costa e Fátima Felgueiras ganhar precioso tempo, as broncas na Procuradoria com Maria Cristina Maltez e com a história do envelope 9, o caso do habeas corpus do Sargento Luís Gomes, entre tantos outros que têm vindo a terreiro e outros que conheço por envolvimento directo, ajudam-me a formar uma opinião muito negativa em relação à justiça e a todos os seus diferentes agentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso ainda assim deixar de assinalar que a justiça necessita, para funcionar em pleno, de condições que o Estado no seu papel de responsável máximo não pode deixar de integralmente cumprir, o que, também é do conhecimento geral e das regras de experiência comum, não tem acontecido. Mais, o Estado e os sucessivos governos, na useira lusa irresponsabilidade tem-se demitido de toda e qualquer intervenção. Resultam daqui condições logísticas abomináveis para o exercício da justiça, tribunais que não funcionam, falta de credibilidade e legitimidade (apenas funcionam a coerção e a repressão) perante o cidadão médio, o que se traduz numa anedótica descaracterização, na imagem negativa e de ineficiência com importantes impactos, por exemplo, ao nível do investimento estrangeiro, quando é do domínio público que muitas empresas não investem em Portugal devido justamente ao estado de abandono e desleixo a que chegou a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os episódios do rato em decomposição e do perfume a latrina que alegadamente terão invadido o Tribunal da Boa Hora são exemplarmente ilustrativos do estado de decomposição a que os irresponsáveis deixaram chegar a justiça, um dos pilares fundamentais da sociedade e da soberania, claramente atolada num pântano sem fundo do qual dificilmente algum dia sairá. Haja vergonha! Que país, em vias de assumir a presidência da EU, em pleno século XXI, admite que seja necessário virem ainda os juízes denunciar os graves casos relatados. Como é possível que o Estado chegue a este estado?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-8410284713358767926?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/8410284713358767926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=8410284713358767926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8410284713358767926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8410284713358767926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/raticdio.html' title='Raticídio'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-484942368670825032</id><published>2007-06-23T16:48:00.000+01:00</published><updated>2007-06-23T16:49:29.085+01:00</updated><title type='text'>Portugal dos Pequenitos…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi com grande satisfação que recebi a notícia das obras na Ponte da Chamusca a qual, mesmo garantindo, segundo os técnicos, a segurança dos utilizadores, não descansa ninguém, tal é o estado de degradação e abandono que evidencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse pois repetir-se nalgum Inverno próximo idêntica tragédia à regista em Março de 2001 em Entre-os-Rios, até porque a proximidade dos areeiros, bem como as histórias que são voz corrente entre a população de pilares descalços e assentes em estacas deixam apreensiva muito boa gente, saúdam-se, portanto, as referidas obras, mesmo atendendo aos necessários constrangimentos e incómodos que as referidas causarão aos automobilistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra das boas notícias recebidas prende-se com os estudos que já estão em marcha na Ponte que liga as duas margens do Tejo entre Praia do Ribatejo e Constância Sul, conduzidos pelo Instituto de Estradas de Portugal e pelo Instituto de Soldadura e Qualidade para reforço da estrutura existente, ainda que tal implique constrangimentos ainda mais sérios ao tráfego do que os já registados na Chamusca. Devo, todavia, reforçar o erro de mais de duas décadas, já assinalado por responsáveis bem mais autorizados nesta matéria que eu, que constitui qualquer investimento na ponte existente, dada a inevitabilidade da construção de uma nova travessia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde finais do ano passado que também na ponte sobre o Tejo em Santarém a circulação se encontra condicionada devido às obras de manutenção em curso, urgentíssimas segundo é voz corrente na capital de distrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo imiscuir-me em questões que desconheço, até porque, se por princípio não admito ingerências na minha área de especialidade, não devo igualmente intrometer-me nas matérias que me são alheias, parece-me contudo um perfeito absurdo que se coloquem restrições à circulação rodoviárias em três travessias vizinhas. Entre a Ponte Salgueiro Maia e Abrantes, todas as outras passagens existentes encontram-se com condicionantes de tráfego, o que representa custos económicos incalculáveis, aos quais aliás, neste Portugal dos Pequenitos nunca se faz contas. Um pequeno exercício de contabilidade: imaginemos que, em média, cada utente da Ponte de Santarém, por exemplo, aufere 5€/hora. Todos os dias, em resultado das restrições existentes, perde, em média, 15 minutos no atravessamento da ponte, o que representa um custo potencial de 1,25€/dia. Entretanto, se contabilizarmos 1000 utilizadores, o custo diário sobe para 1.250€ diários. A estimativa do tempo de duração das obras está em ano e meio. Todavia, em Portugal todos conhecemos bem as estimativas, pelo que vamos considerar, nunca menos de dois anos, ou seja, números redondos, 500 dias de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso exercício já vai nos 625.000€ e ficaram de fora o combustível extra desperdiçado devido à imobilização, os custos ambientais, os custos acrescidos com transportes atendendo aos quilómetros adicionais que os pesados terão de efectuar, entre tantos outros não contabilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém esta estimativa foi propositadamente feita por baixo e, apenas contempla uma das três pontes actualmente com limitações. Como dizia o outro, é simples, façam-se as contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito deste texto é, em suma, alertar para a irresponsabilidade das decisões que se tomam neste país. Não discutindo as, aparentemente, imprescindíveis obras nas três travessias, discuto sim o calendário bem como a nula gestão integrada dos recursos existentes, atendendo a que a entidade tutelar é comum a todas. Não se compreende como, estando nós em presença de infra-estruturas seculares, as intervenções a realizar tenham sido programadas para o mesmo espaço temporal. Trata-se de facto de uma burrice de todo o tamanho e, os (ir)responsáveis responsáveis, deveriam ser chamados à pedra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-484942368670825032?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/484942368670825032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=484942368670825032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/484942368670825032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/484942368670825032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/portugal-dos-pequenitos.html' title='Portugal dos Pequenitos…'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1438271076957677112</id><published>2007-06-21T03:26:00.001+01:00</published><updated>2007-06-21T03:40:29.217+01:00</updated><title type='text'>Lightificação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O light está definitivamente na moda. Desde que um pouco por todo o mundo desenvolvido a obesidade se tornou num problema epidémico, responsável por cada vez maior número de problemas de saúde e mesmo mortes entre a população activa bem como por uma pressão financeira cada vez mais sufocante sobre os sistemas públicos de saúde, o mesmo marketing e publicidade que estão em parte na génese do problema vêm explorando, a soldo das multinacionais da (des)nutrição), economicamente soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, tudo é light: das batatas fritas às colas, dos gelados aos chocolates, das bolachas aos sumos, do leite ao queijo e iogurtes, das margarinas aos produtos de charcutaria, enfim, todo um extenso cardápio de vazios e ensurdecedores slogans light anunciando as propriedades milagrosas dos produtos que nos farão repudiar a silhueta arredondada e curvilínea com a qual deixámos envolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são, todavia, apenas os produtos alimentares que aderiram à moda light. Os créditos bancários, não obstante nos asfixiarem de forma progressivamente mais angustiante, são cada vez mais light, o ensino e a formação, lato sensu, são cada vez mais light, isto é, mais fáceis e desprovidos de quaisquer conteúdos, muito embora se apregoe o contrário, os códigos de identificação familiar e as ligações sociais apresentam-se-nos profundamente anorécticas, como se já tivessem passado por um processo de lightficação. Até a sempre inflexível religião e a política após algumas lipo-aspirações se vergaram ao contemporâneo light modus vivendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste espaço light de redução e combate a todos os modos de reflexão profundos, somos, paradoxalmente, cada vez mais espaçosos exteriormente e porém, ocos, tão avantajada é a franciscana pobreza que nos corrói a partir do interior. Neste mundo light é preocupante o nível confrangedoramente light a que foram reduzidas algumas (a esmagadora maioria) das discussões no espaço público . Versa-se sobre o acessório, sem se discutir o essencial, fazem-se dissertações escatológicas sobre a forma, sem se observar o conteúdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O mais grave ocorre, contudo, quando também as pessoas são reduzidas à condição de light. Não haverá nada porventura de mais preocupante do que uma concepção humana em jeito light, uma visão do homem sobre o seu semelhante em versão light. É arrepiante pensar que é para lá que caminhamos: um conceito de humanidade, individual e colectiva, com a chancela light. Recordo-me de uma passagem da BD da Mafaldinha em que a personagem reflectia sobre qualquer coisa do género: "Porque é que há cada vez mais gente e existem cada vez menos pessoas?" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lá dizia o outro, "porque será?". "Será" mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1438271076957677112?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1438271076957677112/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1438271076957677112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1438271076957677112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1438271076957677112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/lightificao.html' title='Lightificação'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3419636356907575140</id><published>2007-06-17T22:56:00.000+01:00</published><updated>2007-06-17T22:57:12.674+01:00</updated><title type='text'>Bufaria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os recentes desenvolvimentos em matéria das garantias de liberdade de expressão e direito à informação parecem configurar um processo em curso de recuo para níveis que apenas li nos livros, e pessoalmente não cheguei a conhecer, mas que, seguramente, pertencem à ida década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses têm-se avolumado os exemplos de tais práticas castradoras do direito às liberdades de expressão, informação e opinião. O meu amigo José Peixe (autor do blogue &lt;/span&gt;&lt;a href="http://salvaterraefixe.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://salvaterraefixe.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;) foi processado pela sua autarca. Pouco tempo decorrido, e após várias ameaças nos blogues do establishment do burgo, também eu fui presenteado com idêntico mimo. Entretanto veio a terreiro o caso Fernando Charrua na prossecução da melhor tradição da bufaria pidesca ao qual se seguiu a decisão do Supremo relativamente ao processo que opôs o diário Público ao Sporting, tendo o primeiro sido condenado ao pagamento de avultada indemnização ao segundo por ter publicado uma notícia que embora verdadeira atingia a instituição Sporting na sua imagem (é, em suma, o primado do direito à imagem sobre o direito à informação – arriscado precedente este). Por último, a constituição de António Balbino Caldeira (autor do blogue &lt;/span&gt;&lt;a href="http://doportugalprofundo.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://doportugalprofundo.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;) como arguido no âmbito do dossier da licenciatura de José Sócrates, confirma a perigosa tendência que temos vindo a assistir, desde há cerca de dois anos, de instituição de um clima de repressão e constrangimento do pleno exercício das liberdades fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal cruzada contra a livre circulação de informação tem necessariamente de nos preocupar a todos. Trata-se de um ataque vil e despudorado às “liberdades”(?) alcançadas em consequência da revolução de há 33 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa pois perceber se, na doutrina socialista do século XXI, também a liberdade de expressão e o direito à informação constituirão privilégios injustos e injustificados. Resta saber qual dos direitos constitucionais se segue na lista de alvos a abater por esta democracia hoje, plena, madura, amorfa, parca de ideias e ideais, extirpada de todo o desviante e incómodo intervencionismo cívico, 33 anos passados sobre Abril…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3419636356907575140?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3419636356907575140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3419636356907575140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3419636356907575140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3419636356907575140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/bufaria.html' title='Bufaria'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-8177968553235719354</id><published>2007-06-13T21:13:00.000+01:00</published><updated>2007-06-13T21:14:49.931+01:00</updated><title type='text'>Moca Afiada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não foi há muito tempo, embora não me recorde ao certo onde ou quando, ouvi criticar o Metro do Sul do Tejo como configurando mais um fiasco do investimento público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A argumentação desenvolvia-se em torno da bitola escolhida para os carris e respectivo material circulante, a qual é incompatível com os restantes meios de transporte ferroviário, incluindo a do Metropolitano de Lisboa e a dos comboios da Fertagus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na altura limitei-me a registar outra burrice dos so-called técnicos e deixei para mais tarde, após cuidada investigação (a qual realizo sempre), a produção de um texto condizente com a dimensão da alegada idiotice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, por entre os infindáveis intervalos do CSI, tive tempo mais do que suficiente para aprofundar a investigação pretendida, bem como para idealizar umas frases pomposas para abrir o texto, lembrando, por exemplo, a cretinice ibérica de construir linhas numa bitola (isto é, com uma distância entre carris) diferente da usada em quase toda a Europa erro, cuja pesada factura ainda hoje, portugueses e espanhóis, pagamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu de moca afiada para invectivar contra os tais “técnicos” que tão diligente e proficuamente têm levado os decisores políticos a tantas opções ruinosas para o erário público que enumerá-las constituiria um exercício bem mais oneroso que a soma de todos os disparates juntos, quando os resultados da investigação me atiraram justamente na direcção oposta, porquanto, por uma vez, a opção tomada me parece, a mim, leigo na matéria, a correcta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a bitola adoptada pelo Metro do Sul do Tejo é idêntica, (segundo a informação que tive oportunidade de recolher - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=554"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=554&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Metro_Sul_do_Tejo"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Metro_Sul_do_Tejo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;), isto é, ambas as infra-estruturas partilham a bitola standard ou europeia (a qual impõe uma distância entre carris de 1435 mm), apenas divergindo para a bitola ferroviária da CP e Fertagus que usam, por causa da loucura de há mais de 150 anos, a chamada bitola ibérica, ou de via larga, cuja distância entre carris se cifra em 1668 mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso, parece-me, desta vez, que a opção adoptada é a mais correcta e, do ponto de vista do futuro aquela que melhor se poderá compatibilizar com as redes já existentes e as a construir respeitando, de igual modo, um potencial plano de migração de bitola a desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez concretizado o plano de migração de bitola em pleno desenvolvimento por Espanha, também em Portugal terá de se caminhar no sentido da correcção do erro de há século e meio, implementando um sistema de bitola única, com o necessário período de transição (que até já poderia estar em pleno desenvolvimento não fosse a crónica miopia dos técnicos portugueses, os quais poderiam ter aproveitado a introdução do comboio na Ponte 25 de Abril, bem como as obras de remodelação em curso na linha do norte implantando travessas compatíveis com o sistema de bi-bitola, ao invés de teimarem na bitola ibérica) em que ambas permanecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso, desta feita os técnicos tomaram a opção correcta e, ao contrário do outro cujo clube estava à beira do precipício e deu um passo em frente, a escolha realizada foi, em minha opinião a adequada e aquela que melhor salvaguarda os interesses do país. Um bem-haja pois aos responsáveis, para que este seja um sinal de inversão nas já históricas e inexplicáveis burrices que habitualmente toldam o bom juízo e discernimento dos técnicos responsáveis pelas obras públicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-8177968553235719354?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/8177968553235719354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=8177968553235719354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8177968553235719354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/8177968553235719354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/moca-afiada.html' title='Moca Afiada'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-6509764633557833241</id><published>2007-06-12T17:43:00.000+01:00</published><updated>2007-06-12T17:44:21.516+01:00</updated><title type='text'>ATO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de meses de desértica contestação dos mais variados quadrantes da sociedade ao projecto da OTA, o Ministro das Obras Públicas tomou ontem a melhor decisão desde que iniciou funções, ao anunciar a realização de estudos aprofundados à localização alternativa de Alcochete, bem como de estudos comparados entre as duas hipóteses actualmente em discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que de imediato vieram as oposições congratular-se com a derrota e o recuo do governo, enquanto os partidários enalteciam o sentido de estado do Ministro, ensaiando mais um autista diálogo de surdos profundamente redutores da actividade governativa a qual é por inerência abaixada à usual e lupanária troca de galhardetes entre as facções rivais daí nunca resultando nada de concreto ou de construtivo.&lt;br /&gt;Ninguém, excepção feita aos lobbies da OTA, perdeu ainda. Na verdade, nem mesmo estes. Por enquanto, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, todos ganhámos. Do Contrato Social de Rousseau decorre que todos ganham quando o interesse público prevalece sobre as conveniências privadas. A decisão do Ministro transporta essa mensagem de esperança que, apesar de tudo, o interesse público poderá afinal elevar-se às obscuras manobras de bastidores que, desde o início, têm minado o processo da construção do novo aeroporto de Lisboa. A bem do país esperamos que a ligeira inflexão na política governamental possa representar o abandono da política inflexível e autista que tem caracterizado o governo Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura ontem manifestada pelo governo, através do Ministro das Obras Públicas, para estudar outras soluções não pode, nem deve, ser entendida como um recuo, antes sim como uma atitude de auto-crítica que deve permanentemente acompanhar os responsáveis nas tomadas de decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempo li uma frase do Mário Crespo que agora recordo: “quando tiver só certezas, morri”. Ao contrário do Presidente, a quem, com a devida vénia de alguém que não votou nele mas que reconhece o seu trabalho meritório (bem evidente em todo este processo de reflexão governamental), por vezes engano-me e todos os dias sou assaltado por dúvidas e incertezas. Só os fracos não admitem os erros, só quem não decide nunca errou, só não tem dúvidas e não recua nas decisões quem, no sentido mais purista da filosofia cartesiana, não pensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-6509764633557833241?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/6509764633557833241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=6509764633557833241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6509764633557833241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/6509764633557833241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/ato.html' title='ATO'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-3132121200086292678</id><published>2007-06-11T18:29:00.001+01:00</published><updated>2007-06-11T18:29:53.690+01:00</updated><title type='text'>"Façam boa viagem"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foram notícia nalguns pasquins britânicos, pomposamente auto-intitulados de quality papers, os alegados prolongados almoços dos inspectores encarregues das investigações ao caso de Madeleine McCann, bem como o suposto cardápio alcoólico que acompanha os mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso a minha simpatia inicial pelo trágico acontecimento e pela família em desespero. Começo, todavia, a aborrecer-me, seriamente a palhaçada que se tem seguido e o nível de empenho e mobilização das autoridades e media nacionais neste caso, em claro contraste com aquele que temos tido oportunidade de observar em casos análogos, quando as crianças desaparecidas são portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso notar, antes do mais que o desaparecimento da criança se deve, em primeiro lugar, à incúria dos pais. Em Portugal, embora se ingiram bebidas alcoólicas ao almoço e os mesmos possam demorar duas horas, a verdade é que, excluindo a família “bem” do Miguel Sousa Tavares e outras tão desinteressantes quanto essa, todos os pais da plebe levam a respectiva prole atrás para jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem bem me conhece sabe bem que não nutro grande simpatia pelas forças de segurança nacionais (tão amiudemente atacadas pelos relatórios anuais da amnistia internacional), incluindo a polícia de investigação. Não posso todavia de deixar de concordar com o que disse Olegário de Sousa. Nas horas de descanso, aquilo que cada um faz, é unicamente da sua competência. Um único ponto de discordância: no seu lugar eu não teria dado qualquer justificação. Que têm os rudes perdigueiros ingleses (por muito maus que sejam os profissionais portugueses, qualificar os paparazzi ingleses de jornalistas será, em qualquer circunstância, insultuoso e desprestigiante para a classe) que ver com questões nacionais, mesmo envolvendo cidadão britânicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às declarações da tia de Madeleine censurando os alegados comportamentos dos inspectores portugueses, indicando que seria objecto de grande controvérsia idênticas posturas em agentes da Scotland Yard, permitam-me recordar à distinta senhora a actuação dos inspectores da polícia inglesa no caso do jovem brasileiro abatido no metro em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante tudo isto, o sentido o outdoor afixado pelo PNR no Marquês de Pombal ganha toda uma renovada pertinência face aos british gentlemen estacionados no Algarve: paparazzis, investigadores, médium’s, advogados e a família da Madeleine se, atendermos, como se suspeita, que há muito a menina deixou o território luso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos são bem vindos e devem ser igualmente bem recebidos. Não posso todavia admitir que a corja de vilanagem que acampou em Lagos venha a Portugal no único intuito de denegrir a nossa imagem como país quando são afinal tão evidentes os sinais que, algo vai mal no reino de Sua Majestade…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-3132121200086292678?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/3132121200086292678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=3132121200086292678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3132121200086292678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/3132121200086292678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/faam-boa-viagem.html' title='&quot;Façam boa viagem&quot;'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2384945509311333367</id><published>2007-06-08T12:13:00.000+01:00</published><updated>2007-06-08T12:15:34.016+01:00</updated><title type='text'>Perdoai-lhes Senhor....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“&lt;em&gt;A Quercus considerou hoje a construção de um novo aeroporto em Alcochete, na margem Sul, como uma "solução praticamente inviável" devido ao ordenamento do território e proximidade das reservas naturais do Sado e Tejo.&lt;/em&gt;” In Lusa &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Curioso país o nosso em que a Quercus por mim chamada a intervir (conforme email enviado no início do corrente ano) sobre uma situação de poluição em concreto a qual inclusive ameaça a existência de uma reserva natural (refiro-me concretamente à Reserva Natural do Paúl do Boquilobo e à poluição oriunda de Riachos que contaminou toda a área da reserva – existem relatórios técnicos que documentam a situação), tenha assobiado para o lado (nunca me foi comunicada qualquer intervenção no local, não obstante ter-me identificado e disponibilizado para prestar auxílio no que fosse necessário). Em contrapartida impede a queima de resíduos perigosos pelo processo de co-incineração e, qual boa samaritana e simultaneamente cadela de guarda dos mesmos interesses do governo, quer impedir a construção de um aeroporto vital para o desenvolvimento do país a pretexto da contaminação de uma reserva natural. Serão os pássaros de Alcochete mais importantes que os do Boquilobo para merecerem tanta atenção da referida associação dita ambientalista? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estranho e invertido país este que se pode dar ao luxo de não construir barragens vitais para o abastecimento de populações por causa de meia dúzia de calhaus neolíticos adornados com uns gatafunhos Neandertais, de impedir a construção de um aeroporto por causa de um deserto de passarões e sobreiros, apenas para citar os exemplos mais gritantes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2384945509311333367?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2384945509311333367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2384945509311333367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2384945509311333367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2384945509311333367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/perdoai-lhes-senhor.html' title='Perdoai-lhes Senhor....'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-2265752331276541165</id><published>2007-06-08T02:06:00.001+01:00</published><updated>2008-12-13T01:38:27.311Z</updated><title type='text'>Quarto Escuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/RmwsHxYyI3I/AAAAAAAAAAM/AmsgAMqhvMQ/s1600-h/img03[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/RmwsRhYyI4I/AAAAAAAAAAU/K3Z9ZO5Tgm0/s1600-h/img03[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074479559671423874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/RmwsRhYyI4I/AAAAAAAAAAU/K3Z9ZO5Tgm0/s320/img03%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estive esta noite num dos dois bares a partir dos quais é possível avistar o Castelo de Almourol um cenário, habitualmente, aprazível, surpreendente e deslumbrante pela iluminação das muralhas e torres da pequena fortificação medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, do monumento nomeado para a lista das 7 maravilhas de Portugal, nem sinal. É como se o mesmo lá não estivesse, como se tivesse sido subitamente acometido de uma qualquer síndrome, daquelas que tão amiudemente atacam as celebridades e, incapaz de lidar com os holofotes da fama, depois de tantas décadas de ostracismo e abandono, qual envergonhada estrela, decidiu esconder-se nas profundezas das &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;límpidas e cristalinas águas do Tejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta poderia ser uma boa teoria, não fosse a explicação outra. Alegadamente, segundo um residente local, a razão para o Castelo não se encontrar, ao contrário do usual, iluminado, deve-se à proprietária (a Base Aérea de Tancos) cujo novo comandante terá decidido poupar na factura eléctrica cortando a iluminação do monumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheço em absoluto as razões para tal apagão ou sequer o grau de fiabilidade da informação recolhida. Não deixa, todavia, de ser estranho (mais parecendo uma estranha conjura urdida pelos lobbies afectos a outras das maravilhas rivais) que, agora que havia saltado do obscurantismo e negligente desleixo a que sempre fora votado para a ribalta, as luzes dos holofotes que iluminavam o monumento durante a noite se tenham súbita e inesperadamente apagado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperemos que tal apagão seja rapidamente corrigido e que o brilho do Castelo de Almourol possa, para deleite de todos nós (e principalmente dos parzinhos assíduos frequentadores – para que possam desfrutar de uma paisagem mais inspiradora enquanto duram os ritos de acasalamento, a menos que se pretenda ensaiar uma versão melhorada do popular jogo do quarto escuro, desta vez com o sugestivo título Castelo Escuro), ser resgatado das trevas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Nota: A imagem apresentada foi retirada do site oficial das 7 Maravilhas de Portugal a qual dificilmente teremos oportunidade de apreciar novamente ao vivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-2265752331276541165?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/2265752331276541165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=2265752331276541165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2265752331276541165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/2265752331276541165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/s-escuras.html' title='Quarto Escuro'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LiZK1GEiEJo/RmwsRhYyI4I/AAAAAAAAAAU/K3Z9ZO5Tgm0/s72-c/img03%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-1640941457580832391</id><published>2007-06-07T02:43:00.000+01:00</published><updated>2007-06-07T02:48:44.206+01:00</updated><title type='text'>Alegadas Alegações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que o alegado Verão chega não é, alegadamente, para todos. Há aqueles que, alegadamente, vivem (n)uma irrespirável latrina, entrincheirados entre a alegada poluição das unidades industriais dos alegados caciques do burgo e o aroma inconfundível a cloaca oriundo da alegada latrina cuja configuração é análoga a uma qualquer piscina olímpica e que deveria alegadamente impedir o fedor a retrete de se espalhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entretanto os alegados obreiros vão jogando o jogo do empurra, passando alegremente a bola de uns aos outros e alegadamente facturando milhões enquanto a atmosfera alegadamente tresanda e a malta tem de mansamente suportar o alegado odor a fim de não violentar tão delicados e sensíveis aparelhos olfactivos alegadamente de fácil difamatório melindre e, ao que se sabe, rápidos na pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;It stinks in here! I wonder: who may possibly be responsible for such an obnoxious smell?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-1640941457580832391?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/1640941457580832391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=1640941457580832391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1640941457580832391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/1640941457580832391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/alegadas-alegaes.html' title='Alegadas Alegações'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-594008399225364213</id><published>2007-06-06T17:52:00.001+01:00</published><updated>2009-11-05T02:07:59.587Z</updated><title type='text'>Públicos Equívocos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O Ministro Mário Lino veio ontem a terreiro esclarecer que, embora a intenção do governo seja entregar a ANA e a gestão do novo aeroporto de Lisboa à mesma entidade, tal não implica necessariamente que estejamos perante um facto consumado ou um dado adquirido. É possível alienar a ANA sem construir o aeroporto e/ou construir o aeroporto sem privatizar a ANA. Tais declarações vieram contrariar os alarmismos do deputado do PSD Luís Rodrigues de cujas declarações, inclusive, já o próprio partido se veio demarcar. Não são no entanto os esclarecimentos do Ministro que me interessam ou tão pouco os palpites do deputado da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa para o caso é a resposta do Ministro quando indagado pela TSF se já tinha sido chamado a Belém pelo Presidente no âmbito das audiências promovidas pela Presidência ao dossier do novo aeroporto. O titular da pasta das Obras Públicas respondeu que não tinha de prestar publicamente quaisquer esclarecimentos sobre a matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terá o homem esquecido que é, antes do mais, funcionário público, não obstante a especificidade das suas funções, ou dimensão dos privilégios injustos e injustificados que acumula face aos demais colegas? É claro que deve prestar todos e quaisquer esclarecimentos que a opinião pública e os cidadãos no seu todo exijam. Não só deve, como terá obrigatoriamente de o fazer. O novo aeroporto internacional de Lisboa não é uma obra qualquer, ou passível sequer das habituais negociatas e concursos públicos de opaca transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face à dimensão do investimento, à importância estratégica do mesmo e ao impacto desta obra nas gerações futuras o Ministro, pela sua responsabilidade e nível de envolvimento terá de prestar esclarecimentos sempre que tal lhe for pedido e de modo algum refugiar-se em silêncios de conveniência. É chocante que um governante quando instado a pronunciar-se publicamente acerca de um assunto público e de interesse público se negue a fazê-lo arrogando-se ao direito de se recusar a prestar esclarecimentos. Enfim, paulatinamente, a máscara vai caindo. E, não me sai da cabeça que ajudei a elegê-los…&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-594008399225364213?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/594008399225364213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=594008399225364213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/594008399225364213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/594008399225364213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/pblicos-equvocos.html' title='Públicos Equívocos'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-4582227671618064963</id><published>2007-06-06T09:30:00.000+01:00</published><updated>2007-06-06T09:31:56.179+01:00</updated><title type='text'>Simplex</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Primeiro Ministro e, durante seis meses, futuro Presidente da União Europeia parece apostado na exportação de conceitos nacionais como factor de recuperação dos índices de investimento estrangeiro registados durante a ida e dourada década de noventa. Para tal conta com o apoio do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que parece ter convencido Sarkozy a referendar em França um Tratado Constitucional Simplificado, ou, na mui lusa socrática retórica, um Tratado em versão Simplex (ou segundo os cânones americanos das grandes corporações de fast food e bebidas, em versão light).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seja como for, o importante é, de uma vez por todas o Tratado Constitucional Europeu ser aprovado e entrar em vigor. Para a construção de uma identidade europeia não basta tão somente a abolição de fronteiras, (em alguns casos, pelo menos) das taxas aduaneiras e da instituição de uma moeda única. Torna-se imperativo que os cidadãos se sintam unidos e ligados num único corpus jurídico, laboral, comercial, civil, etc.. É absolutamente crucial que as leis sejam as mesmas para todos, que os direitos e deveres sejam tão comuns quanto a moeda ou o espaço económico e, neste particular, a aprovação de um tratado constitucional europeu reveste-se de particular importância no sentido de cimentar e projectar no futuro o projecto europeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em versão simplex ou complex o importante é aglutinar e re-motivar os europeus para o seu projecto comum. Esperemos pois que o luso consenso seja útil em tão hercúlea tarefa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9007455-4582227671618064963?l=currupto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://currupto.blogspot.com/feeds/4582227671618064963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9007455&amp;postID=4582227671618064963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4582227671618064963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9007455/posts/default/4582227671618064963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://currupto.blogspot.com/2007/06/simplex.html' title='Simplex'/><author><name>Alexandre Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049250541326988933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9007455.post-8386644789248872888</id><published>2007-06-06T01:49:00.000+01:00</published><updated>2007-06-06T01:52:27.541+01:00</updated><title type='text'>Anti-anti</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anti-anti, porque sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles nem sabem bem aquilo contra o que são. São anti, porque sim e, ponto final! E, porque são anti, são também anti os anti-anti. Como na matemática, negativo com negativo é positivo, logo os anti são anti os anti-anti porque, estes últimos, não são mais anti que os anti por serem anti-anti, nem são tão pouco anti-nada (a não ser anti-anti). São, na verdade, pró-alguma-coisa e, por conseguinte, anti os anti. Logo, por esta ordem de ideias, os anti terão necessária e obrigatoriamente que ser anti anti-anti. Porém, como adiante veremos, os anti-anti, categoria na qual me incluo, embora anti-anti assumidos, não serão necessariamente pró-coisa-alguma, o que de algum modo coloca em causa o enunciado matemático atrás aludido. Poderá, afinal, uma coisa ser e não ser ao mesmo tempo? Aparentemente, no domínio da lógica não exacta, pode!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançando um pouco nesta linha de raciocínio que mais parece tirada de um qualquer processo de refinação da dialéctica hegeliana, ou quiçá escandalosamente usurpada da filosofia heideggeriana, o móbil deste texto será naturalmente um manifesto de censura (leia-se anti-anti) contra os betinhos que, para aborrecer os papás obreiros (lato sensu) do sistema, um pouco por todo o mundo espalham o caos, o terror e a anarquia de cada vez que há notícia de uma reunião do G-8, qual incarnação dos dois minutos do ódio orwellianos do intemporal 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os betinhos, criados e educados com todas as mordomias do e no sistema, (afinal quem é que tem massa para andar de um lado para o outro a espalhar o caos e a anarquia, senão os meninos queques da alta?), demasiado desocupados (o ócio também tem destas coisas) entretêm-se a desafiar o pesado espartilho de regras e sistemas que os papás (lato sensu) fizeram incidir sobre a indigna plebe, saltitando de lugar em lugar e fingindo brincar às causas sociais, vão semeando a desordem e a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado repete-se todos os anos. Seja a cimeira do G-8, o Fórum de Davos ou o que quer que seja e os moços, quase sempre os mesmos, lá estão. São contra e anti, porque sim! Porque lhes apetece! Porque nas suas vidas pequeninas, fúteis, desinteressantes, demasiado seguras e sem sentido, deixou de haver um objectivo para além de torrar fortunas colossais em todo e qualquer ca
